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20/07/2011


Em uma visão tímida do que aconteceu no último 2 de julho – visão micro, daqueles que levaram suas fotos até o parque do Ibirapuera para cobrir pedaços de muro com felicidade – a análise que se dá é de que o WallPeople foi um evento pequeno. Mas como este conquistou seu espaço juntando pedacinhos, a IdeaFixa oferece uma visão macro do que rolou neste mesmo dia, juntando os fragmentos de muros das outras 19 cidades do mundo: a grandiosidade do WallPeople, afinal.

Vídeo do WallPeople São Paulo, por Inesplorato.

Ao todo, o WallPeople 2011 reuniu 3 mil pessoas em frente a murais de todos os tamanhos e materiais, nas cidades de Barcelona, Lisboa, Santiago, Cidade do México, Madrid, Bratislava, Bogotá, Bilbao, Istambul, Berlim, Buenos Aires, Roma, Valencia, San Juan, Budapeste, Sevilha, Oporto, Zaragoza, São Paulo e Rio de Janeiro.

No fim das contas, os objetivos do evento de apoiar o trabalho de arte ao vivo em um mundo bastante digitalizado deu certo. O tema “Felicidade”, fez refletir num público de anônimos e profissionais quais as diferenças e similaridades entre o que faz feliz os habitantes de cada lugar do mundo. E a resposta para isso está no resgate do espírito artístico e coletivo dessas cidades.

O WallPeople Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) agradece todo mundo que participou e o esforço dos parceiros: Inesplorato, FusoColetivo, Manu Borghi e I Hate Flash.

Veja mais fotos do WallPeople São Paulo no Flickr da IdeaFixa, e Wallpeople Rio de Janeiro no I Hate Flash.

01/07/2011


Neste sábado tem Wallpeople em São Paulo e no Rio de Janeiro. Projeto internacional que se propõe a criar uma intervenção artística no meio de um espaço urbano, convidando pessoas de todas as áreas possíveis a interagir e fazer parte de uma obra mundial coletiva. Leia mais…

14/12/2009



aula de ginastica na Plaza Irlanda no bairro Caballito de Buenos Aires

Há 6 meses atrás eu estava em São Paulo em uma reunião quando conheci a Débora Emm da Inesplorato. Nesse momento ela me mostrou uma revista que tinha acabado de trazer da Europa com a obra de uma polonesa que utiliza o artesanato da sua terra para realizar suas obras. Ver aquilo foi um choque porque foi ver que em outra parte do planeta algo que eu já estava vivenciando.

Sábado fui ao show de Aymama e Omar Moreno Palacios no Centro Atlético Fernandez Fierro, da Orquestra Fernandez Fierro. Os dois shows foram incríveis, de ficar arrepiada com os músicos e com as várias memórias que Palacios compartilhou sobre esta terra gaucha. Terminado o show, caminhando em direção a Av. Corrientes para tomarme un taxi, descubro a rua Humahuaca em plena festa organizada pela Casona de Humahuaca.

Décadas atrás, na mesma rua Humahuaca onde os caminhões faziam fila para entrar no mercado Abasto e que acontecia o tango, hoje se dança folklore argentino, cumbia, ska, quarteto. Havia tanta gente linda, todas essas pessoas da geração da década de 80 dançando e se divertindo com música grátis, bandeirinhas penduradas e muita, muita felicidade. Era impressionante a energia que havia naquele lugar. Tocava uma banda e bailarinas de dança contemporânea improvisavam convidando a todos ao que depois se transformou numa grande e divertida bailanta.

Omar criticava ‘essa gente que quer sentir-se estrangeiro na própria terra’. Vejo essas coisas acontecendo em contrapartida a toda a horizontalização da cultura global e percebo que a forma de resistência a esse achatamento é a conexão com a nossa identidade original. O resgate, conhecimento e valorização das nossas raízes, o orgulho de sermos de onde somos e não estar balançando a cabecinha e vestindo descolado *só* porque você viu no cinema.

Tudo isso aconteceu sem que fosse preciso nenhum guarda de segurança. Ninguém revistou minha bolsa antes de eu entrar. Ninguém disse que eu não podia entrar e sair a hora que eu quisesse sem pagar.

Viva a não profissionalização da felicidade.

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