Instalação criada para o Red Bull Music Academymostra como a Era digital permitiu criar um novo conceito de arte aliada à tecnologia e interatividade para convergir artista/obra/espectador em uma relação única.
A interface foi criada pela Multitouch Barcelona.
Plus: Outra prova de que, atrelada ao avanço da tecnologia touch screen e sua iminente [e eminente!] introdução no nosso dia a dia, uma nova forma de expressão artistica está sendo criada são estes vídeos de uma demonstarção do aplicativo feita no já longinguo ano de 2006.
Sim, esse aí em cima é o job script do Mark Coleran. O cara desenvolve o design de interfaces pros aparelhos usados em filmes, e não é só de ficção científica não. Onde quer que haja um device moderno com um visor digital scaneando a vítima pode saber q o Coleran esteve por lá. haha
O Colares (rapaz sagaz que trabalha comigo) apareceu na agência com o Reel desse cara como se fosse a coisa mais normal do mundo, haha mal sabia ele que ia mudar o dia e a perspectiva de todos por aqui. Eu to até agora de cara com a magnitude do trabalho desse homem e com o impacto que isso tem no dia-a-dia das pessoas que fazem e que consomem tecnologia.
Pensa só, o cara é capaz de criar uma estética e funcionalidade pra um device que ainda nem existe, muitas vezes atendendo uma necessidade que ainda não existe. é um criador de tendência. Por consequência, ele desperta desejo e vira referência, logo, em pouco tempo já podem existir devices nas ruas seguindo sua criação ou, na pior das hipóteses, uma porrada de comerciais pseudo-futuristas safados na tv copiando o cara e adotando ele como clichê de futuro presente.
Enfim, não são os trabalhos dele que me deixam admirado (por melhores que sejam) fico de cara com o poder que ele tem nas mãos. E apesar de tudo, não acho algo tão distante assim. Qualquer um de nós pode causar uma pequena revolução ao seu redor, sacudir alguns paradigmas. Não precisa levantar uma bandeira nem tocar fogo em ninguém, só fazer um bom trabalho criativo e pensar na frente.
Antecipar a necessidade é o primeiro passo pra fazer com que ela exista.
Até hj não sei se o Isaac Asimov tinha plena noção do quanto suas histórias revolucionariam a ciência. Mas o fato é: Revolucionou, pra caralho! haha
O Arquivo Público do Estado acaba de disponibilizar ao público 4.000 fotografias do Jornal Última Hora. São imagens que não chegaram a ser publicadas no jornal, ficando guardadas em arquivo por vários anos. Hoje, elas podem ser vistas no setor de consulta do Arquivo. Dentre as preciosidades, o acervo possui imagens de ex-presidentes, como Getúlio Vargas, e de momentos importantes da História Brasileira.
O jornal Última Hora circulou de 1951 a 1971 sob a direção do jornalista Samuel Weiner, e representou uma inovação estética e temática para o jornalismo brasileiro. O Arquivo Público do Estado já havia digitalizado
todos os exemplares do jornal sob sua guarda, disponíveis para o público no site www.amigosdoarquivo.com.br/uhdigital.
Pena que as imagens não foram disponibilizadas em alta.
Walter Benjamin em 1935 escreveu A arte na era da reprodutibilidade técnica. Este extenso ensaio de Benjamin marcou profundamente todos os estudos culturais posteriores porque se introduz de frente nos problemas que surgem da circulação da arte na modernidade a partir da aparição dos novos meios de reprodução, como o cinema e a fotografia, onde a mão do artista é substituida pelo olho e a máquina.
O pdf do texto foi baixado de um link no Wikipedia e a tradução não é a melhor.
“As nossas belas-artes foram instituídas e os seus tipos e usos fixados numa época que se diferencia decisivamente da nossa, por homens cujo poder de acção sobre as coisas era insignificante quando comparado com o nosso. Mas o extraordinário crescimento dos nossos meios, a capacidade de adaptação e exactidão que atingiram, as ideias e os hábitos que introduzem anunciam-nos mudanças próximas e muito profundas na antiga indústria do Belo. Em todas as artes existe uma parte física que não pode continuar a ser olhada nem tratada como outrora, que já não pode subtrair-se ao conhecimento e potência modernos.
Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são desde há vinte anos o que foram até então. E de esperar que tão grandes inovações modifiquem toda a técnica das artes, agindo, desse modo, sobre a própria invenção, chegando talvez mesmo a modificar a própria noção de arte em termos mágicos.”
Paul Valéry: Pièces sur l’art. Paris (s. data) pp. 103/104 (’La conquête de l’ubiquité”).