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20/01/2009



Tentei organizar uma lista com os mais atuantes designers de livro (principalmente capistas), área que tenho grande paixão. Alguns designers não possuem site, mas vale à pena procurar por seus trabalhos nas livrarias. Desculpe se esqueci de alguém. Se você souber de algum designer nacional ou internacional que deveria estar na lista deixe um comentário.

Nacional

Victor Burton
Já realizou mais de 2.500 capas de livros – para praticamente todas as principais editoras brasileiras – e 180 projetos de livros de luxo, tendo sido premiado diversas vezes e participado de exposições no Brasil e no exterior.
Não tem site
No link abaixo você pode ver as capas que ele fez para a Cia das letras:
http://www.companhiadasletras.com.br/20anos/autores.php3?autor=Victor%20Burton
Ou saber mais sobre ele no livro de Isabella Perrotta:
http://www.travessa.com.br/VICTOR_BURTON/artigo/2d8f91d5-beb9-4d0b-afc3-5f103f9fcacb

Elaine Ramos – CosacNaify
Ultimamente ela tem ganhado todos os prêmios no design editorial.
http://www.cosacnaify.com.br
http://www.cosacnaify.com.br/noticias/premiacoes.asp

Kiko Farkas – Máquina estúdio
http://www.kikofarkas.com.br/

Marcelo Martinez – Laboratório secreto
No site não há o portfólio. Você pode ver os trabalhos dele nas livrarias.
http://www.laboratoriosecreto.com/

Raul Loureiro
Não tem site
Capas para a Cia das letras
http://www.companhiadasletras.com.br/20anos/autores.php3?autor=&profissional=00007&pais=&letra=R&brasil=&inedito=

Evelyn Grumach
http://www.egdesign.com.br/

Warrak Loureiro
Não tem site
Capas para a Cia das letras
http://www.companhiadasletras.com.br/20anos/autores.php3?autor=&profissional=&pais=&letra=W&brasil=&inedito=

Silvia Ribeiro
http://www.silviaribeiro.com/

Sergio campante
http://sergiocampantedesign.blogspot.com/

Internacional

Andrew Howard
http://www.studioandrewhoward.com/

Jonathan Gray
http://www.gray318.com/

Chip Kidd
http://www.goodisdead.com/

David Pearson
http://www.davidpearsondesign.com/

Rodrigo Corral
http://www.rodrigocorral.com/
http://bookcoverarchive.com/Rodrigo_Corral

Paul Sahre
http://www.paulsahre.com/

Helen Yentus
http://helenyentus.com/

Catarine Casalino
http://www.catherinecasalino.com/

Isaac Tobin
http://www.isaactobin.com

Henry Sene Yee
http://henryseneyee.blogspot.com/

Por: Denise
26/11/2008


O sensual e o surreal do americano Gregory Herget.


“Call Girl: she is a good listener!”

Mais imagens em seu site e também no flickr do artista.

Por: Denise
16/10/2008


O que você faz com as lembrancinhas e cartões-postais bregas da lojinha de souvenir, no ponto turístico que você eventualmente visita? O fotógrafo britânico Michael Hugnes leva até sua cena original e fotografa, resultando num trabalho bem divertido.

A “brincadeira” não tem um set definido no flickr dele, mas pode ser vista com esta busca aqui e também virou livro, Souvenirs. Seu site e seu flickr tem mais de suas fotos e outros trabalhos, igualmente interessantes (ou até mais, na real… ahahha)

23/08/2008


Quem são, na verdade, os superheróis da América? Isso é o que a fotógrafa mexicana Dulce Pinzón mostra em sua série de fotografias “The Real Story of the Superheroes“. Imigrantes mexicanos vestidos como os maiores superheróis dos EUA e do México, em seus locais de trabalho, provam que herói é aquele que se sacrifica pelos outros, não importa como. E sempre com bom humor, claro. Imagine onde Aquaman trabalha…

Post colaboração de Daniel Trezub.
09/08/2008

Este é um dos 90 recipientes que o artista italiano Piero Manzonium numerou e no qual pôs 30 gramas de suas fezes. O título da obra é singelo: “Artist’s Shit” (Merda de artista), grafado na latinhas em inglês, francês, italiano e alemão. Hoje cada lata está avaliada em 100 mil euros. A galeria Tate de Londres comprou uma em 2002 por 22mil e 300 libras com dinheiro público. O museu justificou a aquisição: “Manzonium foi um artista internacional incrivelmente importante ”.

Atualmente é difícil encontrar alguém que faça críticas consistentes a arte contemporânea. Aliais é difícil encontrar quem tenha um posicionamento crítico perante qualquer coisa. Quando muito do que se lê por ai são resenhas que parecem ter sido encomendadas para não dizer compradas ou escritas por alguém que pouco entende do assunto.

Porém, ainda existem pessoas que ousam criticar (bizarro dizer isso, mas hoje criticar se tornou ousadia) a sintomática artes plásticas de hoje. Mesmo que estas poucas vozes às vezes pareçam sumir diante a parafernália midiática e espetaculosa da cultura contemporânea, elas ecoam.

Uma dessas vozes é a de Luciano Trigo – Escritor, jornalista e editor de livros com seu blog Máquina de escrever. São de grande inspiração suas análises e críticas para pensarmos o cenário artístico atual, no qual qualquer porcaria é entitulada arte e pode ser vendida por milhões de dólares. Segue abaixo dois trechos de suas análises:

“Na arte, isso se refletiu de duas maneiras: primeiro, o fim da tradição do novo , isto é, a idéia de que tudo já tinha sido feito, e que só restava citar, recombinar, copiar ou simplesmente se apropriar de recursos do passado; segundo, a capitulação do artista ao mercado e às instituições . Os próprios museus aderiram a uma dinâmica associada ao consumo, ao entretenimento e ao espetáculo: a arte se tornou uma ramificação a mais da indústria cultural, e hoje, em termos práticos, seu status no mundo é mais ou menos semelhante ao da moda, com todas as suas características (incluindo as famosas tendências ). A esfera da cultura se reduz ao lazer e entretenimento comercializável, perdendo sua função crítica.”

Vivemos a era da reiteração . Mecanismos vorazes de repetição do mesmo, reiterado em versões cada vez mais caras, esmagam o impulso da criação, ou ao menos limitam drasticamente, sobre a aparência da diversidade, o campo da inovação artística. Hoje ele é dominado pelas variações lúdicas sobre propostas do passado, se possível com um efeito desconcertante ou irônico como o de uma gracinha: transgressões controladas, apropriações de apropriações, citações irônicas e provocações tediosas constituem hoje o vocabulário de boa parte da arte contemporânea de sucesso, isto é, da arte reconhecida pelo mercado e pelas instituições, isto é, da arte oficial.”

“Por tudo isso, não se trata aqui de contestar este ou aquele artista, esta ou aquela obra, o que seria inútil, mas de compreender o contexto e a dinâmica da produção artística contemporânea. Existem, é claro, artistas de verdade e impostores, mas para o sistema isso não faz diferença. Ou alguém realmente acredita que um coelho de alumínio de Jeff Koons (coelho no qual ele sequer encostou o dedo) pode valer (eu disse valer, não custar) mais que um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Henry Moore?”

Outra voz crítica importante é a do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Suas críticas estão nos livros Descontruir Duchamp – a arte na hora da revisão e A cegueira e o Saber . Fiquei sabendo que ele lançará um terceiro livro sobre o assunto: O enigma vazio – impasses da arte e da crítica , que coincidirá com a bienal de arte de SP que já está sendo chamada de “a bienal do vazio”.

Abaixo alguns dos títulos dos artigos do Livro Desconstruir Duchamp:

- Fotografia do equívoco – A aura está no livro, na foto, no texto. Diante da obra real há o desencanto

- Suicídio da arte – O rei está nu e há muito rolou as escadas, sem aura e sem vestes

- O inacabado, o rascunho, o precário, etc. – Na modernidade, esboço e processo são tomados pela obra realizada

A seguir um trecho do livro A cegueira e o saber do artigo Ulisses e esse “mal-estar”

“…não temos que analisar nada, as coisas não fazem mesmo sentido, gostamos da superficialidade, do provisório, da confusão entre marginal e mocinho, de apropriação procedente e indébita, da transgressão pela transgressão, do brilho instantâneo das drogas ou dos flashes. Enfim estamos sadomasoquisticamente achando um barato “o mal-estar” da contemporaneidade.”

Para terminar o post uma obra de “arte” contemporânea.

“A obra acima, de Damien Hirst, integra a série conceitual “As Quatro Estações” e é composta por uma estante de aço inoxidável e vidro, com 6.136 pílulas de diversas cores, que aludem às estações do ano. É a mais cara obra de um artista vivo do mundo: foi comprada por 19,1 milhões e dólares em 2007.” Luciano Trigo – Leia está crítica na íntegra

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