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Por: Girardi
06/01/2010


Eu confesso: eu sigo a moda.

Quando digo MODA, não só no sentido “fashion”, vestuário, mas em um sentido mais abragente. Me refiro a tendências, ao “que é que tá rolando”. Da mesma forma quando digo “sigo” é algo mais no sentido “twitteiro” (para os contemporâneos digitais): eu “acompanho” a moda, eu dou um “follow” no “what’s happening.” Aí, depois,  se me couber o que for moda, sigo mesmo (agora no sentido de me render a tendência). Se não me rendi, foi pq pra mim não funcionou, mas juro que tentei… admito.

Pra alguns,  seguir alguma coisa que está acontecendo, uma moda, é falta de originalidade. Pra mim é se abrir a novas experiências. Poxa, se alguém disse que legal experimento e se não concordar não sigo.  Simples né?

Sendo assim, depois de muito tempo sem postar no site, resolvi dar minha contribuição, para aqueles que como eu, adoram saber “qual a novidade no pedaço.” Mas o que teria eu algum conhecimento pra falar?

Acho, que humildemente, nada. Mas se a teoria do “somos experts naquilo que amamos” for válida eu posso me “meter a besta” em um assunto: CORES!

AMO COR. De verdade!

Depois de quase oito anos trabalhando aprendi que mais gosto na profissão de designer é cor. E de tudo o que faço,  trabalhar com cor é o que me dá mais prazer. E as pessoas (ainda) gostam do resultado. Pode?

Todos os meus trabalhos começam pela escolha da paleta de cores.  Antes de tudo, não importa o que vou fazer, escolho uma paleta. Até a decoração de natal da minha casa esse ano tinha um paletinha de cores no meu computador – viadisse eu sei, mas não consigo pensar de outra forma. O site que mais acesso é o Kuler que é, pra mim, a melhor invenção da Adobe depois do Photoshop.

Isso dito achei que poderia ser uma boa ideia falar, despretenciosamente, das cores que estão na moda no design (seja ele em qualquer âmbito). Não estou aqui para citar tendências, mas só estou opinando sobre o que tenho visto em relação ao uso do cor e pontuar o que acho de mais legal.

Depois de tanto observar escolhi os Pantones mais populares na minha visão em 2009/10.  Vamos lá?

Leia mais…

03/11/2009


Mark Shaw trabalhou para a Life Magazine por 16 anos nas décadas de 1950 e 1960, nesse período foi também o fotógrafo “não oficial” da família Kennedy, fez trabalhos para publicidade e fotografou muitas celebridades da época. Era dono de um estilo sofisticado e preciso, suas fotos “sem firulas” sobrevivem ao tempo. Morreu em 1969, aos 47 anos. Veja mais dos seu belo trabalho aqui.

12/08/2009


Muito já se falou aqui sobre a questão dos estilos, em um dos posts que eu lí sobre triângulos (ou alguma outra figura) a discussão ficou bastante acalorada inclusive. Lembrei então de ter lido na @issue um texto do mestre Glaser chamado 10 Things I Have Learned, onde no texto nº 6 ele toca justamente no assunto estilo: “Style is not to be trusted” de onde tirei essa frase:”It’s absurd to be loyal to a style. It does not deserve your loyalty”. Concordo com a sinceridade e a coragem dele, acho que o estilo pessoal (claro que todos tem, inclusive ele) é algo que se forma com o tempo e as escolhas profissionais que fazemos, não de maneira premeditada no começo da carreira. Mas claro, essa é a minha opinião… O texto completo está aqui e vale muito a pena ser lido.

25/06/2009


Trabalho de Eduardo Recife.

Vivemos uma época em que a perfeição parece muito fácil. Temos, à disposição, infinitas ferramentas, técnicas, informações, tutoriais e tantas outras soluções para a busca desenfreada por produções rápidas e aceitáveis que caracteriza a nossa sociedade. De cartazes a pessoas, muito do que vemos todos os dias foi projetado e moldado para se enquadrar a um padrão que não tolera a diferença. No campo artístico isso parece ainda mais evidente. Cantores usam softwares que acertam as notas, fotógrafos corrigem problemas de luz e enquadramento com ferramentas de tratamento de imagens e qualquer tremida na hora do desenho pode ser resolvida depois na vetorização. Parece que a habilidade e a destreza não são mais características tão necessárias.

Evidentemente, não devemos nem podemos desprezar os recursos disponíveis que nos poupam tempo e permitem resultados excelentes. O que muda é o foco. Se, em outros tempos, artistas gráficos, ilustradores e designers (que sequer existiam como profissionais com essa denominação) procuravam linhas e formas exatas, que deixassem transparecer seu virtuosismo, hoje um círculo perfeito impresso num papel não tem valor algum. Por outro lado, podemos nos libertar da necessidade de mostrar do que somos capazes e assumir que certos padrões não representam mais algo desejável. A perfeição se tornou ordinária e é o defeito que atrai o olhar. O defeito, que é único, expressivo, que revela sentimentos, circustâncias, limitações e, sobretudo, personalidade. É muito mais difícil reproduzir o defeito que o perfeito. A mancha de café derramado, a marca da dobra do papel, o bolor do tecido, o excesso de tinta, o rabisco para fazer a caneta pegar, as falhas do lápis, as bordas mal definidas. O defeito nos afasta dos padrões e imprime nos projetos uma singularidade interessante e valorosa, porque traz de volta o fator humano, passível de falhas e repleto de vida.

É preciso ter coragem para expor os defeitos e resistir à tentação de procurar a obviedade daquilo que, já se sabe, irá agradar a todos. Mas criar nunca foi uma atividade tranquila e alheia às inquietações e incertezas inerentes a qualquer trabalho minimamente transformador. Portanto, com muita habilidade, senso crítico e adequação, façamos de nossos defeitos, nosso triunfo. Vamos valorizar aquilo que não pode ser produzido em série, o que é feito à mão, a limitação bem utilizada e tudo o que remete ao acaso. A beleza do defeito acalenta nossos olhos, cansados da exatidão dos computadores e cirurgias plásticas.

15/05/2009


semana passada vi a primeira parte do The Facehunter Show em paris, logo no inicio, Yvan Rodic (a.k.a face hunter him self) sarcasticamente comenta que quando começou a fotografar pessoas na rua, só ele e Scott Schuman (a.k.a the sartorialist) faziam esse tipo de trabalho, hoje dá pra tropeçar em outros milhares de fotógrafos que resolveram ir para as rua atrás das melhores montações.

navegar por esses links é delicioso (e para mim, quanto mais, melhor), além de rechear meu quadro de referências, me fez perceber certas intenções, cores, misturas, que caracterizam um lugar, não é dificil olhar para as meninas de paris e sem ao menos saber onde aquela foto foi tirada, pensar “ow, isso é muito paris!”.

inevitavelmente, veio a pergunta “e são paulo?”. Será que esses símbolos são tão perceptíveis para construir uma identidade partindo do que as pessoas vestem? Como em toda metrópole, a gente vê de tudo, fato. Mas mesmo depois de 4 anos vivendo e respirando a cidade cinzenta,
fico pensando, “dá pra garimpar um conjunto de caracteristicas próprias e exclusivas da cidade?”.

fica como meta para o próximo post, construir um quadro com peças, cores e ícones fashion que emanem são paulo. Quem animar com a reflexão, please mande sugestões. E se tiver alguém de outra cidade que gostou da brincadeira, email me. Vamos construir isso juntos.

para instigar um pouquinho mais, alguns looks nas ruas de são paulo, via freakstyle

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