Código de ética do Designer Gráfico? Que bobagem… E outra: Design nem é regulamentado no Brasil.
O significado de ética e moral é um pouco mais complexo do que ter uma aula durante um Semestra na Faculdade, ou escrever um texto para seu professor no colégio.
Olha, Digego! Eu não quis ofender ninguém… O que eu tava querendo dizer é que não é preciso nenhum cógico de ética do Designer Gráfico – a integridade de uam pessoa se contrói de outra forma, não através de códigos.
É isso é fato, você pode não precisar da ética do design, mas desconsiderar a necessidade de aprofundar nessa questão acho que pode desvalorizar a nossa profissão cada vez mais.
Em todo caso também nem quis ofender ninguém, mas só produzir uma antitese a sua tese, e quem sabe, chegar ou nao a uma sintese.
É isso é fato, você pode não precisar da ética do design, mas desconsiderar a necessidade de aprofundar nessa questão acho que pode desvalorizar a nossa profissão cada vez mais.
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Agora em relação à ética ou moral, não é somente o aprendizado na Acadêmia que lhe prepara sobre o assunto, esse tipo de aprendizado vem com o decorrer de sua vivência, e não somente na profissional como também na sua vida, por isso acho de extrema importância considerar importante essas questões.
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Em todo caso também nem quis ofender ninguém, mas só produzir uma antitese a sua tese, e quem sabe, chegar ou não a uma sintese.
abraço, valeu a resposta
Não entendo pq é “ideologico” e muito menos “impossível”. Qualquer setor da sociedade só trabalha se for remunerado. É real. Não existe operário ou engenheiro q se submeta à avaliação da construção de um prédio depois de pronto para TALVEZ receber. E é claro que não somos regulamentados, a razão disso está clara nos comentários daqui, que defendem esse tipo de especulação, no mínimo, estúpida.
Sem ofensas, mas se eu não fosse designer, também não levaria vcs a sério.
Talvez esse tipo de analogia não faça muito sentido aqui… E além disso, os motivos de não sermos regulamentados vai um pouco além do que você sugere.
Sem contar que a digressão que eu estava fazendo era acerca do código de ética do Design, e acho que nesse caso você talvez tenha se confundido ao ponderar certos pontos em seu comentário.
é uma ideia nada nova. http://www.no-spec.com/
E porque não é nova não deve ser dita?
ou melhor, discutida.
calma, Diego. não disse que não deve ser discutido, só disse que não é nova. deve ser discutida e deve ser aplicada, o problema é que muita gente não tá nem aí pra isso. fora que sem regularização muitos clientes fazem pouco caso e os designers para não perderem o trabalho acabam baixando o valor. o mercado está viciado em melhor preço, e a qualidade e estilo ficam defasados.
hahah verdade, me empolguei nos comentários. esse que fiz pra vc foi meio desnecessário, mas é tipo conversa de bar saca! ahah vc solta um e eu já por impulso solto esse. o jeito é tomar uma e esquecer essa ahhahah
“Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender?” me surpreende ver gente debochando do código. se não temos regulamentação é justamente porque não seguimos código algum. e nessa de cada um por si, são as todos contra todos. até motoboy consegue se organizar melhor. para isso o primeiro passo é defender nossos interesses conjuntos ou qq dia morreremos todos de fome.
me empolguei com a resposta e esqueci de parabenizar o ideiafixa pelo artigo. rafael nobre, se não for algum homônimo, sou fã do teu trabalho faz tempo. abs a todos.
concordo com tudo que está escrito, mas realmente na prática não funciona… o designer acaba sempre sendo alguém que consegue aplicar idéias, muitas das vezes até bem melhor que a inicial e não acho que seja tão valorizado… mas também cabe ao próprio profissional exigir que seja feito um acordo antes mesmo de começar a aplicar as idéias! no contrário, acaba sendo sempre um abuso! vivo na pele isso, mas aos poucos estou conseguindo que meus clientes percebam a real importância do meu trabalho! (gostaria de dar um copy/paste do texto no meu blog, ok?)
Ideológico. Já que não vivemos no campo das idéias, impossível.
2 situacoes ridiculas quando essas especulacoes acontecem:
1- muitas vezes o seu trabalho eh plajeado e acoplado ridiculamente ao de outra pessoa
2- vc trabalha de gratis, isso nao eh nada fofo.
Ora essa nao posso dar a unica coisa que eu tenho pra vender!
Estou de pleno acordo com o texto, li o este livro do Gilberto Strunck.
Com certeza na prática é diferente, porém é totalmente possível realizar essa conversa antes com o cliente.
E é assim que vamos caminhando para que, mesmo sem regulamentação, haja um “código de ética” na profissão!
Abs
No primeiro contato com o cliente devemos estabelecer as bases da relação que edverá ser mantida por ambas as partes no decorrer do projeto. Devemos colocar a regra do jogo, assim como o cliente também vai colocar suas condições e as partes devem dialogar para chegar a um entendimento. Quando um designer não se pronuncia no início do processo e depois recebe uma grata surpresa (“não tenho como te pagar agora”, “vamos ter que descontar seu valor” etc) também não pode reclamar.
Uma proposta comercial precisa conter a natureza do serviço a ser feito, prazos, formas de pagamento e responsabilidades das partes, no mínimo.
Quem participa de concorrência sem receber faz isso porque ou precisa muito e entra no risco ou não se informou direito . . .
Trabalho há algum tempo e nunca tive problema com cliente porque sempre explico minha metodologia de trabalho logo no início. Nunca sofri nenhuma “covardia” ou “abuso” de cliente. Já fiz concessões, mas porque quis e claro, porque não me causaram nenhum prejuizo.
É simplemente pelas pessoas (os designers) acharem que é teoria ou utopia que o mercado se comporta assim com nos designers… A etica é possivel sim e é uma questão de postura mesmo.
Se o designers fica com medo de concorrencia de micreiro ou com medo de ser confundido com artista plastico (doidão sem compromisso ) ele acaba se sujeitando a situações como essas de concorrencia e falta de pagamento.
Designer é um projetista de soluções visuais e não um artista de inspirações… E um projeto é comercializado sim e com valor determinado antes de ser projetado.
também acho que falar sobre as regras do jogo no inicio é importante. manter sua postura ética para fortalecer o proprio nome e consequentemente o mercado, também. mas não tem como fugir as concorrencias, porque talvez elas nunca deixem de existir, faz parte dos negócios.
particularmente so entro em concorrencia se tiver a verba de risco, que paga um valor baixo para todos os participantes, nao é o ideal mas é mais justo. talvez essa questão melhore quando as agencias de publicidade entenderem que elas fazem publicidade e não design. são elas, que ao meu ver, infestam o mercado com suas criações sem compromisso.
gostei do post! legal abrir espaço pro business no design.
Ótimo texto do Gilberto Strunk, Rafael, coloquei este link no meu twitter.^^
No mínimo é irritante ver além dos clientes, agências entrando no modismo de projetos especulativos, escolas renomadas usando de “concursos” para sua promoção as nossas custas, querendo “comprar” nossas idéias com meras viagens ou pouquíssimo dinheiro em vista do que a idéia em si vale, fazendo você abrir mão de tudo, e ainda agem como se você fosse idiota com os piores argumentos possíveis.
“Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender?” E como tem sido difícil fazer as pessoas entenderem isso.
Legal o texto do Gilberto Strunk.
Percebi que não só a mim, como aparentemente a outras pessoas que aqui também comentaram, é admirável a descrença por parte de “profissionais” em nossa área. E o que mais me afeta é a atitude do fracasso antes da tentativa. No meu ponto de vista, decádas de carreira PODERIAM justificar alguém achar que ética no trabalho ou não concorrência é “utópico, bobagem, teoria, que na prática não funciona”, mas iniciar uma carreira como um individuo derrotado me soa um tanto preguiçoso da parte de quem “não conseguiu” mudar isso mesmo após 2 anos de formado.
Percebo também que é impossível criar julgamento desses profissionais, partindo somente do pressuposto desânimo com nossa classe, pois também percebo o tamanho descaso em vários aspectos da nossa profissão (que não cabe a essa discussão nesse momento.) dos quais me desanimam.
Por fim, acredito, que como qualquer outro processo evolutivo do homem na ciência do trabalho, a total mudança nesse metódo de trabalho leva tempo e é necessário que vários profissionais dediquem-se a fazer pequenas mudanças de comportamento.
Para as empresas é uma maneira econômica de conseguir vários projetos. Pura exploração!
Estes dias até fiz um post com uma temática parecida, dê uma olhada -> “CONCURSOS: valorização ou exploração da arte?”
http://www.ilafox.com/2009/08/concursos-valorizacao-ou-exploracao-da.html
Nós não podemos nos submeter a este tipo de coisa.
Eu acho que o ponto de vista está errado.
Também me senti incomodado quando me começaram a pedir spec work, e recusei os primeiros.
Afinal não só não haviam garantias como o valor final normalmente estava estipulado à partida pelo cliente e era mais baixo do que eu cobraria numa situação normal, quanto mais a concurso.
Cheguei até a fazer um esforço para encontrar uma maneira diplomática de dizer “não”, para não fechar portas.
Hoje penso de maneira diferente.
O facto é que um negócio cuja base de desenvolvimento assenta unicamente na redução de custos está talhada para o fracasso. No entanto, é a única maneira que muita gente tem de mostrar trabalho, é cortando nos custos. É a parte que se vê mais, e é imediata.
E não acho que o cliente faça mal em pedir spec work.
Até podia pedir que eu trabalhasse de borla, acorrentado e no fim o deixasse dançar sobre a minha sepultura, pela parte que me toca.
Mas quando vejo um cliente pedir spec work uma campainha toca na minha cabeça.
Um alarme que me diz que este cliente está tão focado na redução de custos que provavelmente está a descurar toda uma série de características que poderiam trazer mais lucro à empresa.
E é aqui que eu tento descobrir o que leva a empresa a trabalhar daquela maneira e ofereço a minha alternativa.
Entrar no jogo do comigo ou contra mim não traz vantagem a ninguém.
E, no final, a unica coisa que o freelance tem para oferecer são soluções.
Este e outros assuntos em português em
http://artistafreelance.blogspot.com
Gostava de ouvir as vossas opiniões sobre esta abordagem.
Bom ponto de vista cara, me fez pensar aqui.. afinal de contas parte do trabalho de um designer pode ser cooperar pra educar o mercado, e aparentemente essa pode ser encarada como uma alternativa.
“E, no final, a unica coisa que o freelance tem para oferecer são soluções.”
Solução sempre, mas e quem soluciona o aluguel no fim do mês? obviamente essa é uma questão de postura, e quem quer valorizar o proprio trabalho deve procurar o proprio caminho para tal.
Educar o cliente também é outra solução que deve ser discutida, ainda mais em um país onde a a tradição do mercado não é grande. Como um grupo cria respeito e valoriza seu trabalho? se unindo, vide AOB. Unindo-se e discutindo as vantagens e as desvantagens. Então também nao acredito que “não traga vantagem a ninguem”. Não traz vantagem se não for posto em questão.
errata, vide OAB.
Realmente adorei o post, acho muito importante esse tipo de abordagem aqui do IdeaFixa, eu estou começando e preciso de alguma forma me interar e receber opiniões de profissionais na área sobre toda a parte burocrática no design. Sei que ainda existem alguns rótulos sobre os profissionais, como “descompromissados ou lunáticos” que não sabem fazer outra coisa e isso é mentira. Cabe a nós colocar as cartas na mesa, o código é sim importante a não ser que queira sempre ficar no rodapé da situação. Valeu :)
Algo que considero problemática, e que percebo em vários colegas freelancers, é a falta de aptidão na produção de uma “boa burocracia” pra facilitar a relação, /profissionalcliente/. Documentos bem formatados com briefing (de verdade) um contrato simples, direto e que proteja ambas as partes, documentar procedimentos, entre outros métodos. Apesar da subjetividade da nossa profissão acho importante desenvolver uma boa postura ao criar metódos pra que cada projeto desenvolva-se não só baseada em conversar soltas.
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abrá
Brilhante Strunk! Esta deveria ser a oração de todo designer… e ser lida todo dia antes do batalho! para não esquecermos que a valorização do nosso trabalho deve partir de nós mesmos, e ignorar de uma vez essa condição humilhante de criar primeiro, negociar e receber depois! Chega de exploração.
Acredito que: a qualidade do trabalho está diretamente proporcional ao valor atribuido ao mesmo! Quando digo valor, refiro-me não só a preço, mais respeito ao profissional e projeto apresentado. RESPEITE O PROFISSIONAL DE DESIGN!, esta deve ser nossa bandeira.
Decepcionante seu comentário, me parece que você não teve aula de ética. ou nem sabe o significado de tal.
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(trechos retirados do código de ética ADGBrasil)
1. Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos,
capacidade e experiência para melhor servir à sociedade;
1. Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas;
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Você acha isso bobagem?
Isso me soa muita bobagem mesmo.
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A ética não deve ser confundida com a lei. Ética é o exercicio da moral, e define o seu caráter.