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08/02/2011


“Você já me deu dinheiro!” Diz a foto aí de cima. Sim, porque de uma forma ou de outra, todos nós já colaboramos para a fortuna de Steve Jobs. Um cara admirado, idolatrado, até personagem dos Simpsons ele já foi. E a gente sabe que sinal de status é mesmo virar personagem dos Simpsons.

Mas quando consideramos os resultados conquistados por esse ídolo da informática, esquecemos do processo, e aqui no CCO a gente fala também de processo. Vamos aos fatos:

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13/01/2011

Ainda ontem estava conversando com o @fabiofavaro sobre as várias formas de fazer uma mesma coisa, sobre mudar o jeito de fazer X mudar o jeito de pensar. Enfim…

Por coincidência, hoje dei de cara com esse vídeo. Lindo. Se você gosta de tipografia, deleite-se:

| Via @drigialluisi

21/12/2010

Em 1895, nos Estados Unidos, nasceu o ator Joseph Frank Keaton Jr., que mais tarde seria conhecido como Buster Keaton. Em 1928, Keaton gravou Steamboat Bill Jr., um filme de comédia mudo.

Em 1943, nasceu o Bradesco, banco possuidor do maior senso de humor e admirador das artes cênicas e do cinema mundial. Em 2010, o Bradesco, que desde então se tornou o 2º maior banco do Brasil, resolveu homenagear Keaton em sua campanha de seguros de vida.

No Brasil, são necessários 70 anos após a morte do criador (a contar de 1º de janeiro. se ele morreu dia 2, só no ano seguinte) para que a obra entre em domínio público. Eu sei que faculdade de design é só corte e colagem, mas Keaton morreu em 1966, e assim a conta não bate. Ok, talvez os direitos fossem de Charles Reisner, o diretor do filme. Mas ele morreu em 1962… Começo a concluir que as homenagens causam euforia e atrapalham a matemática.

Brincadeiras à parte: trabalhos publicados nos EUA entre 1923 e 1977 que não tenham registro oficial detalhando seus direitos autorais estão automaticamente em domínio público. Isso explica o monte de crianças em domínio público nascidas nos anos 60/70, incluindo Woodstock.

Reflita.

Dica do @xxxtrabold via Twitter.

21/12/2010


CCO = Com cópia oculta. Esse nome foi escolhido porque não existe plágio, gente! Eu sei que vocês amam seu trabalho e dá uma raiva monstra ver ele copiado por aí. Mas ele não foi copiado. Isso é coisa do seu ego de designer. É que as referências estão aí, a gente bebe das mesmas fontes, e mentes criativas pensam igual. O cara que copia um tênis Nike, por exemplo: se o tênis ficar igual, ele ganha uma promoção. Logo, cópia é uma coisa maneira. É homenagem ao seu talento.

Vou te mostrar essa homenagem feita a esse muito conhecido logo:

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22/10/2010

Sempre recebo e-mails de aspirantes ou iniciantes na profissão, perguntando o que é preciso fazer para ser um profissional ativo na área. Antes de mais nada, se alguém tem a receita do sucesso, por favor me passe porque eu também não sei. Estou muito longe de alcançar o nível profissional ao qual aspiro e, na verdade, quanto mais aprendo, mais percebo o quanto tenho que aprender. Ainda assim, já estou no mercado há algum tempo e consigo enxergar as coisas com muito mais clareza que no início. E são alguns anos de experiência – e não a falsa ideia de ser uma profissional que está no seu ápice – que me permitem escrever sobre o que já observei e concluí no que diz respeito ao ofício. Não se trata de regras irrefutáveis, uma vez que são fruto de experiências e reflexões pessoais. Além disso, nem tudo funciona para todos e certamente cada profissional tem seus próprios mandamentos. Mas uma listinha de conselhos amigos pode ajudar bastante quem não sabe por onde começar.

1. Escolha bem

Como em qualquer outra profissão, a rotina não é um mar de rosas. Por isso, sempre digo: escolha muito bem o que você vai fazer na vida, porque mesmo o seu trabalho dos sonhos vai ser insuportável às vezes. É muito difícil e cruel ter que escolher uma profissão sem nunca tê-la exercido. O ideal é considerar o que você gosta de fazer e o que faz bem, e não a vida que quer ter. Se você nunca desenhou ou não gosta da coisa, não adianta se imaginar como um ilustrador de sucesso, em seu atelier maravilhoso, cheio de tintas e lápis de cor, com um assistente moderninho. É preciso olhar para dentro, suas habilidades, talentos e o que realmente te dá prazer. Porque, no dia-a-dia, importa muito pouco se tal profissão está na moda ou não, o que vale é a labuta. Mas, aprendi com meu pai que “a vida é dura para quem é mole, e mole para quem é duro”. Ou seja, se você decidir ser um designer ou ilustrador, trabalhar e estudar muito, pode ser feliz e contente.

2. Estude

Conselho óbvio todo mundo repete, e em certos casos vale a pena chover no molhado. Todo mundo precisa aprender o que vai fazer. Mal e mal, você nasce sabendo respirar e fazer funcionar o seu sistema digestivo. E só. O resto, tem que aprender. Nunca se considere um profissional “pronto” e não subestime a importância da educação formal. Sei que você deve ter ouvido falar ou mesmo conhecer profissionais autodidatas que se deram muito bem. Mas saiba que a “escola da vida” é o caminho mais longo, não o mais curto. Mesmo Mozart, que começou a compor aos 5 anos, estudou muito e teve uma vida dura, de dedicação plena à profissão. No Brasil, onde a educação não é item da cesta básica, pode soar bacana sair por aí dizendo que aprendeu tudo sem precisar de professor ou de diploma, mas é só colocar o nariz para fora do País para ver que a educação formal é só, e nada mais, um micro ponto de partida que orienta sua evolução. Pequeno, mas necessário. A educação formal não é um luxo e, sem ela, tudo vai ser mais difícil e nebuloso. Se você não fez faculdade, faça. Se fez, faça pós. Se já fez pós, faça todos os cursos possíveis, leia todos os livros, participe de workshops e eventos da área. Mesmo assim, você vai perceber que sabe muito pouco. O que nos leva ao próximo tópico…

3. Seja humilde

Seja mais humilde que o excremento de um verme manco em coma, e tenha sempre em mente que você pode e deve fazer melhor. Isso não o impede de comemorar suas conquistas ou observar sua evolução. Fique feliz pelo que conseguiu, mas continue no caminho, sempre buscando a próxima etapa. Estimule o olhar crítico e não se deixe seduzir pelo elogio fácil. Elogios são deliciosos, mas pense neles como álcool: na quantidade certa, é ótimo, mas o exagero pode trazer mais danos que benefícios. E sim, receber elogios também vicia. Você não pode evitar ser elogiado e sempre haverá alguém que acha o seu trabalho incrível, mas saiba ouvir o elogio com o filtro da autocrítica e ponha tudo na perspectiva certa. Não procure ser melhor que ninguém além de você mesmo. Gente que se vicia em elogios morre de medo de não recebê-los no próximo trabalho e acaba estagnado, fazendo sempre a mesma coisa.

4. Experimente

Livre da dependência dos elogios, parta para a experimentação. Não fique obstinado em encontrar um estilo ou especializar-se em um único tipo de trabalho. Quanto mais variada for a sua produção, mais as chances de um estilo e um caminho autênticos surgirem. Mesmo que vc queira ser um designer de logos, por exemplo, talvez tenha que fazer muitos trabalhos de outro perfil até afunilar suas atividades. E, mesmo assim, é possível que você encontre outra coisa que gosta mais de fazer, e que faz até melhor. Não se preocupe em usar sempre um mesmo recurso para ser inconfundível. Crie seguindo as necessidades do briefing, dê “110%” em cada projeto e faça do bom trabalho a sua assinatura. Com o tempo, as pessoas vão dizer que o seu “estilo” é isso ou aquilo, e é possível que você não tenha ideia do que estão falando, mas deve estar no caminho certo.

5. Pratique

Mais um conselho óbvio, mas que não podia faltar na lista. Praticar não é só a visão romântica do ilustrador com um moleskine no ônibus desenhando as pessoas. Isso também é muito importante e deve fazer parte da rotina de todo profissional, mas trabalhar é a melhor prática. É trabalhando que se aprende como o mercado funciona e também como você funciona. Então, trabalhe o máximo que conseguir. Não espere para se envolver apenas em projetos espetaculares que vão quebrar as barreiras do design mundial. O logo da padaria da esquina pode ser um desafio ainda maior e que trará muitos benefícios à sua maturidade profissional. Mesmo porque lidar com o seu Manuel vai ser bem mais desafiador do que lidar com a equipe de profissionais ultra qualificados da Coca-Cola.

6. Todo projeto é importante

O pior projeto é aquele que você não quer colocar no portfólio. Você pode ter sido bem remunerado por ele, mas o retorno é restrito ao dinheiro e à experiência adquirida. E o retorno de um projeto pode ser muito maior. Por isso, o logo da padaria deve ser tratado como um projeto tão importante e não menos sério que qualquer projeto grande que você venha a pegar. Se você acha que está ganhando pouco para fazer um trabalho, faça que o retorno seja maior que a remuneração. Faça um trabalho excelente que você possa colocar com orgulho no seu portfólio para atrair novos clientes, assim, você perde menos. Além disso, pequenos projetos, em geral, permitem mais liberdade criativa do que grandes empreitadas. Isso vale também para quem está em uma agência ou estúdio. Às vezes aquele projeto que ninguém quer pegar acaba se tornando seu cartão de visitas. Por isso, mantenha sempre nas alturas seu padrão de qualidade, em todos os trabalhos e projetos pessoais.

7. Divulgue seu trabalho, mas sem queimar o filme

É importante divulgar o seu trabalho e você deve investir um pouco de tempo e dinheiro para mostrar, ao mundo, sua existência. Para começar, tenha um site, um cartão e um email próprio com o seu domínio. “Arrobazipmail” não pega bem para um profissional. Tenha um site simples e objetivo. Pense nele como uma galeria: o que vale, são as obras. É bacana também usar as ferramentas disponíveis na internet, como Flickr, Tumblr, Cargo Collective, etc. Marcar presença nas redes sociais também é necessário, mas com cautela. Elas são importantes para a divulgação dos seus projetos, mas cuidado para não parecer um egocêntrico chato que só fala de si mesmo e de suas conquistas. Sabe aquele ilustrador que posta no Twitter cada rabisco que faz pedindo para ser elogiado/votado/comentado? Feio, muito feio. Tenha uma postura elegante e divulgue seu trabalho com sabedoria.

8. Seu portfólio: a cara do pai!

Construir um bom portfólio é um exercício de desapego. Nem sempre o projeto que sugou sua juventude e seu sangue por 6 meses tem um resultado que merece ser mostrado. Triste, mas verdadeiro. Selecione aquilo que é relevante pelo resultado, não pelo processo, nem pelo cliente. Nesse ponto, vale pedir para algum colega (e não para a mãe) dar palpites quanto ao que deve ou não ser apresentado. E, aqui, mais uma vez, a humildade será necessária. O seu portfólio vai representar você como profissional e nortear os trabalhos que vão aparecer. Inclua nele o perfil de projeto que você gosta de fazer. Mantenha seu olhar crítico e seu portfólio atualizado, e faça uma boa faxina de tempos em tempos.

9. Tenha calma

Sim, você vai precisar de toneladas dela, todos os dias. Para lidar com os clientes, com os chefes, com os projetos, com as expectativas, com as frustrações e, sobretudo, com o tempo necessário para que as coisas comecem a funcionar e você se sinta, de fato, seguro como profissional. Não adianta querer um portfólio espetacular e uma carreira meteórica em 6 meses. Pode até acontecer, mas é bem provável (e até desejável, pelo bem do seu desenvolvimento pessoal) que você demore um pouco para conseguir ter um emprego bacana, uma boa cartela de clientes e um portfólio consistente. Não queime etapas, elas existem por um motivo. A profissão requer muito estudo, disciplina e trabalho árduo. E mesmo que você ganhe concursos ou tenha mil seguidores no Twitter, é quase certo que esteja longe de alcançar sua plenitude profissional. Então, não tenha pressa de “chegar lá”. Leve o tempo que precisar, sempre trabalhando e evoluindo, para se posicionar no mercado.

10. Respeite a profissão

Se você não quer competir com o “sobrinho do dono que mexe no computador”, seja diferente dele, tanto na hora de fazer o trabalho, quanto na hora de cobrar. Seu trabalho precisa ser adequadamente remunerado para compensar o dinheiro e o tempo necessários ao estudo e ao desenvolvimento profissional. Mesmo que você, como iniciante, não consiga cobrar por um trabalho o custo padrão do mercado (que varia muito), precisa considerá-lo como ponto de partida para um orçamento. Se você tem ou quer um emprego em agência ou estúdio, procure uma vaga com remuneração decente. Por vezes os contratantes se aproveitam do fato de que designers e ilustradores têm paixão pelo que fazem para explorá-los com salários que seriam motivo de riso em qualquer outra profissão. Se o seu caminho é o de freela, existem algumas tabelas com valores-padrão para cada tipo de serviço. A tabela da ADG é uma boa referência. Ciente do seu valor, você deve se esforçar muito e desenvolver bons trabalhos para provar que vale a pena contratar um profissional qualificado. Bem remunerado, você vai investir mais no seu desenvolvimento, trabalhar melhor e evoluir. Qualificar e valorizar a profissão é uma responsabilidade de todos nós. E você só tem a ganhar.

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