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Como sinal de boas maneiras e política de boa vizinhança dou início aos meus trabalhos no IdeaFixa com Grizzly Bear e uma bela história de morte, ganância e minérios ambulantes no deserto. Com direito, é claro, á alguns belos pictures de MakingOf

A galera por trás disso é a Encyclopedia Picture, os mesmos do WanderLust 3D da Bjork. Que por sinal, rende um excelente próximo post!

Por: Janara
01/10/2008


Como a maioria das pessoas,durante muito tempo na minha vida tudo o que eu conhecia do Ziraldo era seu trabalho como ilustrador de livros infantis. Certo dia tive a sorte de encontrar na casa de uma amiga dois exemplares do Almanaque do Ziraldo, uma publicação da década de 70 ( se você encontrar em sebos o preço provavelmente será salgado)  que mostra todo o poder e complexidade do seu trabalho como cartunista, tipógrafo e designer.

Ontem, no livro  O design gráfico brasileiro dos anos 60, de Chico Homem de Melo, vi trabalhos ainda inéditos pra mim, de cartazes e capas de livros. Alguns apenas construídos com tipografia. Fui pesquisar essas imagens no Google e nada. Não é de se esperar que tão pouca gente conheça tudo o que esse homem gigante fez nesses 75 anos.

Transcrevendo um trecho do livro :

“O Ziraldo designer merece um comentário a parte. Profissional multifacetado, brilhou e brilha em vários campos,design inclusive. Nas capas em que seu traço característico sobressai, ele mostra um desenho sempre pensado para a especificidade de cada situação. A força maior de seu trabalho reside exatamente aí, no desenho que estrutura, dá sentido e identidade às peças gráficas.

No Entanto, vê-se aqui um Ziraldo pouco conhecido e praticamente desaparecido em sua obra posterior. São suas capas exclusivamente tipográficas, feitas para a José Olympio. De raiz nacional, bebendo das fontes modernistas, o cartunista de traço fluente soube se conter e produzir peças que surpreendem pelo rigor e precisão. O que torna a surpresa ainda mais agradável é o fato de que ele consegue dar a elas o impacto análogo ao seu desenho tão marcante (…)Sua tipografia é rasgada, de impacto, mais próxima do cartaz que do livro. Mesmo nas antologias poéticas, como a de Bandeira, a área branca é tão radical que, aliada à tipografia, fortemente condensada, dá à capa um impacto que passa longe da discrição normalmente relacionada à limpeza. Cumpre enfatizar : há mais a conhecer de Ziraldo do que se imagina.”

Como o Google não sabe tudo, fico devendo as capas, mas aproveito pra postar aqui alguns trabalhos que encontrei e páginas do Almanaque que eu fotografei.

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