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03/09/2009


Está aberto o PROGRAMA de DOAÇÕES da TUPIGRAFIA. Repassando a excelente iniciativa de Tony de Marco, editor da revista, segue aqui esta ótima notícia:

“A revista Tupigrafia se dedica a mostrar a produção nacional do design tipográfico brasileiro [além do interesse pela produção de arte caligráfica] e suas manifestações no design gráfico e na cultura em geral. Também se propõe a trazer para os seus leitores as informações ligadas ao cenário internacional.”

Quem ainda não conhece, visite o site www.tupigrafia.com.br e o flickr.

Leia mais…

20/07/2009


A Austrália é um lugar engraçado. Socialmente, não é nada diferente do que estamos acostumados no Brasil, mas se você pensar que se trata de um continente isolado do outro lado do mundo, não é surpresa encontrar coisas estranhíssimas no meio da rua.

É um lugar cheio de dualismos curiosos: a cultura e a cozinha australiana, aborígenes, didgeridoos de um lado – e uma confusão cosmopolita do outro, que faz com que Sydney seja uma cidade onde cada bairro é super diferente dos outros. Cada um pode escolher o lifestyle que quiser, e apesar disso ser ótimo, às vezes chega a parecer falta de identidade.

A qualidade de vida é ótima, as pessoas são educadas, o sistema viário funciona bem, é seguro e qualquer um pode se sustentar muito bem. É uma terra onde um bom marceneiro pode ganhar muito mais dinheiro do que um arquiteto pós-graduado, onde as oportunidades existem pra todos. A arquitetura é extremamente inovadora, corajosa e todas as novas construções precisam seguir normas extremamente rígidas de sustentabilidade. A comida é boa, os vinhos locais são fenomenais e as praias são lindas. Nada mal pra um continente que começou como depósito de criminosos, né?

A preocupação com a sustentabilidade chega a ser uma paranóia, mas ninguém pode negar que eles estão certos em cuidar da terra que é deles – considerando que grande parte do território é um deserto. Tudo aqui caminha pra ser sustentável em pouquíssimo tempo, e você vê isso em cada esquina – a preocupação com a conservação do meio ambiente é parte da vida de todo mundo, é natural. Eles impedem a todo custo que outras espécies de plantas e animais entrem na Austrália – como forma de preservar o ecossistema nativo e evitar que novas pragas dizimem a flora e fauna locais e se tornem um problema – a exemplo dos camelos que foram trazidos da África como meio de transporte no deserto e hoje formam manadas gigantes de camelos selvagens que destroem plantações.

Aqui se encontram mais restaurantes tailandeses do que qualquer outra coisa – não que eu reclame disso, mas também pude comer carne de canguru – que é uma delícia – e ver coisas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo. Mas também tem feiras de rua, galerias de arte pequenas e grandes, lojinhas lindas de design e papelaria, estilistas e bandas independentes, bares pra todos os gostos e coisas novas pra se ver todo dia.

Cacatuas começam a gritar de manhã bem cedo, tem lorikeets por todos os lados e a primeira vez que se vê um canguru pulando chega a dar um nó no cérebro. A Austrália é um lugar incrível, dá dor no coração de ir embora – esta terra seduz a gente com sonhos de tranquilidade, praias de areias branquinhas e opções infinitas de cultura e diversão.

Welcome to the land down under.

Mais fotos no meu Flickr.

07/07/2009


Já imaginou “Impressoras de Comida” ou “Carne que Cresce”?

Esta é a dissertação de Mestrado em “Interaction Design” de Matt Brown, pela Universidade de Umea, Suécia. Lidando com um assunto por vezes polêmico, porém de assimilação total (quem não opina sobre comida?), Brown criou pequenos protótipos de maquinários e engenhocas que – segundo sua tese – seriam responsáveis pela alimentação da população em 2040. Não postulando uma verdade, porém dando uma cara descontraída a um futuro próximo, Matt experimentou com objetos que apontam para se tornar lugares-comuns em alguns anos, como impressoras 3d, por exemplo, e carne criada em laboratório (que já existe). Se você pudesse criar suas próprias frutas e ovos, por exemplo, você não o faria?

Coisas inusitadas surgem como: Frutas com partes de outras frutas dentro, Bifes que se marinam ao serem torcidos, Ovos com desenhos de sabor, um Gerador Instantâneo de Queijo, Carne em palitos, etc, etc…

Eu particularmente achei um assunto muito legal de ser colocado em pauta, e por um principal motivo: Matt, nesta proposição, encara a comida como uma Interface, e é disso que o Design de Interação fala sobre.

Mais detalhes aqui

25/06/2009


Trabalho de Eduardo Recife.

Vivemos uma época em que a perfeição parece muito fácil. Temos, à disposição, infinitas ferramentas, técnicas, informações, tutoriais e tantas outras soluções para a busca desenfreada por produções rápidas e aceitáveis que caracteriza a nossa sociedade. De cartazes a pessoas, muito do que vemos todos os dias foi projetado e moldado para se enquadrar a um padrão que não tolera a diferença. No campo artístico isso parece ainda mais evidente. Cantores usam softwares que acertam as notas, fotógrafos corrigem problemas de luz e enquadramento com ferramentas de tratamento de imagens e qualquer tremida na hora do desenho pode ser resolvida depois na vetorização. Parece que a habilidade e a destreza não são mais características tão necessárias.

Evidentemente, não devemos nem podemos desprezar os recursos disponíveis que nos poupam tempo e permitem resultados excelentes. O que muda é o foco. Se, em outros tempos, artistas gráficos, ilustradores e designers (que sequer existiam como profissionais com essa denominação) procuravam linhas e formas exatas, que deixassem transparecer seu virtuosismo, hoje um círculo perfeito impresso num papel não tem valor algum. Por outro lado, podemos nos libertar da necessidade de mostrar do que somos capazes e assumir que certos padrões não representam mais algo desejável. A perfeição se tornou ordinária e é o defeito que atrai o olhar. O defeito, que é único, expressivo, que revela sentimentos, circustâncias, limitações e, sobretudo, personalidade. É muito mais difícil reproduzir o defeito que o perfeito. A mancha de café derramado, a marca da dobra do papel, o bolor do tecido, o excesso de tinta, o rabisco para fazer a caneta pegar, as falhas do lápis, as bordas mal definidas. O defeito nos afasta dos padrões e imprime nos projetos uma singularidade interessante e valorosa, porque traz de volta o fator humano, passível de falhas e repleto de vida.

É preciso ter coragem para expor os defeitos e resistir à tentação de procurar a obviedade daquilo que, já se sabe, irá agradar a todos. Mas criar nunca foi uma atividade tranquila e alheia às inquietações e incertezas inerentes a qualquer trabalho minimamente transformador. Portanto, com muita habilidade, senso crítico e adequação, façamos de nossos defeitos, nosso triunfo. Vamos valorizar aquilo que não pode ser produzido em série, o que é feito à mão, a limitação bem utilizada e tudo o que remete ao acaso. A beleza do defeito acalenta nossos olhos, cansados da exatidão dos computadores e cirurgias plásticas.

07/09/2008


Graduada na Konstfack University of Arts, em Estocolmo, a designer têxtil designer Hanna Nyman está se destacando na indústria de decoração de interiores pelos seus papéis de parede diferentes. Ela trabalha com padrões e texturas diferentes, nos quais a padronagem floral “sai” da superfície do papel e se torna tridimensional. Hanna também faz esculturas utilizando origamis e luz.

Via Cool Hunting.

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