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27/05/2009

No meio de tanto UP tem um que não para de crescer, o Mashup é uma nova ordem que tem em divertido muito na web e trazendo essa vibe de transformação, convergência e reciclagem que o mundo precisa. Tem muitos hit, acessório e plataforma voltando do mundo dos mortos desde que o homem percebeu que a gente cria quando a gente transforma.

Eu tenho um grande amigo metido no meio dessa bagunça que me enche de orgulho sempre que faz uma presepada. haha e dessa vez o Faroff se superou! O cara já era o Rei do Mashup misturando ícones do Pop com o Gueto do Leste Europeu. Agora, cansado de esperar pelo meu help no FinalCut, eles mesmo editou algumas imagens e fez o clip de alguns dos seus maiores sucessos.
O canal no youtube tá bombando e dá pra baixar os singles todos lá no myspace.
Mais do que um jabá, esse post é uma pilha a mais pra todo mundo perceber que a chave da criação é a referência! Conhecer linguagens, descobrir e decodificar mensagens, embaralhar todas elas e dizer algo novo. O munda tá pedindo pra ser transformado e a internet ta colocando as ferramentas e os insumos na cara das pessoas. É só pegar e realizar. Tenho muitos amigos criativos, mas poucos são realizadores. Tem uns que criam e perdem, outros que criam e vendem. Eu acredito mais nos que realizam e tocam alguma coisa boa pra frente.

Por: Janara
08/01/2009


Jasper Michael de Waard desenha fontes.

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Traduzindo sua bio do Myfonts :

” Sou Jasper. Nasci em Rotterdam, Holanda, em 14 de janeiro de 1996. Sim, é isso mesmo, tenho 12 anos.

Mas por que um menino doze anos de idade quer desenhar fontes?

Bem, quando eu tinha sete anos eu costumava fazer fotos no Photoshop com o meu pai. Devagar mas firme, aprendi tudo sobre o Photoshop. Com 10 anos de idade, meu pai me deu espaço em seu site para brincar de fazer o meu próprio. Logo eu queria mais. No entanto, percebi que desenhar logotipos não era uma opção, simplesmente porque ninguém quer comprar um logotipo feito por uma criança de 12 anos.

Se eu desenhar fontes, e tentar vendê-las no MyFonts.com, as pessoas podiam ver uma delas e só depois descobrir que tenho apenas doze. E se eles gostarem de uma das minhas fontes, podem simplesmente ignorar a minha idade e comprá-la.

Espero que a maioria das pessoas julguem minhas fontes por si mesmas, ignorando a minha idade.”

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Para ver todas as variações da fonte Rotterdam, criada por Jasper, clique aqui.

14/08/2008

Clonewar é um projeto que reúne diversos artistas gráficos do mundo todo. Vale a pena conferir as respostas visuais que cada designer criou para questões polêmicas sobre ciência, clonagem, comportamento, futuro, moral e religião. Os trabalhos também abrem questionamentos sobre o quanto a ciência interfere na criação e o quanto a criação se alimenta da ciência para se tornar viva. Veja e participe!

Créditos ao Cristiano Siqueira (CrisVector) pela indicação e pelo texto.

09/08/2008

Este é um dos 90 recipientes que o artista italiano Piero Manzonium numerou e no qual pôs 30 gramas de suas fezes. O título da obra é singelo: “Artist’s Shit” (Merda de artista), grafado na latinhas em inglês, francês, italiano e alemão. Hoje cada lata está avaliada em 100 mil euros. A galeria Tate de Londres comprou uma em 2002 por 22mil e 300 libras com dinheiro público. O museu justificou a aquisição: “Manzonium foi um artista internacional incrivelmente importante ”.

Atualmente é difícil encontrar alguém que faça críticas consistentes a arte contemporânea. Aliais é difícil encontrar quem tenha um posicionamento crítico perante qualquer coisa. Quando muito do que se lê por ai são resenhas que parecem ter sido encomendadas para não dizer compradas ou escritas por alguém que pouco entende do assunto.

Porém, ainda existem pessoas que ousam criticar (bizarro dizer isso, mas hoje criticar se tornou ousadia) a sintomática artes plásticas de hoje. Mesmo que estas poucas vozes às vezes pareçam sumir diante a parafernália midiática e espetaculosa da cultura contemporânea, elas ecoam.

Uma dessas vozes é a de Luciano Trigo – Escritor, jornalista e editor de livros com seu blog Máquina de escrever. São de grande inspiração suas análises e críticas para pensarmos o cenário artístico atual, no qual qualquer porcaria é entitulada arte e pode ser vendida por milhões de dólares. Segue abaixo dois trechos de suas análises:

“Na arte, isso se refletiu de duas maneiras: primeiro, o fim da tradição do novo , isto é, a idéia de que tudo já tinha sido feito, e que só restava citar, recombinar, copiar ou simplesmente se apropriar de recursos do passado; segundo, a capitulação do artista ao mercado e às instituições . Os próprios museus aderiram a uma dinâmica associada ao consumo, ao entretenimento e ao espetáculo: a arte se tornou uma ramificação a mais da indústria cultural, e hoje, em termos práticos, seu status no mundo é mais ou menos semelhante ao da moda, com todas as suas características (incluindo as famosas tendências ). A esfera da cultura se reduz ao lazer e entretenimento comercializável, perdendo sua função crítica.”

Vivemos a era da reiteração . Mecanismos vorazes de repetição do mesmo, reiterado em versões cada vez mais caras, esmagam o impulso da criação, ou ao menos limitam drasticamente, sobre a aparência da diversidade, o campo da inovação artística. Hoje ele é dominado pelas variações lúdicas sobre propostas do passado, se possível com um efeito desconcertante ou irônico como o de uma gracinha: transgressões controladas, apropriações de apropriações, citações irônicas e provocações tediosas constituem hoje o vocabulário de boa parte da arte contemporânea de sucesso, isto é, da arte reconhecida pelo mercado e pelas instituições, isto é, da arte oficial.”

“Por tudo isso, não se trata aqui de contestar este ou aquele artista, esta ou aquela obra, o que seria inútil, mas de compreender o contexto e a dinâmica da produção artística contemporânea. Existem, é claro, artistas de verdade e impostores, mas para o sistema isso não faz diferença. Ou alguém realmente acredita que um coelho de alumínio de Jeff Koons (coelho no qual ele sequer encostou o dedo) pode valer (eu disse valer, não custar) mais que um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Henry Moore?”

Outra voz crítica importante é a do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Suas críticas estão nos livros Descontruir Duchamp – a arte na hora da revisão e A cegueira e o Saber . Fiquei sabendo que ele lançará um terceiro livro sobre o assunto: O enigma vazio – impasses da arte e da crítica , que coincidirá com a bienal de arte de SP que já está sendo chamada de “a bienal do vazio”.

Abaixo alguns dos títulos dos artigos do Livro Desconstruir Duchamp:

- Fotografia do equívoco – A aura está no livro, na foto, no texto. Diante da obra real há o desencanto

- Suicídio da arte – O rei está nu e há muito rolou as escadas, sem aura e sem vestes

- O inacabado, o rascunho, o precário, etc. – Na modernidade, esboço e processo são tomados pela obra realizada

A seguir um trecho do livro A cegueira e o saber do artigo Ulisses e esse “mal-estar”

“…não temos que analisar nada, as coisas não fazem mesmo sentido, gostamos da superficialidade, do provisório, da confusão entre marginal e mocinho, de apropriação procedente e indébita, da transgressão pela transgressão, do brilho instantâneo das drogas ou dos flashes. Enfim estamos sadomasoquisticamente achando um barato “o mal-estar” da contemporaneidade.”

Para terminar o post uma obra de “arte” contemporânea.

“A obra acima, de Damien Hirst, integra a série conceitual “As Quatro Estações” e é composta por uma estante de aço inoxidável e vidro, com 6.136 pílulas de diversas cores, que aludem às estações do ano. É a mais cara obra de um artista vivo do mundo: foi comprada por 19,1 milhões e dólares em 2007.” Luciano Trigo – Leia está crítica na íntegra

08/07/2008


Le Charme discret de la bourgeoisie é um filme genial de Luis Buñuel de 1972. Poderia escrever um milhão de coisas sobre o filme, mas a única que quero dizer é: veja, veja, veja, veja, veja, veja!

Buñuel e Dali fizeram em 1930 Un Chien en Andalou, disponível para download no archive.org (site para favoritar), e L’Age D’Or.

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