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	<title>IdeaFixa &#124; ilustração, design, fotografia, artes visuais, inspiração, expressão &#187; entrevista</title>
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	<description>IdeaFixa - canal de inspiração e expressão, artes visuais, ilustracão, design e fotografia</description>
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		<title>HENTAI e a arte erótica de Felipe Yung</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 16:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Bolliger</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Felipe Yung: mais conhecido como Flip, ou Flipon, ou Barba Ruiva, ou mesmo o Gorila Albino das terras Vila-Marianenses terá exposição individual de putaria desenhada, instalada e obviamente esculpida no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo. De nome Hentai, a exposição é um desdobramento de Shunga Pop &#8211; mostra solo de Flip realizada na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai7.jpg" alt="" title="" width="600" height="827" class="alignnone size-full wp-image-39835" /></p>
<p><strong><a href="http://www.flipink.blogspot.com" target=blank>Felipe Yung</a></strong>: mais conhecido como <strong>Flip</strong>, ou <strong>Flipon</strong>, ou <strong>Barba Ruiva</strong>, ou mesmo o <strong>Gorila Albino</strong> das terras Vila-Marianenses terá exposição individual de putaria desenhada, instalada e obviamente esculpida no <a href="http://www.mube.art.br" target=blank>Museu Brasileiro da Escultura</a>, em São Paulo. De nome <strong>Hentai</strong>, a exposição é um desdobramento de <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=M_8OAfRNEbY&#038;feature=player_embedded" target=blank>Shunga Pop</a></strong> &#8211; mostra solo de Flip realizada na galeria <a href="http://www.pureevilclothing.com/" target=blank>Pure Evil Galery</a> de Londres, em 2011. <span id="more-39718"></span></p>
<p><a href="http://www.ideafixa.com" target=blank>IdeaFixa</a> trocou uma ideia com o artista sobre essa transição de estilos até chegar na arte erótica oriental, e o lançamento de <strong>Hentai</strong>, que vai de 8 de fevereiro a 4 de março no <a href="http://www.mube.art.br" target=blank>MUBE</a>. Além das pinturas em papel que ilustram este post, Hentai terá uma instalação de 33 esculturas &#8211; <strong>Os 33 Fantasmas</strong> &#8211; na parte externa do museu.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai3.jpg" alt="" title="flip_hentai3" width="600" height="847" class="alignnone size-full wp-image-39840" /><br />
<strong><br />
[IF] De que modo a arte erótica oriental passa a influenciar seu trabalho?<br />
[FY]</strong>  O erotismo sempre esteve presente no meu trabalho, mas de uma maneira mais sutil. Troncos de árvore, personagens fálicos, fendas, texturas e trepadeiras sempre estiveram nas obras. Eu tenho uma pesquisa com arte oriental há muito tempo, de padronagens, temas e caligrafia. A cultura oriental ja está embrenhada, não tenho como escapar, do design à pintura, passando pela bizarrice, monstros e erotismo&#8230; Nessa série, deixei isso mais evidente e explícito, e toquei o foda-se, liberando o lado mais sujo da mente poluída.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai1.jpg" alt="" title="flip_hentai1" width="600" height="848" class="alignnone size-full wp-image-39838" /></p>
<p><strong>[IF] Como surgiu Shunga Pop?<br />
[FY] </strong>Shunga sao as gravuras eróticas de Ukiyo-e, que me fascinam e me inspiram com sua sacanagem, distorção de proporções, riqueza de detalhes e padronagens. Misturei o universo erótico shunga com uma estética mais pop. Cores vibrantes, personagens bizarros e infantiloides e caligrafia também &#8211; com palavras de baixo calão. Sediar a exposição na Pure Evil foi convite deles, não costumo me convidar para nada.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai2.jpg" alt="" title="flip_hentai2" width="600" height="819" class="alignnone size-full wp-image-39839" /></p>
<p><strong>[IF] Quais as diferenças q você aponta entre a expo q foi realizada em Londres e a que será feita no MUBE?<br />
[FY]</strong>  A diferença entre uma exposição e outra é significativa. Não apenas pelo espaço &#8211; que vai de uma galeria underground em Londres a um museu conceituado em São Paulo. O espaço precisava de uma nova roupagem, novas obras&#8230; Estou mostrando os trabalhos já expostos e outros inéditos, além de instalações e esculturas. O <a href="http://www.mube.art.br" target=blank>Museu Brasileiro da Escultura</a> merece esculturas! É um novo passo no meu trabalho e achei o momento propício. O nome da exposição vem como uma sequencia do Shunga, chama-se Hentai &#8211; que também faz juz à sequência cronológica de arte erótica japonesa.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai6.jpg" alt="" title="flip_hentai6" width="600" height="859" class="alignnone size-full wp-image-39843" /></p>
<p><strong>[IF] O processo de caligrafia está cada vez mais presente no seu trabalho. Como tem sido esse exercício para você?<br />
[FY] </strong> A caligrafia faz parte de mim desde o começo do meu envolvimento com graffiti, no comeco dos anos 90. As ruas estão lotadas de diferentes estilos, é só perceber isso ao nosso redor. Minha fixação pelo Oriente e sua cultura me fizeram estudar e perceber a caligrafia como uma forma de arte muito intrigante e complexa. Desenvolvi um estilo próprio de escrever, a partir da influência de ideogramas e Sho-do (caminho da escrita em japonês) e ainda estudo isso todos os dias. <strong>A repetição faz o mestre, e cada dia aprendo mais</strong>. </p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai8.jpg" alt="" title="flip_hentai8" width="600" height="400" class="alignnone size-full wp-image-39844" /></p>
<p><strong>[...] </strong>Desenvolvi um curso de <a href="http://flipink.blogspot.com/2011/04/curso-de-caligrafia-urbanacontemporanea.html" target=blank>Caligrafia Urbana Contemporânea</a>, que abordava toda essa vivência de rua, mostrando diferentes estilos, técnicas e artistas: brasileiros e gringos. Foi bacana passar conhecimento pras pessoas com fome de informação &#8211; a troca de experiência sempre me motiva &#8211; e montar uma aula me obrigou a estudar mais. Baseado em toda essa fluidez das minhas pinceladas e traços mais soltos, procurei a <a href="http://www.andreabranco.com.br/" target=blank>Andrea Branco</a> e fiz seu curso pra tentar &#8220;engessar meu braço&#8221;, aprender novas técnicas e, com a rigidez de métodos mais tradicionais, ter mais embasamento sobre a caligrafia.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/01/flip_hentai9.jpg" alt="" title="" width="600" height="900" class="alignnone size-full wp-image-39845" /></p>
<p><strong>HENTAI</strong> &#8211; de Felipe Yung<br />
<strong>8 de fevereiro a 4 de março</strong><br />
<a href="http://www.mube.art.br" target=blank>MUBE</a> &#8211; Museu Brasileiro da Escultura<br />
Av. Europa, 218 &#8211; São Paulo<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="left s14" style="width:110px;"> <a href="https://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/hentai-arte-erotica-de-felipe-yung" data-text="HENTAI e a arte erótica de Felipe Yung" data-via="IdeaFixa">Tweet</a> <script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0];if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src="//platform.twitter.com/widgets.js";fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document,"script","twitter-wjs");</script> </div>
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	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/arte-erotica/" title="arte erótica" rel="tag">arte erótica</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/exposicao/" title="exposição" rel="tag">exposição</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/felipe-yung/" title="felipe yung" rel="tag">felipe yung</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/flip/" title="FLIP" rel="tag">FLIP</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/hentai/" title="hentai" rel="tag">hentai</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/mube/" title="mube" rel="tag">mube</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/pure-evil-galery/" title="pure evil galery" rel="tag">pure evil galery</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/shunga-pop/" title="shunga pop" rel="tag">shunga pop</a><br />
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		<title>AÍ-SIM &#124; Golden Shower e Cynthia B.</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 16:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Bolliger</dc:creator>
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		<description><![CDATA[IdeaFixa parou um pouquinho para conversar com a &#8220;mulher-maravilha&#8221; dessa leva de quadrinhos bizarros de putaria brasileira desenfreada: Cynthia B, responsável pela criação da Golden Shower &#8211; HQ que já está em sua segunda edição e teve colaborações de caras como Laerte, Guazelli e Adão. E não vou falar mais nada: :: IDEAFIXA ENTREVISTA :: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab1.jpg" alt="" title="Imagem de Gabriel Mesquita da Samba" width="600" height="800" class="alignnone size-full wp-image-36741" /></p>
<p><a href="http://www.ideafixa.com" target=blank>IdeaFixa</a> parou um pouquinho para conversar com a &#8220;mulher-maravilha&#8221; dessa leva de quadrinhos bizarros de putaria brasileira desenfreada: <strong>Cynthia B</strong>, responsável pela criação da <strong><a href="http://goldenshowerz.wordpress.com" target=blank>Golden Shower</a></strong> &#8211; HQ que já está em sua segunda edição e teve colaborações de caras como <a href="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/" target=blank>Laerte</a>, <a href="http://alemaoguazelli.blogspot.com/" target=blank>Guazelli</a> e <a href="http://adao.blog.uol.com.br/" target=blank>Adão</a>. E não vou falar mais nada:</p>
<p><strong>:: IDEAFIXA ENTREVISTA :: CYNTHIA B. ::</strong><span id="more-36607"></span><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthia_14.jpg" alt="" title="Foto de Cynthia B." width="600" height="751" class="alignnone size-full wp-image-36742" /></p>
<p><strong>[IF] Conta primeiro a história de como começou a Golden Shower.<br />
[CB] </strong>A Golden Shower, no início, seria um zine. Mas, depois que conheci o <a href="http://talktohimselfshow.zip.ne" target=blank>Allan Sieber</a> e o <a href="http://ultralafa.wordpress.com" target=blank>Daniel Lafayette</a>, mais pessoas começaram a se interessar e acabou que muita gente boa resolveu participar. Quando vi que a coisa tinha ultrapassado o nível de um pequeno zine, fui atrás de uma gráfica para fechar uma revista mais bacana. A coisa toda veio também por um gosto de ver as minhas coisas impressas. Blog parece que não conta, hehehe.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_4.jpg" alt="" title="Quadrinho de Cynthia B." width="600" height="823" class="alignnone size-full wp-image-36744" /></p>
<p><strong>[IF] Você disse que seus pais patrocinaram a Golden Shower#1 (mas que nunca chegaram a vê-la). Até hoje eles ainda não viram a revista?<br />
[CB] </strong>Não, eles acabaram vendo sim. Meu pai só falou: &#8220;<em>Ahm, então não vou poder mostrar isso pros meus amigos, né?</em>&#8221; hahaha. Já minha mãe ficou mais triste, e perguntou: &#8220;<em>Se você tem talento, por quê vai ficar desenhando piru e perereca?</em>&#8220;. Mas eu nem desenho isso muito&#8230; Na real, na segunda edição da Golden Shower, acho que só desenhei um pau imaginário.</p>
<p><strong>[IF] Defina pau imaginário. rs<br />
[CB] </strong>Hahaha! No caso, tem uma menina que imita uma foto que vi, em que uma mulher segura um pau que goza no canto da boca. Mas só fiz uma linha pontilhada de onde estaria o pau.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_8.jpg" alt="" title="Imagem de Daniel Og" width="600" height="383" class="alignnone size-full wp-image-36745" /></p>
<p><strong>[IF] Ser uma mulher, comandar uma revista de putaria, lançar a revista, ir até o lançamento e falar: Oi, eu comando a revista de putaria. Como você encara isso?<br />
[CB] </strong>Ah, bom, não chego bem dizendo que comando uma revista de putaria&#8230; é uma revista de quadrinhos. A maior parte dos quadrinhos underground sempre teve putaria, mas realmente a Golden Shower levantou essa bandeira de maneira mais forte. Na maior parte do tempo é tranquilo. De vez em quando aparece um pessoal mais&#8230; estranho, hehehe. <span style="color: #808080;"><strong>Outro dia tava pensando: &#8220;vai que algum fã de quadrinhos (sim, pense estereótipo) resolve me estuprar porque eu estava &#8220;pedindo&#8221; quando publiquei uma revista assim?</strong></span> Eu ia ficar bem puta. Que medo!</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_11.jpg" alt="" title="Detalhe de imagem de Gabriel Góes" width="600" height="480" class="alignnone size-full wp-image-36747" /></p>
<p><strong>[IF] Mas você já abordou esse tipo de tema na revista (estupro)? Como você faz uma curadoria que &#8220;segmente&#8221; perversões pesadas de perversões leves?<br />
[CB]</strong> Eu, pessoalmente, não abordei. Tem uma HQ do <a href="http://www.flickr.com/photos/quadretifero/" target=blank>Guido Imbroisi</a> (ele é quem relmente consegue me chocar) em que um alemão explora uma brasileira pobre, dando dinheiro pra ela chupar o pau dele e tal. <span style="color: #808080;"><strong>É bem doente, mas não é estupro. Andaram me contando histórias de estupro masculino &#8211; o que eu acho até mais pesado porque homem não espera ser estuprado.</strong></span> Deve ser mais chocante. Ser mulher é viver com a pergunta: &#8220;Será que esse cara tentaria me estuprar? Será que essa rua escura tem um estuprador?&#8221;. Penso mais em estupro do que em assassinato. Mas talvez eu veja muito Law and Order S.V.U&#8230; &#8211; A curadoria não vai pelo que é pesado. Tem uma parte da revista que juntei os MAIS pesados, as coisas mais gráficas e chocantes. Mas depois e antes, tem piadas. É difícil explicar&#8230; <span style="color: #808080;"><strong>Eu imprimo todas as HQs em miniatura, espalho no chão e vou juntando por tema, por estética, pela sequência que vem na minha cabeça: tal HQ vai dar tal recado se vier depois dessa.</strong></span> Tem muitos critérios e ser pesado é um deles, mas não o mais importante.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_9.jpg" alt="" title="Imagem de Eduardo Arruda da Beleléu" width="600" height="821" class="alignnone size-full wp-image-36750" /></p>
<p><strong>[IF] Você já contemplou suas próprias experiências sexuais na revista?<br />
[CB]</strong> Não muito. Acho que por estar editando a revista, acabo pegando mais leve. Muito desenho de pau e buceta, fiquei cansada até de ver. Acabei abordando mais a vergonha, ou a parte de relacionamentos&#8230; Droga! Não é que sou mulherzinha, afinal? hahaha! Mas eu quero fazer alguma coisa mais pesada. O problema é que pra desenhar uma boa putaria, acho que o desenho tem que ser mais preciso. Ou isso é só uma desculpa, enfim&#8230; o fato é que penso muito em putaria, então alguma hora isso vai ter que sair.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_10.jpg" alt="" title="Imagem de Allan Sieber" width="600" height="741" class="alignnone size-full wp-image-36752" /></p>
<p><strong>[IF] Como assim o desenho deve ser mais preciso? Você se refere a uma estética mais <a href="http://www.druuna.net/" target=blank>Serpieri</a> para dar o tom de &#8220;boa putaria&#8221; ao qual se refere?<br />
[CB] </strong>Não, eu penso em <a href="http://www.crumbproducts.com" target=blank>Crumb</a>. Serpieri é realista meeeesmo. Acho até chato. Não curto tanto assim pornografia por si só. <span style="color: #808080;"><strong>Crumb desenha líquidos voando pra todo lado, todo um exagero da coisa, fica mais&#8230; palatável? Me excita mais.</strong></span> Vê-se que é alguém que gosta muito do ato em si e não só das beeeelas cuuuurvas femininas. É expressivo. Mas o desenho é exato, Crumb é Crumb. Pronto, taí, a culpa é toda dele. Hehehe</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_2.jpg" alt="" title="Adaptação de Cynthia B. do conto GUTS de Chuck Palahniuk GUTS" width="600" height="830" class="alignnone size-full wp-image-36753" /></p>
<p><strong>[IF] E quanto à censura? Nunca passou por nenhuma situação dessas?<br />
[CB] </strong>Outro dia estava falando sobre isso com alguém. A <span style="color: #808080;"><strong>Melinda Gebbie</strong></span> foi presa e tudo por fazer uma revista erótica <em>[Lost Girls].</em> Já eu, sou completamente ignorada pelas autoridades. Graças a Deus! Ou será que só não chegou nas mãos erradas ainda? Bom, se eu for excomungada vai ser até uma honra pra mim. Mas o mundo já tem tanta putaria solta rolando que duvido muito que minha revistinha vá mexer com os brios de alguém.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_5.jpg" alt="" title="Quadrinho por Cynthia B." width="600" height="652" class="alignnone size-full wp-image-36754" /></p>
<p><strong>[IF] Definitivamente vc gosta de putaria. Quais as coisas (citáveis) mais loucas q vc já fez na cama?<br />
[CB] </strong>Uh! Chegou a pergunta que eu temia! Não quero falar muito sobre isso, até pra não estragar surpresas, hehehe. <span style="color: #808080;"><strong>Mas teve um cara que quis fazer um <em>golden shower</em> em mim</strong></span>. Engraçado é que ele era ucraniano e não tinha a menor ideia de que eu fazia uma revista com esse nome! Mas no fim das contas, não rolou.</p>
<p><strong>[IF] Qual é a reação dos homens diante dessa sua (digamos) &#8220;boa resolução sexual&#8221;?<br />
[CB]</strong>  Afe, e eu tenho boa resolução sexual? Eu sou meio obcecada, não sei se isso é ser &#8220;bem-resolvida&#8221;. Eu talvez seja no sentido que separo melhor do que algumas mulheres amor e sexo. Mas eu conheço muita mulher assim também, acho que não sou nenhuma novidade, hehehe. Talvez já tenha assustado uns caras mais tímidos por falar alguma baixaria e tal. Talvez já tenha perdido relacionamentos por o cara me achar louca demais. Talvez eu tenha amigOs até demais por não ter problemas em falar disso. Ah, que sei eu de homens? Eles são um mistério pra mim! Só sei que gosto muuuuito deles.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_15.jpg" alt="" title="Colaboração de Koostella" width="600" height="727" class="alignnone size-full wp-image-36757" /></p>
<p><strong>[IF] Nessa sua obsessão quais as outras referências em putaria ilustrada que mais agradam?<br />
[CB] </strong>Como disse, Crumb é o máximo. Mas essa pergunta é difícil responder. Às vezes, coisas estranhas me despertam. Coisas não tão bem desenhadas ou que não mostrem tanto. Na verdade, gosto de sexo, mas não sou tão fã de ver gente trepando por si só. Posso me excitar pela história, pelo visível tesão da pessoa no assunto, ou por simplesmente falar muito bem sobre a coisa. <span style="color: #808080;"><strong>Dizem que mulheres, em geral, são &#8220;menos visuais&#8221;, precisam de historinha. Eu também.</strong></span> Então, referências que gosto, mas que se alguém for procurar pra bater uma punheta provavelmente vai se decepcionar, são: <a href="http://www.juliedoucet.net" target=blank>Julie Doucet</a> &#8211; uma cartunista muito honesta, cuja história da primeira vez é tão real e bem contada que me deu tesão, apesar de ser em circunstâncias longe de &#8220;ideais&#8221;. Tem um quadro, em uma história da <a href="http://www.maryfleener.com" target=blank>Mary Fleener</a>, que uma mulher dá bêbada dentro de um carro, que acho incrível. E tem outras coisas&#8230; Mas acho que, se contar, vou revelar demais sobre minha cabeça doentia. E <a href="http://talktohimselfshow.zip.ne" target=blank>Allan Sieber</a>, <a href="http://schiavoz.blogspot.com/" target=blank>Schiavon</a>, <a href="http://www2.uol.com.br/angeli" target=blank>Angeli</a>&#8230; todos bons cartunistas de putaria, mesmo sendo engraçados ao mesmo tempo.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_16.jpg" alt="" title="Imagem de Daniel Lafayette da Beleléu" width="600" height="946" class="alignnone size-full wp-image-36796" /></p>
<p><strong>[IF] Como funciona o sistema de colaboração para a Golden Shower e o que onde você planeja chegar?<br />
[CB] </strong>Atualmente, chamo algumas pessoas e deixo aberto pra quem quiser me mandar alguma coisa. Peço para mandarem rascunhos, no caso de rejeitar, mas a maioria manda finalizado mesmo. Quem entra na revista, recebe 2 exemplares e pode comprar mais à preço de custo. O ideal seria, algum dia, poder PAGAR os colaboradores, mas por enquanto isso é um sonho. A meta é não ficar no vermelho. </p>
<p><strong>[IF] Uma visão sua sobre o mercado dos quadrinhos no Brasil.<br />
[CB] </strong>O mercado está crescendo bastante. Digo isso pois vejo a quantidade de pessoas envolvidas e interessadas, editoras que abriram espaço pra quadrinhos, o público nos festivais e na Internet&#8230; Acho que temos que tentar aumentar esse público cada vez mais, e melhorar a qualidade tanto dos quadrinhos quanto das edições dos quadrinhos. <span style="color: #808080;"><strong>Se você conversa com gente mais velha, eles te dizem que, há 10 anos atrás, não existia NADA. Eram uns guerreiros lutando aqui e ali, mas sem um MOVIMENTO que nem tá rolando agora. Sou bem otimista. </strong></span></p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_13.jpg" alt="" title="Detalhe de Gabriel Góes" width="600" height="399" class="alignnone size-full wp-image-36759" /></p>
<p><strong>[IF] Verificamos um comentario do Laerte sobre um raff feito pra segunda edição. Como você apresentou a revista para nomes grandes como ele?<br />
[CB] </strong>Mandando um e-mail! Na primeira edição, já o tinha convidado e ele respondeu, muito educado (O <a href="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/" target=blank>Laerte</a>, meu Deus!) que infelizmente não teria tempo. Na segunda edição, mandei outro e-mail. Ele respondeu de novo que talvez não tivesse tempo, mas dentro do primeiro prazo (que ninguém leva a sério) ele já tinha me mandado o lápis das 3 páginas dele. Quase morri! O <a href="http://alemaoguazelli.blogspot.com/" target=blank>Guazelli</a> também conheci na Comicon e ele mesmo veio dizer que queria ter participado. Aproveitei e pedi logo a capa! hehehe Foi assim com a maioria, só por e-mail. O Adão é mentor do Lafa, acho que isso ajudou também. Enfim, o básico foi a cara-de-pau de mandar e-mail pedindo.</p>
<p><img src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/11/cynthiab_6.jpg" alt="" title="Imagem da americana Lizz Hickey" width="600" height="604" class="alignnone size-full wp-image-36760" /></p>
<p><strong>[IF] Arte e quadrinhos são algo em constante evolução e revolução. Putaria também?<br />
[CB]</strong> Putaria é meio eterno, né? Acho que tudo que a gente faz hoje em dia alguém já fez lá na Roma antiga. Mas acho que a putaria está se disseminando mais. Moças de família <em>&#8220;do it&#8221;</em> também agora. E só se vive uma vez, não é? Por que você vai querer morrer sem ter experimentado tudo que tem direito? Se você não estiver ferindo ninguém, claro. <span style="color: #808080;"><strong>Hoje em dia, conseguimos TREPAR sem a nóia machista de que os homens vão perder o respeito por nós e essa babaquice toda. Ainda existem machistas, mas dá pra pescar quem são, de longe.</strong></span> Saiba pra quem dar e dê feliz! Já disse o Catra: &#8220;putaria é quase amor&#8221;. É isso. Tem coisa melhor?</p>
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		<title>HQs:: Laerte, Muchacha e memória afetiva</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 13:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Yuge</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[clangcomix]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Laerte]]></category>
		<category><![CDATA[muchacha]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro-me bem da primeira vez que li alguma coisa do Laerte. Procurando pela rede para ser mais preciso, já que não tenho mais aquela edição, descobri que foi a história Ameaça Nuclear, do número 7 da finada Circo. Leio quadrinhos desde muito guri e ná época, em 1987 ou 1988, quando tinha nove ou dez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-19126" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/laerte1/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19126" title="LAERTE1" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/LAERTE1.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Lembro-me bem da primeira vez que li alguma coisa do <em> Laerte</em>. Procurando pela rede para ser mais preciso, já que não tenho mais aquela  edição, descobri que foi a história <strong>Ameaça Nuclear</strong>, do número 7 da finada  <strong>Circo</strong>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Leio quadrinhos desde muito guri e ná época, em 1987 ou  1988, quando tinha nove ou dez anos, já devorava coisas de <strong>Sherlock Holmes</strong> e de  <em>Júlio Verne</em>, começava a me aventurar pelo policial juvenil <em>Marcos Rey</em>; era um  nerd viciado em <strong>MSX</strong>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E, mesmo assim, <strong>Ameaça Nuclear</strong> foi impactante. Caiu como  uma bomba em meu cérebro e teria efeito semelhante, anos depois, com o que <strong> Watchmen</strong>, <strong>V de Vingança</strong>, <strong>Sandman </strong>e <strong>Cavaleiro das Trevas</strong> causou em minha  mente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span id="more-19125"></span><a rel="attachment wp-att-19127" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/muchacha/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19127" title="muchacha" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/muchacha.jpg" alt="" width="600" height="556" /></a><br />
</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O trabalho de <em>Laerte</em>, desde aquelas olhadelas quando  criança, passou a ser uma constante em minha vida. Virou um troço pulsante,  capaz de me tornar ainda mais inquieto. Impulsionou a me fazer escrever e criar,  desenhar. &#8221;Como é que esse cara consegue fazer traços tão soltos? Mesmo depois  do nanquim?&#8221; Um mistério adolescente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já mais crescidinho, reli <strong>Ameaça Nuclear</strong> ao comprar  novamente aquela <strong>Circo</strong> em um sebo. Depois li novamente anos depois. Em seguida  perdi a revista, mas nunca mais deixei de pensar naquilo de tempos em tempos. E  fui acompanhando a saga de nosso artista ao longo desse tempo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sempre gostei mais dele porque foi o que sempre se  preocupou (ou não, de repente foi uma necessidade) em se reinventar. De  expressar realmente aquilo que não cabe em si mesmo, não somente o que precisa  expressar pra sobreviver.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Bem, enfim, depois desse blablablá todo, tenho o enorme  prazer de apresentar a entrevista que fiz com ele recentemente, para o jornal  que trabalho aqui em Curitiba, a <a href="http://www.bonde.com.br/folha" target="_blank">Folha de Londrina</a>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a rel="attachment wp-att-19128" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/laerte2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19128" title="LAERTE2" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/LAERTE2.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Você já tem ideia de quantos álbuns já lançou?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- São sempre coletâneas de trabalhos que fiz, então deve  ter uns 20 e poucos livros, acho. Uma conta um pouco confusa porque tem algumas  editoras que foram à falência e livros que não estão mais  disponíveis.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">De onde saiu a iniciativa de publicar Muchacha&#8217;?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Eu tinha negociado com a <strong>Companhia das Letras</strong> quando  estava produzindo a história para o caderno<strong> Ilustrada </strong>(da <strong>Folha de S. Paulo</strong>).  Essa história da <strong>Muchacha</strong> sucede uma série que estava fazendo sobre memórias  da televisão, que foram publicadas no álbum <strong>Laertevisão</strong> (publicado pela  <strong>Conrad Editora</strong>). Quando terminei, dei o ciclo de memórias pessoais encerrado.  Mas eu gostei de ter acessado esse mundo dos anos 50, da televisão. Então  comecei a investigar, a trabalhar esses seriados de ação que tinham na época  pré-videotape&#8230;</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Como quais?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- <strong>Falcão Negro</strong>. O <strong>Falcão Negro</strong> é a referência. O <strong>Capitão  Tigre</strong> é uma espécie de <strong>Falcão Negro</strong>. Então fui criando outros personagens e aos  poucos fui sentindo que aquilo era uma história. Daí passei a construir um  roteiro fora da intenção inicial, que era só curtir um pouco.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O projeto foi mudando então conforme você foi  produzindo?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Comecei a fazer a história com uma ideia geral do que  ia ser. Depois de um tempo fui achando que aquilo poderia ficar de pé e fui  inventando um background para cada personagem. E aí comecei a construir  capítulos para manter essa história em pé.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a rel="attachment wp-att-19129" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/laerte3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19129" title="LAERTE3" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/LAERTE3.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Você disse que tinha encerrado um ciclo de memórias com o Laertevisão mas depois se empolgou e prolongou esse ciclo com Muchacha.  Sente ter encerrado esse ciclo agora?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Estou na idade em que as pessoas começam a fazer  memórias. É interessante fazer memórias quando você chega aos 60 anos, tem muito  material. Não sei, as coisas que vivi nesse mundo do passado tem elementos que  ajudam a pensar o presente.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Que exemplos você pode dar sobre isso?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- É simples quanto comparar as coisas. Hoje quando você  pensa em seriado de televisão você pensa no modo americano de produzir, com 20 e  tantos episódios, cumprir uma temporada, negociar essa temporada&#8230; Existe uma  tradição firmada neste território de ficção que permite as pessoas trabalharem  em cima de um terreno sólido. E naquela época não, era tudo improviso, tudo uma  invenção a partir de quase zero. Isso faz a gente pensar que hoje em dia a gente  pode estar numa fase zero, num terreno zero em relação a alguma coisa. Do que a  gente vai lembrar daqui a 30 ou 40 anos que tinha hoje ou não tinha hoje? É um  exercício legal de fazer. A televisão existe ainda, a televisão é um elemento  comum, as pessoas assistem muito. Ela se tornou uma presença absolutamente  total. Ter televisão é como ter uma casa.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Muito se fala sobre a ruptura de sua obra a partir de  certo momento, especialmente com relação aos personagens, que você teria se  cansado deles. Que fase é está que está vivendo?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Eu cansei dos personagens. Acho que cansar não é a  palavra certa. Senti que existia um ciclo que acabou, está cumprido. Fecha um  período que me deu muito prazer, tenho muita satisfação pelo trabalho realizado  nesses anos todos. Senti que está esgotado, já disse o que tinha que ser dito  ali e senti a necessidade de uma busca nova. Parti para essa busca há uns cinco  ou seis anos e estou nela, estou na estrada.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Sei que é muito abstrato falar sobre isso, mas você  poderia dizer de onde vem essa diferente força criativa que vive neste  momento?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Não é de um lugar só. Identifico claramente uma época,  que era o final da adolescência, quando tinha 19 ou 20 anos, como uma fase rica  de significados, de busca, de procedimentos e pesquisa gráficos. Liberdade de  ação, eram os anos 60, uma explosão geral. Eu também estava explodindo naquele  negócio. De uma maneira esquemática, quando comecei a me profissionalizar,  bloqueei várias dessas tendências e outras coisas e formatei um modus operandi  profissional. &#8221;Vou fazer humor, vou fazer piadas, meu desenho é mais ou menos  assim&#8230;&#8221; Todo mundo faz isso de uma certa maneira na área de entretenimento e  de comunicação, em busca de ser reconhecido, de ter sua assinatura associada a  determinado tipo de trabalho. &#8221;Ah, esse desenho eu conheço, é do fulano.&#8221;  Sabe? Esse tipo de coisa. É uma preciosidade para o profissional. Agora, isso  tudo entrou no pacote do ciclo cumprido pra mim. Não preciso mais desse tipo de  afirmação de personalidade gráfica e senti vontade de voltar aos procedimentos e  buscas quando tinha 20 anos. Não exatamente voltar no tempo, não estou me  iludindo quanto a isso. Tenho a pretensão de buscar um pouco aquela energia criativa, aquela inquietação, aquela abertura de possibilidades.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a rel="attachment wp-att-19130" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/laerte4/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19130" title="LAERTE4" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/LAERTE4.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O que não cabe mais dentro de você que precisa liberar  criativamente? Digo, o que tem a dizer?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Um artista nunca tem uma coisa pra dizer, acho eu. E  estou me incluindo entre artistas só por uma questão expositiva. Nunca tenho uma  coisa fechada pra dizer. Em princípio, o modo como vejo a atividade de desenho,  ilustração, criação de histórias e autoria é busca, basicamente busca. Nesse  sentido, estou sempre buscando, não tenho uma ideia muito clara de que tipo de  conclusão posso chegar.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Não poderia deixar de tocar neste assunto. O  crossdressing faz parte dessas mudanças, desta fase criativa que vive? Li que  faz parte também de uma investigação sobre o universo feminino. Que conclusão  chegou até agora?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Também ainda não concluí nada (risos). A conclusão que  chego é que é uma delícia. É um exercício de liberdade maravilhoso. Abrir a  cabeça para esse tipo de possibilidade, compreender a vestimenta como algo que  você pode manipular e conduzir de acordo com suas necessidades e fantasias e não  apenas se submeter aos códigos de gêneros, essa descoberta é uma delícia  incrível.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Você já tinha pensado nisso no passado?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Já, mas de maneira confusa e obscura. Neste momento  apenas cheguei à conclusão de que é possível mexer com roupas, sair com saias,  sapatos e brincos e coisas assim.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Quando lembro desse assunto sempre me vem à cabeça Ed  Wood e como ele enfrentou o estranhamento de se vestir como mulher. Esse  estranhamento também acontece com você?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Sim, um pouco. Não tenho sentido hostilidade muito  grande. Tenho sentido estranhamento e um pouco de constrangimento. E uma certa  surpresa, uma insegurança grande por parte das pessoas. Não estou completamente  seguro também, vou ficando à medida com o tempo. Quando saio por aí vestido  dessa forma, fico sempre de antena ligada. Muitas pessoas que me observam querem  fazer uma crítica mas não sentem muito habilitadas a fazer essa crítica, existe  de tudo&#8230;</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Essa liberdade tem trazido benefícios na forma como cria,  na sua profissão?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Tem. Aí já é uma ligação um pouco mais abstrata. É uma  coisa ligada com o estado de espírito de quando eu trabalho, que não dá pra  definir direito.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O que você acha dessa nova geração que vem produzindo  trabalhos legais, como o Bá e o Moon, o Rafa, seu filho, e outros?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- O trabalho do <em>Rafa </em>é bastante diverso e original. O  caminho que eles estão tomando é complicado em relação ao caminho que eu tomei  quando comecei. Se a gente pode resumir as condições da época, não existiam  jornais e revistas. Essas coisas estavam sendo criadas à medida que a gente  fazia o nosso debut no mundo profissional. Por exemplo, na questão da  remuneração é claro pra mim isso. Quando comecei, com dois ou três trabalhos  fixos conseguia pagar aluguel, gasolina do carro, monte de coisas e me  sustentava, com uma grande folga&#8230; Nah, com uma pequena folga. Enfim, hoje isso  é inviável, completamente impossível, as pessoas têm que inventar um troço a  cada dia pra ir buscar recursos e tal. Não é nem um pouco simples. O <em>Rafa</em> tem  uma atividade em artes plásticas que é uma arma na mão dele, é um recurso que  ele se defende nessa área. O que eu tinha de formação em artes plásticas ou de  vontade de fazer artes plásticas mandei pro espaço rápido quando comecei a  desenhar profissionalmente. Esses meninos chegam numa hora em que já aconteceu  todo o boom de quadrinhos e uma explosão de revistas nas bancas e tudo&#8230; Muitas  editoras já foram à falência e de um modo geral os quadrinhos hoje estão se  comportando mais ou menos à europeia: a ideia está muito mais centrada em fazer  álbuns e vender nas livrarias e coisas assim, do que fazer gibis e conquistar  bancas. É uma outra perspectiva. Acho legal pra caralho, conhecer coisas  novas.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Você tem lido muita coisa nova, o que tem  acompanhado?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Pouca, em relação ao que tem por aí. Tenho visto o  trabalho do <em>Rafa</em>, do <em>Grampá</em>&#8230; Revistas eu tenho lido a <strong>Beleléu</strong>, a <strong>Samba.</strong>.. Tem  algumas coisas que eu sou fã permanentemente. O trabalho do <em>Berardi</em>, que hoje  faz os trabalhos da <strong>Julia</strong>, a criminóloga. Esse cara vou ler sempre que pintar.  Infelizmente foi cancelado o título por aqui. Os irmãos <em>Hernandez</em>, o que eles  fizerem eu estou lendo. Difícil eu ficar citando porque esqueço um monte de  gente. O <em>Liniers</em>&#8230; Vários autores japoneses que não consigo lembrar o nome,  como o cara que fez <strong>Gourmet</strong>, o cara que fez <strong>Na Prisão</strong>&#8230; Europeus  também, o <em>Christophe Bléin</em>, do <strong>Isaac, o Pirata</strong>, <strong>O Gato do Rabin</strong>o&#8230; Vou  conhecendo e trabalhando e me surpreendo de ver que são trabalhos já de alguns  anos, o cara fez aquilo em 2003 ou 2002 e de eu só estar conhecendo isso  agora.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O mercado cresceu assustadoramente nos últimos 20 e 30  anos&#8230;</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Sim, esse mercado sim, o das livrarias. Mas é  engraçado, o mercado de livros é um mercado pequeno. As multidões que vão às  feiras, às bienais de livro, na verdade elas estão atrás da feira e não dos  livros. Existem alguns livros que vendem estupidamente, mas o livro mesmo, o  mercado normal é reduzido no Brasil. E os quadrinhos foram, progressivamente, se  enquandrando nesse mercado e abandonando um mercado que era muito grande, onde  os leitores, pelo menos os que me interessam muito, o de pouco dinheiro na mão e  que gosta de quadrinhos, está desprovido, não está sendo servido. O que está  vindo para as bancas são os mangás, que é possível produzir barato. Revista de  quadrinhos brasileira, a nossa turma, está indo toda para a livraria. É uma pena  isso. Então, está havendo um boom de mercado nesse segmento de livraria, mas que  pra mim, com a memória que tenho de quando a gente vendia até 100 mil exemplares  em bancas, é um retrocesso, é um &#8216;desboom&#8217;.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">E o que pensa em fazer depois de Muchacha? Já tem  alguma coisa preparada?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Vou fazendo um pé depois de outro. Não consigo mais  fazer planos balzaquianos. Digo isso porque ele (<em>Balzac</em>), com 20 e poucos anos,  teve a visão do que seria o trabalho da vida inteira dele. Escreveu, planificou,  dividiu em segmentos e antes de escrever os 100 e poucos novelas, romances e  contos, planificou tudo. Sou absolutamente ao contrário. Nunca sei o que vou  fazer. Tenho um trabalho com o<em> Otto Guerra</em>, de animação, que mudou  completamente, era pra ser a história dos <strong>Piratas</strong> <strong>(do Tietê)</strong> e agora vai ser uma  baseada na história geral das tiras que faço&#8230;</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Tem alguma coisa que gostaria muito de ter feito e não  fez, deixou passar?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Putz, um monte, quase tudo&#8230;</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Mas algo em especial?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Não sei, não me arrependo, sei lá&#8230; É meio que punheta  mental, porque não existe como reconstruir as coisas assim&#8230; Me arrependo, por  exemplo de ter me enfiado em jornalismo sindical e ter trabalho dez anos na  <strong>Gazeta Mercantil</strong>. Eu me arrependo mas não tinha como, na época, saber e fazer  diferente. Eu, hoje, acho que tinha como. Mas isso é idealismo, uma coisa tonta,  a gente se investir de uma onipotência e uma onisciência, uma coisa irreal.  Ninguém tem isso, só o Balzac.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Você se arrepende em que sentido? No sentido  criativo?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Não me arrependo de fazer o que fiz no jornalismo  sindical. Mas acho que esqueci de outras coisas. Esqueci de determinados  apuramentos gráficos que gostaria de ter desenvolvido. De apuros técnicos que  não busquei. Mas como disse, isso é punheta mental, a vida é o que é e o que a  gente fez, essa é a verdade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a rel="attachment wp-att-19131" href="http://www.ideafixa.com/hqs-laerte-muchacha-e-memoria-afetiva/laerte5/"><img class="aligncenter size-full wp-image-19131" title="LAERTE5" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/11/LAERTE5.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Só para encerrar: tem alguma história que você consegue  lembrar agora na qual gostaria de ter seu nome assinado embaixo dela?</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">- Quase todas as que eu gostei (risos). Na verdade o meu  trabalho é uma tentativa de assinar as histórias que eu gostaria de ter  assinado. Não estou me autochamando de plágio ou plageador, acho que minha  motivação principal, e desconfio que é o da maioria dos artistas, é a outra  arte, a arte dos outros, outros trabalhos. Pra mim é muito claro isso. Desde  criança, quando estava desenhando, estava querendo ir atrás de um sentimento ou  de uma emoção que tinha sido despertada com um filme, um livro, um quadrinho,  qualquer coisa. Quase tudo o que fiz foi uma tentativa de assinar outra arte.  Nesse processo dialético de você ver uma coisa, apropriar-se de partes dela,  elaborar e reapresentar é uma definição de trabalho artístico, processo  criativo. Não acredito muito em partir do zero, do nada, do éter, do caos, sei  lá. Partimos de um mundo de ideias, criamos coletivamente junto com os autores  que a gente ama.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Depois da entrevista, <em>Laerte</em> ainda disse que deve lançar  mais um álbum com seu personagem <strong>Deus </strong>e mais uma coletânea pela<strong> Cia. das Letras</strong>.  Enquanto esperávamos pelo táxi que nos levaria para o lançamento de <strong>Muchacha</strong> na <strong> Itiban Comic Shop</strong>, disse que vem pouco pra Curitiba e, mesmo com o frio que  estava fazendo, não sentia frio nas pernas. &#8221;Sempre pensei que mulher passava  frio de saia. Mas essas meias são muito quentinhas!&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Percebi que aquele momento seria semelhante ao que <strong>Ameaça  Nuclear</strong> causou quando criança. Iria me &#8221;perturbar&#8221; para o resto da vida.  Impulsionar novamente a escrever, a desenhar, a criar. Principalmente depois do  que ele me ensinou. Sim, <em>Laerte </em>me explicou como consegue criar desenhos tão soltos  depois do nanquim.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E dali em diante aprendi mais do que isso. Aprendi que as  memórias desse <em>Laerte</em> podem parecer nebulosas ou surreais, como suas atuais  tiras, mas fazem sentido. Porque, conforme crescemos são essas recordações  afetivas que, paradoxalmente, nos fazem menos saudosistas ou nostálgicos. São  essas coisas que nos ensinam a valorizar os pequenos e inesquecíveis momentos,  para seguir em frente. Assim estamos preparados para criar novos e  inesquecíveis momentos.</span></p>
<p>Tentaria fazer aqui uma resenha sobre <strong>Muchacha</strong>. Mas não é  o caso. Não é o momento de julgar <em>Laerte</em>, muito menos seu trabalho. Seria muito  sem graça tentar explicar o que são aquelas memórias afetivas. O momento é de se  divertir com o cara. De admirar e aplaudir. E assim, encerro aqui também um  ciclo de minha memória afetiva com um gênio de nossos  quadrinhos.</p>
<p>As fotos desta entrevista foram todas tiradas pelo sensacional <em>Theo Marques</em>.</p>
<p>Em tempo: <strong>Muchacha</strong> tem 96 páginas no formato 20,5 x 19 cm e custa R$ 29.</p>
<p><strong>Escute&gt; The Plastiscines</strong> &#8211; LP1</p>
<p>*Leia também minhas resenhas sobre quadrinhos no <a href="http://www.bonde.com.br/colunistas" target="_blank">www.bonde.com.br/colunistas</a></p>
<p>*<a href="http://www.twitter.com/clangcomix" target="_blank">www.twitter.com/clangcomix</a></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/clangcomix" title="clangcomix" rel="tag">clangcomix</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/laerte/" title="Laerte" rel="tag">Laerte</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/muchacha/" title="muchacha" rel="tag">muchacha</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/quadrinhos/" title="quadrinhos" rel="tag">quadrinhos</a><br />
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		<title>Sherlock Holmes by Prologue</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 19:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito bacana a entrevista (em inglês) com o estúdio Prologue que assina o projeto gráfico dos créditos no filme Sherlock Holmes, para quem gosta de caligrafia, esta sequência é um prato cheio. O estúdio tem vários outros projetos interessantes, vale a pena conferir o site. Dica de Sérgio Bergocce e Ricardo Hurmus. Tags: animação, caligrafia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bacana a <a href="http://www.graphic-exchange.com/exellence/prologue.htm" target="_blank">entrevista <em>(em inglês)</em></a> com o estúdio <a href="http://prologue.com" target="_blank">Prologue</a> que assina o projeto gráfico dos créditos no filme Sherlock Holmes, para quem gosta de caligrafia, esta sequência é um prato cheio. O estúdio tem vários outros projetos interessantes, vale a pena conferir o <a href="http://prologue.com" target="_blank">site</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-5JGCu1nCQA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="365" src="http://www.youtube.com/v/-5JGCu1nCQA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.graphic-exchange.com/exellence/SherlockHolmes/behindthescene/EXAMPLE_04.jpg" alt="" width="600" height="427" /></p>
<p>Dica de <a href="http://www.flickr.com/sergiobergocce" target="_blank">Sérgio Bergocce</a> e <a href="http://hurmus.carbonmade.com" target="_blank">Ricardo Hurmus</a>.</p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/animacao/" title="animação" rel="tag">animação</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/caligrafia/" title="caligrafia" rel="tag">caligrafia</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/ilustracao/" title="ilustração" rel="tag">ilustração</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/interview/" title="interview" rel="tag">interview</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/projeto-grafico/" title="projeto gráfico" rel="tag">projeto gráfico</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/prologue/" title="prologue" rel="tag">prologue</a><br />
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		<title>Uma entrevista com John Lennon ::: I Met the Walrus</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 10:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio C Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jmR0V6s3NKk&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="365" src="http://www.youtube.com/v/jmR0V6s3NKk&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em 1969, um jovem invade o quarto de John Lennon e convence o cara a gravar uma entrevista. Quarenta anos depois, Jerry Levitan, agora com 54 anos e produtor de cinema, desenvolveu um curta-metragem chamado “I Met the Walrus” com o áudio de sua antiga entrevista.</p>
<p>O uso do discurso de John junto com a animação cria um sincronismo perfeito, resultado da bela narrativa visual escrita pelo diretor Josh Raskin e animada por Alex Kurina. O vídeo retrata um momento peculiar da vida do casal John e Yoko Ono, os protestos que faziam em prol do fim da guerra do Vietnã.</p>
<p>“I Met the Walrus” foi um dos indicados ao Oscar de &#8216;melhor curta de animação&#8217; em 2008 e ganhou o Middle East International Film Festival também em 2008.</p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/animacao/" title="animação" rel="tag">animação</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/cinema/" title="cinema" rel="tag">cinema</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/curta-metragem/" title="curta metragem" rel="tag">curta metragem</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/jerry-levitan/" title="Jerry Levitan" rel="tag">Jerry Levitan</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/john-lennon/" title="john lennon" rel="tag">john lennon</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/musica/" title="música" rel="tag">música</a><br />
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		<title>Revista PARAFINA</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 13:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Fujii</dc:creator>
				<category><![CDATA[portfolio]]></category>
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		<description><![CDATA[ Até pra quem não pega onda&#8230; Tags: entrevista, fotografia, onda, photography, portfolio, praia, revista online, surfe]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2009/02/parafina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2994" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2009/02/parafina.jpg" alt="" width="500" height="120" /></a></p>
<p><a href="http://www.revistaparafina.com.br/" target="_blank"> Até pra quem não pega onda&#8230;</a></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/fotografia/" title="fotografia" rel="tag">fotografia</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/onda/" title="onda" rel="tag">onda</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/photography/" title="photography" rel="tag">photography</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/portfolio/" title="portfolio" rel="tag">portfolio</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/praia/" title="praia" rel="tag">praia</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/revista-online/" title="revista online" rel="tag">revista online</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/surfe/" title="surfe" rel="tag">surfe</a><br />
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		<title>Frank Magnotta</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 18:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luisa Bernardes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Frank Magnotta é um artista nova-iorquino que faz essas &#8220;viagens&#8221; de ilustrações, tem uma puta imaginação e uma técnica mais foda ainda. Uma pena ele nunca ter se interssado por cores, mas tudo bem. :) Entrevista na Fecal Face. Tags: arte, artist, artista, cor, entrevista, foda, magazine, nu, portfolio, revista, técnica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.fmagnotta.com/" target="_blank">Frank Magnotta</a> é um artista nova-iorquino que faz essas &#8220;viagens&#8221; de ilustrações, tem uma puta imaginação e uma técnica mais foda ainda. Uma pena ele nunca ter se interssado por cores, mas tudo bem. :) Entrevista na <a href="http://www.fecalface.com/SF/index.php?Itemid=92&amp;id=1055&amp;option=com_content&amp;task=view" target="_blank">Fecal Face</a>.</p>
<p><img style="800px;" src="http://s42530.gridserver.com/wp-content/uploads/frank.jpg" alt="" /></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/arte/" title="arte" rel="tag">arte</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/artist/" title="artist" rel="tag">artist</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/artista/" title="artista" rel="tag">artista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/cor/" title="cor" rel="tag">cor</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/foda/" title="foda" rel="tag">foda</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/magazine/" title="magazine" rel="tag">magazine</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/nu/" title="nu" rel="tag">nu</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/portfolio/" title="portfolio" rel="tag">portfolio</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/revista/" title="revista" rel="tag">revista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/tecnica/" title="técnica" rel="tag">técnica</a><br />
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		<title>Atahualpa Yupanqui</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 12:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alicia Ayala</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma entrevista ao folklorista Atahualpa Yupanqui no programa de Soler Serrano. Por nenhum motivo de imagem, só porque é bom conhecer pessoas geniais e humildes assim. Em espanhol, mas vai você consegue! Atahualpa Yupanqui &#8211; Entrevista Soler Serrano 1/7 A entrevista está em 7 partes que você pode navegar por aqui. Tags: argentina, atahualpa, cultura, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma entrevista ao folklorista Atahualpa Yupanqui no programa de Soler Serrano. Por nenhum motivo de imagem, só porque é bom conhecer pessoas geniais e humildes assim. Em espanhol, mas vai você consegue!</p>
<div class="youtube-video" align=center><object height="355" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5GMmsXrVeCc"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5GMmsXrVeCc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed></object></div>
<p>Atahualpa Yupanqui &#8211; Entrevista  Soler Serrano 1/7</p>
<p>A entrevista está em 7 partes que você pode <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/results?search_query=Atahualpa+Yupanqui+soler&#038;search_type=&amp;aq=f">navegar por aqui</a>.</p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/argentina/" title="argentina" rel="tag">argentina</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/atahualpa/" title="atahualpa" rel="tag">atahualpa</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/cultura/" title="cultura" rel="tag">cultura</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/entrevista/" title="entrevista" rel="tag">entrevista</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/folklore/" title="folklore" rel="tag">folklore</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/portfolio/" title="portfolio" rel="tag">portfolio</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/serrano/" title="serrano" rel="tag">serrano</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/soler/" title="soler" rel="tag">soler</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/video/" title="video" rel="tag">video</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/yupanqui/" title="yupanqui" rel="tag">yupanqui</a><br />
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