Posts Tagged ‘USA’

out
08

Tinha pensado em escrever um post enorme resumindo o que pude conferir do TMDG 2008, porém acho que vou dar destaque para as Palestras que mais me chamaram a atenção, então pegando o embalo do meu amigo Armando Fontes vai aqui um primeiro post sobre a participação de Joshua Davis no evento.

Joshua, pra quem não sabe, gera suas imagens por códigos em ActionScript, de forma que nunca um print será igual ao outro. E, diferentemente de artistas digitais mais puristas como John Maeda & cia, Joshua cria pequenos elementos que serão replicados, rotacionados, coloridos e distorcidos para compor suas peças. O resultado é impressionante, pois possui um requinte e um “cuidado impreciso” ímpar.

Comparando-se a Jackson Pollock, utilizando a máxima “Drawing using gesture as an input” (Desenhar usando o gesto como dispositivo), durante aproximadamente duas horas este skatista de 37 anos regado a 4 Red Bulls conduziu a platéia na palma da mão, fazendo por muitas vezes que nos esquecessemos de que era uma palestra e não um stand-up comedy. Sobrou até para a tradutora.

O resto eu roubo descaradamente do Armando aqui

Por Pedro Oliveira, em 8 de outubro de 2008 às 9:42 pm       41 comentários »
ago
12

Tem um artigo fascinante sobre o documentarista Errol Morris no New York Times, falando sobre como as imagens podem ser usadas como arma.

“Se você quiser enganar alguém com uma fotografia, há milhares de maneiras de faze-lo. Você não precisa de Photoshop ou de manipulações digitais sofisticadas. Você não precisa de um computador. Tudo o que você precisa é mudar a maneira como essa imagem será recebida”, explica.

Como exemplo, ele utiliza as fotografias apresentadas por Colin Powell às Nações Unidas em 2003 para justificar a guerra que estava por começar no Iraque.

Via Boing Boing.

Por priscilla, em 12 de agosto de 2008 às 3:36 pm       0 comentários »
ago
09

Este é um dos 90 recipientes que o artista italiano Piero Manzonium numerou e no qual pôs 30 gramas de suas fezes. O título da obra é singelo: “Artist’s Shit” (Merda de artista), grafado na latinhas em inglês, francês, italiano e alemão. Hoje cada lata está avaliada em 100 mil euros. A galeria Tate de Londres comprou uma em 2002 por 22mil e 300 libras com dinheiro público. O museu justificou a aquisição: “Manzonium foi um artista internacional incrivelmente importante ”.

Atualmente é difícil encontrar alguém que faça críticas consistentes a arte contemporânea. Aliais é difícil encontrar quem tenha um posicionamento crítico perante qualquer coisa. Quando muito do que se lê por ai são resenhas que parecem ter sido encomendadas para não dizer compradas ou escritas por alguém que pouco entende do assunto.

Porém, ainda existem pessoas que ousam criticar (bizarro dizer isso, mas hoje criticar se tornou ousadia) a sintomática artes plásticas de hoje. Mesmo que estas poucas vozes às vezes pareçam sumir diante a parafernália midiática e espetaculosa da cultura contemporânea, elas ecoam.

Uma dessas vozes é a de Luciano Trigo – Escritor, jornalista e editor de livros com seu blog Máquina de escrever. São de grande inspiração suas análises e críticas para pensarmos o cenário artístico atual, no qual qualquer porcaria é entitulada arte e pode ser vendida por milhões de dólares. Segue abaixo dois trechos de suas análises:

“Na arte, isso se refletiu de duas maneiras: primeiro, o fim da tradição do novo , isto é, a idéia de que tudo já tinha sido feito, e que só restava citar, recombinar, copiar ou simplesmente se apropriar de recursos do passado; segundo, a capitulação do artista ao mercado e às instituições . Os próprios museus aderiram a uma dinâmica associada ao consumo, ao entretenimento e ao espetáculo: a arte se tornou uma ramificação a mais da indústria cultural, e hoje, em termos práticos, seu status no mundo é mais ou menos semelhante ao da moda, com todas as suas características (incluindo as famosas tendências ). A esfera da cultura se reduz ao lazer e entretenimento comercializável, perdendo sua função crítica.”

Vivemos a era da reiteração . Mecanismos vorazes de repetição do mesmo, reiterado em versões cada vez mais caras, esmagam o impulso da criação, ou ao menos limitam drasticamente, sobre a aparência da diversidade, o campo da inovação artística. Hoje ele é dominado pelas variações lúdicas sobre propostas do passado, se possível com um efeito desconcertante ou irônico como o de uma gracinha: transgressões controladas, apropriações de apropriações, citações irônicas e provocações tediosas constituem hoje o vocabulário de boa parte da arte contemporânea de sucesso, isto é, da arte reconhecida pelo mercado e pelas instituições, isto é, da arte oficial.”

“Por tudo isso, não se trata aqui de contestar este ou aquele artista, esta ou aquela obra, o que seria inútil, mas de compreender o contexto e a dinâmica da produção artística contemporânea. Existem, é claro, artistas de verdade e impostores, mas para o sistema isso não faz diferença. Ou alguém realmente acredita que um coelho de alumínio de Jeff Koons (coelho no qual ele sequer encostou o dedo) pode valer (eu disse valer, não custar) mais que um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Henry Moore?”

Outra voz crítica importante é a do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Suas críticas estão nos livros Descontruir Duchamp – a arte na hora da revisão e A cegueira e o Saber . Fiquei sabendo que ele lançará um terceiro livro sobre o assunto: O enigma vazio - impasses da arte e da crítica , que coincidirá com a bienal de arte de SP que já está sendo chamada de “a bienal do vazio”.

Abaixo alguns dos títulos dos artigos do Livro Desconstruir Duchamp:

- Fotografia do equívoco – A aura está no livro, na foto, no texto. Diante da obra real há o desencanto

- Suicídio da arte – O rei está nu e há muito rolou as escadas, sem aura e sem vestes

- O inacabado, o rascunho, o precário, etc. – Na modernidade, esboço e processo são tomados pela obra realizada

A seguir um trecho do livro A cegueira e o saber do artigo Ulisses e esse “mal-estar”

“…não temos que analisar nada, as coisas não fazem mesmo sentido, gostamos da superficialidade, do provisório, da confusão entre marginal e mocinho, de apropriação procedente e indébita, da transgressão pela transgressão, do brilho instantâneo das drogas ou dos flashes. Enfim estamos sadomasoquisticamente achando um barato “o mal-estar” da contemporaneidade.”

Para terminar o post uma obra de “arte” contemporânea.

“A obra acima, de Damien Hirst, integra a série conceitual “As Quatro Estações” e é composta por uma estante de aço inoxidável e vidro, com 6.136 pílulas de diversas cores, que aludem às estações do ano. É a mais cara obra de um artista vivo do mundo: foi comprada por 19,1 milhões e dólares em 2007.” Luciano Trigo - Leia está crítica na íntegra

Por rafaelnobre, em 9 de agosto de 2008 às 10:50 pm       27 comentários »
ago
04

Wagner Pinto do Upgrade do macaco
usa em seus desenhos símbolos de umbanda, candomblé, alquimia, folclore
e mais um monte de coisas. Ele é de Porto Alegre, mora em São Paulo e
está em várias páginas desta edição da Rojo e na Zupi. Um artista bem foda, que se expressa com linhas e cores de um jeito fresh e instigante.

Flickr!




Por Luisa Bernardes, em 4 de agosto de 2008 às 10:08 pm       1 comentário »
jul
06

Nesse livejournal que o Matias me enviou, diversas fotos da Agência Reuters sobre a época da ocupação nazista em Paris. São paradoxalmente bonitas (embora eu seja suspeita pra falar de lá) e tem até algumas que evocam um design (vide os sapatos) ousado demais para a época. Elas provocaram certa controvérsia exatamente por sugerir um mundinho cor de rosa em épocas tão pesadas.

Por priscilla, em 6 de julho de 2008 às 3:57 pm       5 comentários »

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