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29/10/2010


Fotoroubêixan: http://new.myfonts.com/

Todo mundo já passou por isso. Até eu, que não sou nem o dedão do pé de um designer.

Foi precisamente, quando inventei de fazer capinhas para a minha discografia ããã… não muito oficial do Smashing Pumpkins… E eu queria porque queria fazer um dvd com os clips da banda e etc, etc, etc, acho que vocês já entenderam. E como saber que fontes são aquelas usadas nos discos da banda?

Bem, eu, como já suei para achar essas fontes, dou a dica para vocês. Nesses dois sites

http://www.netphoria.org/fonts.htm

http://landslide.2007.org/fonts.htm

vocês encontram as fontes usadas na arte de todos os álbuns da saudosa banda de Chicago.

Mas, e quando você encontra uma fonte aleatória num site, anúncio ou o que for; como identificar tal fonte? Já imagine aquela situação que você precisa replicar algum trabalho, mas não tem a mínima noção de qual fonte foi usada previamente.

O site MyFonts com o serviço What the font? está aí para tentar te ajudar. Funciona mais ou menos assim: você upa uma imagem da fonte; o site faz uma comparação com as imagens de fontes que eles possuem em sua base de dados; o site te responde com fontes possíveis e, caso não identifique a fonte, você ainda tem a opção de bater um papo com os aficcionados por tipografia no fórum do site.

Outros fóruns interessantes para discutir as serifas da vida são o Typophile e o grupo do Flickr Typeface Identification.

Se alguém souber de outras ferramentas eficazes para identificação de fontes, por favor, comente e contribua!

30/05/2009

Esta noite, depois de (re)assistir “A Bela da Tarde” (santíssima trindade, o que é a beleza de Catherine Deneuve? Ela é tão linda que chega a um ponto de não-existir) refletia sobre a Beleza, sua inutilidade e também da não utilidade da arte. Porque o bem mais precioso dela é exatamente não ter que ser útil. Ainda que ela o seja em peças de design, em vasos, em decoração… não é a sua “obrigação” ser útil (sobre arte e utilidade, o projeto Arte e Palavra, do qual participo, fez uma bela poesia sonora a partir de textos de Paulo Leminski).

Depois de assistir ao filme, brinquei um pouco com Sodaplay (já falei sobre ele aqui no Idea) e imediatamente me lembrei da obra do escultor e engenheiro holandês Theo Jansen. Muita gente que acessa o Idea já deve conhecê-lo, ele ganhou notoriedade pelas suas gigantes obras conhecidas por esculturas cinéticas, ou seja, que tem mobilidade a partir da ação de energias como a eólica. Seus “bichos” surpreendem não só pela mobilidade e pelo tamanho como também pela… inutilidade. “Para quê um treco deste tamanho se não vai servir para nada”, disse um amigo uma vez. E é aí que o trabalho de Jansen encanta: porque não serve para nada! Encanta mais ainda por ele ser um engenheiro, profissão reconhecida pela racionalidade que suas premissas exigem. É evidente que Jansen não é nenhum romântico (com perdão à corruptela…) e faz dinheiro e fama com seu trabalho (que o diga a BMW…), mas antes disso tudo, o Inútil é visivelmente mais importante e primordial do que as consequências de suas obras levadas ao público.

Theo Jansen não é pioneiro na arte cinética ou, ainda, na interferência ambiental ou humana direta na obra artística. Desde os futuristas do início do século XX à brasileira neoconcreta Ligia Clark e seus “bichos”, a arte se envereda por outros setores da cultura humana como a física e a engenharia, cada artista a seu modo.

Mas Jansen transforma o ar em movimento e em atrito em parte fundamental de seu trabalho. Quando se contempla suas esculturas em movimento, se “contempla” também o ar, o etéreo em toda sua força. É ele quem alimenta o objeto mas também impulsiona o artista a desafiá-lo. Inultilmente – no melhor sentido da palavra.

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