Não sou a pessoa mais indicada do mundo para falar sobre Games… na verdade pouco meto o bedelho no assunto porque jogo pouco. Bem pouco mesmo, não tenho muita paciência com 90% dos jogos. O último jogo que fez a minha cabeça de verdade foi Eletroplankton:
E ainda assim, fica difícil classifica-lo como “jogo” na acepção da palavra. A idéia é simplesmente fazer músicas, sem fases, vencedor, perdedor ou algum “desafio”. Enfim, recomendo pra quem gosta de fazer barulho no DS.
Sou leitor assíduo de um blog sensacional chamado Create Digital Music e desde metade do ano passado tenho visto posts frequentes e apaixonados sobre um tal “Osmos“. Curioso, havia lido o primeiro e não tinha dado muita atenção pois pensava que o jogo tinha uma mecânica similar ao do Eletroplankton, mas depois do quarto ou quinto post seguido resolvi ver qual era.
“Osmos” é um jogo simples. Visualmente simples, de jogabilidade simples e com regras bem simples. Porém é um exemplo INCRÍVEL de Design, de Interface, de Jogabilidade e de Sound Design. Tudo no jogo é visualmente atraente, a suposta “simplicidade” do desafio é suficiente para te prender por horas e a trilha sonora se confunde com o próprio sound design, criando um ambiente homogêneo de imagem e som.
A graça do jogo, pra mim, é que ele vai na contramão do que o “público” de jogos (teoricamente) busca: agilidade, hack n’ slash, “shoot ‘em”, realismo gráfico e etcs. Numa proposta um tanto quanto “Nintendista” o jogo requer paciência, imersão e, porque não, um pensamento mais “holísitico” do entendimento da coisa. Acho que é aí o grande acerto.
Pra completar, o jogo não é gratuito, porém não custa caro: por dez doletas você baixa o jogo, e há promessa de uma versão para iPhone em breve.
A trilha sonora/sound design é assinada por uma série de artistas de música eletrônica “ambient” ou “minimal” (pra usar dois rótulos bobos) como Vincent et Tristan, Gas 0095, Loscil, High Skies e Julien Neto.
Fiquei impressionado.
Baixe o demo/compre ou delicie-se com a trilha sonora.







