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02/03/2010

Não sou a pessoa mais indicada do mundo para falar sobre Games… na verdade pouco meto o bedelho no assunto porque jogo pouco. Bem pouco mesmo, não tenho muita paciência com 90% dos jogos. O último jogo que fez a minha cabeça de verdade foi Eletroplankton:

E ainda assim, fica difícil classifica-lo como “jogo” na acepção da palavra. A idéia é simplesmente fazer músicas, sem fases, vencedor, perdedor ou algum “desafio”. Enfim, recomendo pra quem gosta de fazer barulho no DS.

Sou leitor assíduo de um blog sensacional chamado Create Digital Music e desde metade do ano passado tenho visto posts frequentes e apaixonados sobre um tal “Osmos“. Curioso, havia lido o primeiro e não tinha dado muita atenção pois pensava que o jogo tinha uma mecânica similar ao do Eletroplankton, mas depois do quarto ou quinto post seguido resolvi ver qual era.

“Osmos” é um jogo simples. Visualmente simples, de jogabilidade simples e com regras bem simples. Porém é um exemplo INCRÍVEL de Design, de Interface, de Jogabilidade e de Sound Design. Tudo no jogo é visualmente atraente, a suposta “simplicidade” do desafio é suficiente para te prender por horas e a trilha sonora se confunde com o próprio sound design, criando um ambiente homogêneo de imagem e som.

A graça do jogo, pra mim, é que ele vai na contramão do que o “público” de jogos (teoricamente) busca: agilidade, hack n’ slash, “shoot ‘em”, realismo gráfico e etcs. Numa proposta um tanto quanto “Nintendista” o jogo requer paciência, imersão e, porque não, um pensamento mais “holísitico” do entendimento da coisa. Acho que é aí o grande acerto.

Pra completar, o jogo não é gratuito, porém não custa caro: por dez doletas você baixa o jogo, e há promessa de uma versão para iPhone em breve.

A trilha sonora/sound design é assinada por uma série de artistas de música eletrônica “ambient” ou “minimal” (pra usar dois rótulos bobos) como Vincent et Tristan, Gas 0095, Loscil, High Skies e Julien Neto.

Fiquei impressionado.

Baixe o demo/compre ou delicie-se com a trilha sonora.

10/02/2010


Essa semana o @roncatti me mostrou um dos filmes dessa campanha e fiquei mega empolgado!
Ontem conversando com um amigo da Talk Filmes descobri os demais videos e entrei num estado de consumo e pesquisa frenética sobre a produção dessa campanha.

O espírito teatral, nonsense e ritmo energético deixam qualquer um saltitante como se tivesse tomando 12L de RedBull.

O trampo foi dirigido pelo Jared Eberhardt, cenários criados pela National Forest e a trilha é “Stop and Listen”, do The Shag. No MotionGrapher tem a ficha técnica completinha e uma entrevista bem legal. Sigam esses links e aprendam com os bons ;-)

Segue o link pros demais videos da campanha: MOTO / RUNNING / GOLF

15/01/2010


Não tem muito o que falar, é um jogo de Tetris com uma produção bem bacana.

Vale a pena jogar, mas se você vomitar a culpa não é nossa!

http://www.firstpersontetris.com/

08/07/2009


Videogames estão assimilados em diversos aspectos de nossa cultura já há algum tempo e não é surpresa para ninguém que artistas queiram se apropriar de suas linguagens e suportes para poder se expressar ou construir novas formas de se pensar.

Sendo assim, o Itaú Cultural teve a iniciativa louvável de organizar o Game Play, festival de arte baseada em games, que mostra até que ponto isso está sendo feito aqui no Brasil. São artistas de diferentes áreas que usam e expandem as possibilidades dos jogos para uma discussão além do chavão “arte vs. tecnologia”.

Partindo para um lado mais tendencioso e de marketing pessoal, faço questão de ressaltar que o Game Play também abrigará o GAME MUSIC – o primeiro festival brasileiro de chipmusic.

Chip music é música feita a partir de video-games antigos, se utilizando do chip de música que os consoles têm. Entre os próximos dias 09 e 12 de julho, o Itaú cultural realizará o festival Game Play, com artistas de diversas áreas, com trabalhos baseados em games e dentro deste festival se apresentarão alguns de chip music nacionais (entre os quais meu grande amigo André Pagnossim (pulselooper e color tv)):

Subway Sonicbeat (são paulo) • 09/07 (quinta 20h)
Pulselooper (são paulo) • 10/07 (sexta 20h)
Chiptots (uberlândia) • 11/07 (sábado 20h)
Droid-on (brasília) • 12/07 (domingo 20h)
VJS: Rafael Nascimento e Pulselooper

Instituo Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 (metrô brigadeiro)
São Paulo, SP

Entrada grátis (retirar o convite com antecedência na bilheteria)

.

Mais informações:

www.itaucultural.org.br/gameplay

http://chippanze.org/

http://www.myspace.com/pulselooper

http://www.myspace.com/droidon

http://www.myspace.com/subwaysonicbeat

http://www.myspace.com/chiptots

*as imagens deste post vieram daqui

03/05/2009


No livro “A Gargalhada no Escuro”, de Vladimir Nabokov, o personagem principal – se não me engano – persegue a ideia de animar uma paisagem artística, uma tela impressionista, por exemplo. Apesar de não ser um dado relevante no livro, esta foi uma das passagens da obra que mais me marcou e foi ela que lembrei ao visitar exposições como de Hélio Oiticica ou Ligia Clark, entre outros artistas, que almejam e almejaram uma maior interatividade com a obra além da contemplação. Alguns idealizadores de jogos online também levam em consideração, além do lúdico, o estético e, por que não?, até mesmo o filosófico, como é o caso do “jogo” Fly Guy, onde um “cidadão comum” voeja por situações contemplativas “da vida de um homem”.

Outros dois exemplos marcantes são Soda Play, onde se pode construir e movimentar robôs e seres orgânicos com base na física. A proposta é de um projeto inglês, o Soda,  cujo objetivo é “levar conhecimento e diversão a comunidade”. E, por fim, Nevermore 3 (imagem) – um gracioso adventure em que a (belíssima) trilha sonora e os efeitos plásticos são tão ou mais importantes que o próprio ato de jogar em si. Entre os três, este pode ser realmente chamado de jogo e conta com um rico visual, a começar pelos créditos iniciais caprichados.

Creio que estes sejam bons exemplos do quanto a mistura de arte, design e novas mídias podem interagir perfeitamente.

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