Imagine que lá em Londres um cara conseguiu O TRABALHO DA VIDA DELE:
Fazer o logotipo das Olimpíadas de Londres do ano que vem. YES!
Pela quantia de cerca de 1 milhão de reais.
YESSSSSSSSSSS!!!!!!!!
O que ele fez? Bem, eu imagino que antes mesmo de entregar o trabalho, ele fez aquela festança de esquecer o nome da mãe. Sete dias de esbórnia depois, o resultado: acabou passando a noite de domingo debruçado sobre a mesa, suando frio, aos prantos, pedindo pela mãe e tentando terminar o desenho a tempo de entregá-lo na manhã seguinte para o COI.
Nesta terça feira a comunidade de design no Brasil entrou em uma comoção geral por conta de uma matéria do portal globonews sobre uma empresa que vende logos em sistema de concurso. A comoção foi tão grande a ponto de colocar a hashtag #porraglobonews no TT Brasileiro do Twitter.
Não estou aqui para falar o que todo mundo sabe, sobre a qualidade do serviço oferecida pelo citado site, nem para falar da duvidosa (e tendenciosa) qualidade jornalística de um grande veiculo de comunicação. Porque isso, no fundo, todos nós sabemos e acho que o título do post da Janara resume o assunto: É pra rir ou pra chorar?
Particularmente esse tipo de concorrência sangue-suga não me incomoda nem um pouco, acredito que cada cliente tem o logo que merece e clientes interessados a pagar o que eles acham que devem, não interessam.
Mas gostaria, simplesmente, de propor uma reflexão aos colegas de profissão:
Será que seu trabalho está realmente muito melhor do que o oferecido pelos ‘designers’ do citado site?
Será que seu trabalho está realmente valendo o que você cobra por ele?
Será que o seu trabalho está realmente embasado em pesquisas sérias e estudos que fazem valer o seu preço?
Será que o seu projeto (design) está realmente solucionando o problema do cliente, não sendo uma expressão artistica bonitinha aplicada em uma solução comercial?
Porque, sinceramente, o que me preocupa são os milhares de “designers formados” que procuram atalhos para projetar.
Me preocupo com designers que que não tem embasamento nenhum para desenvolver um logo, gerando uma solução gráfica bonita através do acaso. E vendem isso como sendo um projeto sério (afinal, ele é formado!).
O que me preocupa são designers que não estudam de verdade o problema do cliente, se preocupando mais em gerar um projeto que os outros designers achem lindo para colocar no seu portifólio.
O que me preocupa são designers que não estudam bons livros, que não fazem bons cursos, que não buscam refinar seu trabalho, e preferem ficar seguindo modinhas, efeitinhos e tendências duvidosas do mercado.
Designers que vendem logos por 50, 100, 300, 10 reais SEMPRE vão existir no mercado, e isso não é uma realidade só brasileira. Assim como sempre vai existir um restaurante conceituado com gastronomia séria e o tiozinho que vende prato comercial na esquina, ambos coexistindo, o que interessa é onde VOCÊ quer (e deve) estar.
Reflita um pouco sobre a qualidade do SEU trabalho, tenho certeza que se você está realmente oferecendo um projeto funcional para seu cliente, os 7203 “designers” cadastrados no citado site, que vendem marca como se fossem frutas da feira não irão te incomodar. E vamos nessa refinando nosso trabalho sempre. =)
Com relação a qualidade da matéria jornalística, deixo o músico Rodrigo Amarante responder com esse vídeo a partir dos 0’45”:
Até 31 de Janeiro de 2011
Na próxima edição do Wolda Worldwide Logo Design Annual podem participar designers gráficos, estúdios, agências e os seus clientes, de qualquer parte do mundo. Também podem entrar estudantes na categoria ‘Wolda Talent’. Existem taxas de participação (21 euros por logo).
Toda a info: www.wolda.org/rules
Todo mundo já passou por isso. Até eu, que não sou nem o dedão do pé de um designer.
Foi precisamente, quando inventei de fazer capinhas para a minha discografia ããã… não muito oficial do Smashing Pumpkins… E eu queria porque queria fazer um dvd com os clips da banda e etc, etc, etc, acho que vocês já entenderam. E como saber que fontes são aquelas usadas nos discos da banda?
Bem, eu, como já suei para achar essas fontes, dou a dica para vocês. Nesses dois sites
vocês encontram as fontes usadas na arte de todos os álbuns da saudosa banda de Chicago.
Mas, e quando você encontra uma fonte aleatória num site, anúncio ou o que for; como identificar tal fonte? Já imagine aquela situação que você precisa replicar algum trabalho, mas não tem a mínima noção de qual fonte foi usada previamente.
O site MyFonts com o serviço What the font? está aí para tentar te ajudar. Funciona mais ou menos assim: você upa uma imagem da fonte; o site faz uma comparação com as imagens de fontes que eles possuem em sua base de dados; o site te responde com fontes possíveis e, caso não identifique a fonte, você ainda tem a opção de bater um papo com os aficcionados por tipografia no fórum do site.