Posts Tagged ‘cultura’

set
07

Graduada na Konstfack University of Arts, em Estocolmo, a designer têxtil designer Hanna Nyman está se destacando na indústria de decoração de interiores pelos seus papéis de parede diferentes. Ela trabalha com padrões e texturas diferentes, nos quais a padronagem floral “sai” da superfície do papel e se torna tridimensional. Hanna também faz esculturas utilizando origamis e luz.

Via Cool Hunting.

Por priscilla, em 7 de setembro de 2008 às 3:34 pm       1 comentário »
set
03

Uma entrevista ao folklorista Atahualpa Yupanqui no programa de Soler Serrano. Por nenhum motivo de imagem, só porque é bom conhecer pessoas geniais e humildes assim. Em espanhol, mas vai você consegue!

Atahualpa Yupanqui - Entrevista Soler Serrano 1/7

A entrevista está em 7 partes que você pode navegar por aqui.

Por Alicia Ayala, em 3 de setembro de 2008 às 9:51 am       0 comentários »
ago
09

Este é um dos 90 recipientes que o artista italiano Piero Manzonium numerou e no qual pôs 30 gramas de suas fezes. O título da obra é singelo: “Artist’s Shit” (Merda de artista), grafado na latinhas em inglês, francês, italiano e alemão. Hoje cada lata está avaliada em 100 mil euros. A galeria Tate de Londres comprou uma em 2002 por 22mil e 300 libras com dinheiro público. O museu justificou a aquisição: “Manzonium foi um artista internacional incrivelmente importante ”.

Atualmente é difícil encontrar alguém que faça críticas consistentes a arte contemporânea. Aliais é difícil encontrar quem tenha um posicionamento crítico perante qualquer coisa. Quando muito do que se lê por ai são resenhas que parecem ter sido encomendadas para não dizer compradas ou escritas por alguém que pouco entende do assunto.

Porém, ainda existem pessoas que ousam criticar (bizarro dizer isso, mas hoje criticar se tornou ousadia) a sintomática artes plásticas de hoje. Mesmo que estas poucas vozes às vezes pareçam sumir diante a parafernália midiática e espetaculosa da cultura contemporânea, elas ecoam.

Uma dessas vozes é a de Luciano Trigo – Escritor, jornalista e editor de livros com seu blog Máquina de escrever. São de grande inspiração suas análises e críticas para pensarmos o cenário artístico atual, no qual qualquer porcaria é entitulada arte e pode ser vendida por milhões de dólares. Segue abaixo dois trechos de suas análises:

“Na arte, isso se refletiu de duas maneiras: primeiro, o fim da tradição do novo , isto é, a idéia de que tudo já tinha sido feito, e que só restava citar, recombinar, copiar ou simplesmente se apropriar de recursos do passado; segundo, a capitulação do artista ao mercado e às instituições . Os próprios museus aderiram a uma dinâmica associada ao consumo, ao entretenimento e ao espetáculo: a arte se tornou uma ramificação a mais da indústria cultural, e hoje, em termos práticos, seu status no mundo é mais ou menos semelhante ao da moda, com todas as suas características (incluindo as famosas tendências ). A esfera da cultura se reduz ao lazer e entretenimento comercializável, perdendo sua função crítica.”

Vivemos a era da reiteração . Mecanismos vorazes de repetição do mesmo, reiterado em versões cada vez mais caras, esmagam o impulso da criação, ou ao menos limitam drasticamente, sobre a aparência da diversidade, o campo da inovação artística. Hoje ele é dominado pelas variações lúdicas sobre propostas do passado, se possível com um efeito desconcertante ou irônico como o de uma gracinha: transgressões controladas, apropriações de apropriações, citações irônicas e provocações tediosas constituem hoje o vocabulário de boa parte da arte contemporânea de sucesso, isto é, da arte reconhecida pelo mercado e pelas instituições, isto é, da arte oficial.”

“Por tudo isso, não se trata aqui de contestar este ou aquele artista, esta ou aquela obra, o que seria inútil, mas de compreender o contexto e a dinâmica da produção artística contemporânea. Existem, é claro, artistas de verdade e impostores, mas para o sistema isso não faz diferença. Ou alguém realmente acredita que um coelho de alumínio de Jeff Koons (coelho no qual ele sequer encostou o dedo) pode valer (eu disse valer, não custar) mais que um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Henry Moore?”

Outra voz crítica importante é a do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Suas críticas estão nos livros Descontruir Duchamp – a arte na hora da revisão e A cegueira e o Saber . Fiquei sabendo que ele lançará um terceiro livro sobre o assunto: O enigma vazio - impasses da arte e da crítica , que coincidirá com a bienal de arte de SP que já está sendo chamada de “a bienal do vazio”.

Abaixo alguns dos títulos dos artigos do Livro Desconstruir Duchamp:

- Fotografia do equívoco – A aura está no livro, na foto, no texto. Diante da obra real há o desencanto

- Suicídio da arte – O rei está nu e há muito rolou as escadas, sem aura e sem vestes

- O inacabado, o rascunho, o precário, etc. – Na modernidade, esboço e processo são tomados pela obra realizada

A seguir um trecho do livro A cegueira e o saber do artigo Ulisses e esse “mal-estar”

“…não temos que analisar nada, as coisas não fazem mesmo sentido, gostamos da superficialidade, do provisório, da confusão entre marginal e mocinho, de apropriação procedente e indébita, da transgressão pela transgressão, do brilho instantâneo das drogas ou dos flashes. Enfim estamos sadomasoquisticamente achando um barato “o mal-estar” da contemporaneidade.”

Para terminar o post uma obra de “arte” contemporânea.

“A obra acima, de Damien Hirst, integra a série conceitual “As Quatro Estações” e é composta por uma estante de aço inoxidável e vidro, com 6.136 pílulas de diversas cores, que aludem às estações do ano. É a mais cara obra de um artista vivo do mundo: foi comprada por 19,1 milhões e dólares em 2007.” Luciano Trigo - Leia está crítica na íntegra

Por rafaelnobre, em 9 de agosto de 2008 às 10:50 pm       27 comentários »
jul
16

Para meu primeiro post resolvi referenciar uma linguagem que muito me agrada e que aparentemente perdeu o posto de “arte principal” no meio artístico: a pintura.

O trabalho de Mustafa Maluka agrega diversas referências da cultura que ele vive. Ele é um jovem de 20 e poucos anos que produz pintura na África do Sul. Quem foi na última Bienal de São Paulo teve a chance de ver ao vivo as telas de 3m de altura, com massas de cores estrategicamente posicionadas, o fundo feito por serigrafia e as velaturas dos rostos.

A grande questão do trabalho dele é que esses rostos são retirados de revistas, fotografias, jornais, etc. e Mustafa os transforma pinturas. Ou seja, ele atribui significados a estes rostos de diversas etnias. Significados múltiplos, ligados ao pensamento cultural.
Mesclando a cultura urbana, hip hop, grafite, a influência da cidade, ele pensa em questões
extremamente atuais utilizando uma técnica antiga, com alguns diferenciais.

Prestem atenção nos títulos dos trabalhos!

Por Fernanda Trovão, em 16 de julho de 2008 às 3:31 pm       1 comentário »

IdeaFixa art e-magazine© IdeaFixa 2008. Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Home | A IdeaFixa | Participe | Veja todas as Edições | Blog | Parcerias | Contato