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Por: Janara
24/05/2012


Houve um tempo em que para ser moderno, você precisava antes provar que conseguia ser clássico. Pollock foi mal interpretado e tudo virou uma grande palhaçada. Tem muita gente que não dá a mínima para a perfeição. Eu prefiro dizer que trabalhos como os de Roberto Ferri são uma lição de humildade.

E não, você não desenha nada. Leia mais…

Por: Janara
25/10/2011


Nem só de hiperrealistas e figurativos é composto o grupo dos obcecados pelo labor. No renascimento da fênix dos que não desenham nada, falaremos de Augustin Lesage.

A única coisa que encontrei sobre Lesage, é um perfil em francês na wikipedia, que conta uma história tão interessante que eu espero ser toda verdadeira. Tenha essa mania de achar que na internet (quase) tudo é mentira.

Augustin Lesage (1876 -1954) nasceu no norte da frança e trabalhou nos primeiros anos como operário em uma mina de carvão. Em 1911, aos 35 anos, ele ouviu uma voz subterrânea que disse: “Un jour, tu seras
peintre”
(Um dia, você será um pintor). Leia mais…

Por: Janara
10/02/2011


Esse cara já foi postado aqui antes dessa seção existir, mas hoje o link acabou caindo de novo nas minhas mãos e achei que seria uma injustiça deixá-lo de fora. Glennray é um pintor realista e limitadíssimo no tema, você pode acusar. Mas nesse caso defendo que pousa aí toda a magia. Você já viu pintura que dá vontade de comer e não é natureza morta? Senhoras e senhores: o trabalho delicioso e irretocável de Glennray Tutor.

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Por: Janara
02/02/2011


Hoje pedi no twitter indicações para essa seção e foi assim que cheguei na Laurie Lipton. Muita gente não vai gostar porque ela é estranha e não faz coisas fofas, lúdicas ou coloridas. A Laurie é tensa. Mas a nega tem o que eu procuro nos artistas que escolho para essa seção: zero preguiça, um certo toc e um pouco de sadismo.

O tema remete a vida moderna pós revolução industrial: o fordismo, a produção em série, as máquinas,a tv, as celebridades, fama, loucura e morte. Mas o estilo dialoga com grandes mestres da gravura, de quando ainda não existiam as máquinas, como Gustave Doré. O nível de detalhismo impressiona mesmo quando a ilustração retrata apenas um personagem. E o número de obras encontradas na rede nem se fala. Essa mulher não dorme …

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Por: Janara
12/01/2011


Mudando um pouco de estilo de tudo que foi mostrado até agora nessa sessão, vamos descer o rio de águas lisérgicas na qual bebeu o grande Alan Aldrige, que entre outra coisas foi o curador e responsável pelo livro “The Beatles Illustrated Lyrics”, do qua já falei aqui. Se algum dia tiver o prazer de encontrá-lo por aí, compre, é uma preciosidade. É como se fosse uma IdeaFixa com o tema “pegue uma letras dos Beatles e desenhe”.

Mas voltando ao Alan: artista britânico nascido em 1943 em East London, vivendo atualmente em Los Angeles. Sua carreira começou em 1965, com sua colaboração com a Penguin Books, para a qual fez inúmeras capasde livros, chegando a Diretor de Arte na editora. Em 1968 criou a sua própria empresa de design, a INK, trabalhando principalmente para os Beatles e a Apple Corps.

Durante os anos 60 e 70 criou infindáveis capas de albuns, contribuindo significativamente para a definição
da estética gráfica da época. Utilizou muito o aerógrafo em seu trabalho, técnica muito presente no estilo psicodélico da época. Seu trabalho mais famoso é, provavelmente, para o livro ilustrado The Butterfly Ball e The GRasshopper Feast (1973) uma série de illustrações antropormórficas de insetos e outras criaturas, criadas em colaboração com William Plomer que escreveu os versos.Alan se inspirou, para este trabalho, na afirmação de John Tenniel que disse a Lewis Carroll que seria impossível desenhar uma vespa com peruca. O que seria impossível Alan desenhar? Nada! Ele ainda criou as ilustrações para Captain Fantastic e The Brown Dirt Cowboy de Elton John em 1975.
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