


João Oliveira é um jovem designer e ilustrador português com um enorme talento e um estilo muito particular. Embora hoje em dia muitas trabalhos na que vemos na internet acabam sempre parecendo a mesma coisa, mas João consegue diferenciar-se pela sua qualidade e certos traços que caracterizam seu trabalho. Ele acaba de atualizar o seu site, On Repeat, com novos trabalhos para Hugo Boss, Diesel e Computer Arts. Valhe a pena conferir o portfolio inteiro.

Chegando perto do ano 2010, a regra é clara, os 90’s vão voltar. Se é que já não voltaram.
Um dos designers que mais marcou essa época é Jonathan Barnbrook.
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O trabalho fala pela ideologia.
Conheça de perto também o seu trabalho tipografico.
Qual a sua referencia de 90’s? boysband?

(trilha mp3: Lovage – book of the month)
Já diz a sabedoria popular que não se deve julgar um livro pela capa, mas não dá pra negar que uma embalagem bonita e que expresse a idéia do conteúdo é essencial para o impulso inicial de querer levrar o livro pra casa.
O site The Book Cover Archive cataloga algumas belas capas com foco na qualidade do design relacionando autor, artista, designers, ilustrador, fotógrafo, tal e coisa, coisa e tal…
Quando a capa é boa, depois de lido [ou não], o livro vira até objeto de decoração, porém, infelizmente, um rápido rolê em alguma livraria prova que boa parte das editoras não levam muito em conta o ditado de que “a primeira impressão é a que fica” e parecem deixar a criação do visual de suas publicações para este site aqui.

Neville Brody no OFFF2009 foi só mais um exemplo de alguém cujo trabalho, assim quanto tudo que é verdadeiro, não necessita auto-explicação. Admiro os designers que têm consciência do tempo projetam e a sua afirmação de que “pela primeira vez na história vivemos num lugar onde o futuro se parece pior que o passado”, só dá mais lucidez para o discurso de Brody.
Aliás, consciência do tempo e da própria vida foi o que mais me chamou atenção nas coisas que vi no evento. Seja consciência da própria história como tem a Paula Scher, ou do processo como PES que documenta de forma primorosa os seus projetos (mesmo quando isso envolve um simples spaghetti), ou Stefan Sagmeister que busca ser feliz com design e por isso o faz tão sincero e verdadeiro.
Depois do OFFF, eu e uma mochila circularam por mais algumas semanas para atracar na School of Life, em Londres. A príncipio pode parecer que é a “dose” de Vila Madalena e da hipponguice da Inglaterra (mentira!), mas se é mesmo verdade que as pessoas querem ouvir ideias que façam a diferença, a School of Life atende bem a demanda.
Tive a sorte de ouvir um sermão com Luke Johnson, colunista do Financial Times e presidente do Channel 4. Ele acredita que se arriscou mais na vida que muitos de nós… e ao que parece ele não pretende parar em tempos de incerteza econômica. Mas Luke lembra que tempos difíceis podem relevar todo o tipo de oportunidade.
Até que ponto o perigo de uma recessão faz com que percamos a coragem para fazer a mudança que queremos ver no mundo? Não há dúvida que as coisas não andam muito bem, mas como ele bem disse, não quer dizer que devemos parar de assumir riscos. Mas o que mais me assustou – depois do OFFF, do sermão e de tudo mais – não é nem a impossibilidade de concretizar planos, mas a infinidade de possibilidades a disposição de uma geração que parece que precisa da cláusula “ser aceito” no contrato. (continua num próximo post)