
Acho importante, sempre que possível, ir além do comum. Comum é aquilo que é compartilhado. As discussões comuns, sobre assuntos comuns, nas rodinhas comuns de artistas/designers/afins oferecem um espectro de visões limitado, por definição.
Você já se imaginou discutindo tipografia com um psicanalista? Ou divagando sobre a estética e apropriação dos espaços urbanos sob o olhar freudiano?
Acontece nos dias 9 e 10 de abril o Simpósio Traço, Forma e Psicanálise, realizado pela SBPSP – Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, que reunirá nomes familiares a nós como Ronald Kapaz (Oz Design), Paulo Caruso (cartunista), Baixo Ribeiro (Choque Cultural), Zezão (grafiteiro e artista plástico) e Henrique Nardi (Tipocracia) para debater com psicanalistas questões que dificilmente encontraríamos juntas, na mesma pauta. Veja a programação no site.
Na língua portuguesa, a palavra traço refere-se às linhas e rabiscos, mas traço tem também o sentido de vestígio. Desde que se entende por gente, o homem se expressa por desenho e escrita nas suas mais variadas formas. Ou melhor, antes mesmo de entender qualquer coisa, o homem já rabiscava paredes de cavernas para ajudar a interpretar suas próprias experiências.
A proposta do encontro é uma reflexão sobre os vestígios visíveis do gesto humano. Uma oportunidade para discutir, pensar e re-pensar assuntos que falamos sempre, mas em um outro nível, outra perspectiva. Que tal?






