
Essa mistura de realidade e pintura é fantástica.

Trabalho bem feito da fotógrafa Dina Goldstein, de Vancouver, Canadá. A série de fotos, “The Fallen Princesses”. As imagens são muito bem feitas e o conceito é bem forte e real. Final feliz? Talvez não…

“Viva cada dia como se fosse o último”: taí uma frase que não é das mais novas e nem das mais criativas. Só que um dia, o designer Eric Smith descobriu que tinha câncer e decidiu levar essa idéia bem a sério. Então ele criou o projeto Live Now.
A princípio, o projeto tinha como intenção compartilhar pensamentos e inspirações sobre esse momento de viver intensamente cada momento enquanto seu corpo, em tratamento, ficava fraco. Daí ele começou a desenhar e escrever coisas felizes e coloridas, algumas com frases daquelas que fazem a gente pensar em começar a aproveitar melhor a vida e saúde que tem.
Depois de um tempo, Eric chamou alguns amigos artistas e o projeto se tornou coletivo. Aliás, segundo a descrição do site, qualquer pessoa que seja artista, escritor ou tenha alguma ligação com o câncer pode colaborar.
Dá uma olhada no site do projeto. Clica na imagem que aparecer, clica de novo, e de novo e fica lá umas 3 horas vendo coisas legais e randômicas.

A IdeaFixa é um projeto colaborativo de grande presença online que está colocando os pés no mundo real com iniciativas como o livro IdeaFixa’s Greatest Hits, o projeto Cadernos de Viagens e outras ações.
Ficamos comovidas com a quantidade de gente que veio nos prestigiar nas 4 cidades em que fizemos o lançamento, mas acredito que a emoção maior foi quando artistas participantes do livro como o Rodrigo Rezende, o Lese Pierre, o Guilherme Marconi falavam de como a carreira profissional deles havia mudado depois de que a IdeaFixa os apoiou.
Queríamos agradecer a todas as pessoas que compareceram e as pessoas que adquiriram o livro. Isso é uma ajuda imensa pra gente conseguir viabilizar novos projetos impressos e apoiar artistas, profissionais e o mercado de artes visuais.
Gostaríamos de agradecer aos nossos patrocinadores: Leia mais…

Neville Brody no OFFF2009 foi só mais um exemplo de alguém cujo trabalho, assim quanto tudo que é verdadeiro, não necessita auto-explicação. Admiro os designers que têm consciência do tempo projetam e a sua afirmação de que “pela primeira vez na história vivemos num lugar onde o futuro se parece pior que o passado”, só dá mais lucidez para o discurso de Brody.
Aliás, consciência do tempo e da própria vida foi o que mais me chamou atenção nas coisas que vi no evento. Seja consciência da própria história como tem a Paula Scher, ou do processo como PES que documenta de forma primorosa os seus projetos (mesmo quando isso envolve um simples spaghetti), ou Stefan Sagmeister que busca ser feliz com design e por isso o faz tão sincero e verdadeiro.
Depois do OFFF, eu e uma mochila circularam por mais algumas semanas para atracar na School of Life, em Londres. A príncipio pode parecer que é a “dose” de Vila Madalena e da hipponguice da Inglaterra (mentira!), mas se é mesmo verdade que as pessoas querem ouvir ideias que façam a diferença, a School of Life atende bem a demanda.
Tive a sorte de ouvir um sermão com Luke Johnson, colunista do Financial Times e presidente do Channel 4. Ele acredita que se arriscou mais na vida que muitos de nós… e ao que parece ele não pretende parar em tempos de incerteza econômica. Mas Luke lembra que tempos difíceis podem relevar todo o tipo de oportunidade.
Até que ponto o perigo de uma recessão faz com que percamos a coragem para fazer a mudança que queremos ver no mundo? Não há dúvida que as coisas não andam muito bem, mas como ele bem disse, não quer dizer que devemos parar de assumir riscos. Mas o que mais me assustou – depois do OFFF, do sermão e de tudo mais – não é nem a impossibilidade de concretizar planos, mas a infinidade de possibilidades a disposição de uma geração que parece que precisa da cláusula “ser aceito” no contrato. (continua num próximo post)