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12/08/2009


Estou estupefato com o trabalho de Brian Andrews, escultor. Processo, técnica e conceito realizados em formas complexas e ricas. Dá para ficar horas admirando isso.

Seus posts sobre seus trabalhos e de outros artistas que admira também são bem interessantes. Muito a se ver por ali.

30/05/2009

Esta noite, depois de (re)assistir “A Bela da Tarde” (santíssima trindade, o que é a beleza de Catherine Deneuve? Ela é tão linda que chega a um ponto de não-existir) refletia sobre a Beleza, sua inutilidade e também da não utilidade da arte. Porque o bem mais precioso dela é exatamente não ter que ser útil. Ainda que ela o seja em peças de design, em vasos, em decoração… não é a sua “obrigação” ser útil (sobre arte e utilidade, o projeto Arte e Palavra, do qual participo, fez uma bela poesia sonora a partir de textos de Paulo Leminski).

Depois de assistir ao filme, brinquei um pouco com Sodaplay (já falei sobre ele aqui no Idea) e imediatamente me lembrei da obra do escultor e engenheiro holandês Theo Jansen. Muita gente que acessa o Idea já deve conhecê-lo, ele ganhou notoriedade pelas suas gigantes obras conhecidas por esculturas cinéticas, ou seja, que tem mobilidade a partir da ação de energias como a eólica. Seus “bichos” surpreendem não só pela mobilidade e pelo tamanho como também pela… inutilidade. “Para quê um treco deste tamanho se não vai servir para nada”, disse um amigo uma vez. E é aí que o trabalho de Jansen encanta: porque não serve para nada! Encanta mais ainda por ele ser um engenheiro, profissão reconhecida pela racionalidade que suas premissas exigem. É evidente que Jansen não é nenhum romântico (com perdão à corruptela…) e faz dinheiro e fama com seu trabalho (que o diga a BMW…), mas antes disso tudo, o Inútil é visivelmente mais importante e primordial do que as consequências de suas obras levadas ao público.

Theo Jansen não é pioneiro na arte cinética ou, ainda, na interferência ambiental ou humana direta na obra artística. Desde os futuristas do início do século XX à brasileira neoconcreta Ligia Clark e seus “bichos”, a arte se envereda por outros setores da cultura humana como a física e a engenharia, cada artista a seu modo.

Mas Jansen transforma o ar em movimento e em atrito em parte fundamental de seu trabalho. Quando se contempla suas esculturas em movimento, se “contempla” também o ar, o etéreo em toda sua força. É ele quem alimenta o objeto mas também impulsiona o artista a desafiá-lo. Inultilmente – no melhor sentido da palavra.

12/05/2009

Artistas talentosos com personalidade dúbia me encantam ou, no mínimo, me despertam a curiosidade. Sou dos mais céticos dos espectadores, historinhas de vida sofrida, de dificuldades raramente me convencem nesta área (arte não é assistência social, não vou comprar o cd de alguém só porque teve uma infância pobre e humilde – eles amam estas palavras!). Na faculdade, tinha uma grande dificuldade (o trocadilho não foi proposital) com professores de história que confundiam a biografia artística com a pessoal. É certo que para apreender a obra de muitos artistas é necessário recorrer a alguns fatos pessoais. Seria impossível, por exemplo, absorver a obra de Modigliani (este um exemplo clássico de artista problemático) sem se ater a certos dados de sua vida.

O alemão Joseph Beuys é um destes caras que me encantam. Precisei de uma “aula” noite afora de uma grande amiga, à base de vinho – claro! – para me considerar um entendedor mediano da obra do messiânico artista. Mas, ultimamente, quem me chamou a atenção é um escultor, um surfista quase cinquentão que se autodenomina MichelAngelo, que me adicionou recentemente no Flickr.

Ele se considera “O” Michelangelo Buonarroti reencarnado. Isso não é uma simbologia ou coisa que o valha: em seu perfil ele realmente se considera o cara “get born again”. Em princípio, o espírito jocoso se une ao espanto pelo trabalho do cara – sim, ele realmente leva isso a sério chegando ao ponto de fazer reproduções incríveis do mestre escultor. Ainda que técnica não seja mais umas das principais premissas da arte desde que artistas como Duchamp descontruíram esta ideia, é louvável afirmar que “ali tem trabalho”, como dizia um antigo professor meu.

Em seu Flickr, além de várias obras completas, há o making of de várias peças. Além do mais, ler seu perfil é praticamente uma viagem. O surfista é o Inri Cristo das artes e ofícios – e não lhe faltam seguidores!

Eu gosto dos MichelAngelos (o surfista e o renascentista) porque causam ruído, não se importam com o que, afinal, dissessem de suas pessoas, suas personalidades conflituosas, desde que pudessem e os deixassem trabalhar. Para Beuys – o xamã ariano que “curou” a América – todo ser vivo é um artista em potencial. Você só entra na onda se puder e quiser.

Por: Janara
03/05/2009


Se eu fosse menos pata e conseguisse entender direito como funciona esse myspace (que convenhamos, é péssimo em usabilidade), eu poderia dar mais informaçoes sobre esse escultor fantástico que responde por AJ Fosik. As únicas coisas que consegui descobrir é que ele é americano, vive na Pensilvânia e que gosta de um som que soa como Velvet Underground (alguém sabe o nome da banda que toca a música do myspace do rapaz?)

25/04/2009


A comparação da australiana naturalizada (ela nasceu em Serra Leoa, 1965) com o também australiano Ron Mueck é inevitável. Ambos partem como princípio da linguagem artística o uso de esculturas hiper-realistas em que os instrumentos tradicionais de esculpir dão lugar ao maquinário hi-tech. A grande diferença entre ambos, entretanto, é que o uso de couro animal, cabelos humanos, próteses médicas de olhos, unhas, dentes, etc., é que Patricia Piccinini é quase uma romântica, criando possibilidades de união entre as diferenças (no caso, seres fantásticos “convivendo” pacificamente com os humanos) e brincando com as formas (que tal ver uma motoneta “amamentando” seu filhote recém-nascido?). Mueck trabalha apenas com a figura humana em escalas sub e sobre-humanas em que o medo perante as incertezas e etapas da vida é a tônica das obras.

Arte, design, “anatomia”… vale passear pelo site da artista e conhecer melhor sua obra. Clique na foto.

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