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	<title>IdeaFixa &#124; ilustração, design, fotografia, artes visuais, inspiração, expressão &#187; consumo</title>
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	<description>IdeaFixa - canal de inspiração e expressão, artes visuais, ilustracão, design e fotografia</description>
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		<title>Filosofia do Design &#124; Consumo de Crenças e a Alienação</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 13:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Beccari</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[alienação]]></category>
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		<description><![CDATA[texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Formas do Consumo &#124; ilustrações de minha autoria Sabe aqueles assuntos que evitamos discutir, mas que todos nós temos uma opinião a respeito? Religião, política, gosto musical, futebol… No fundo, discutir sobre estas coisas é discutir sobre crenças e, portanto, sobre aquilo que nos faz ser quem somos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-31536" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/09/aliena01a.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p><em>texto originalmente publicado no <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/2011/06/22/consumo-de-crencas-e-a-alienacao/" target="_blank">Filosofia do Design</a> e no <a href="http://blog.formaelementar.com/?p=643" target="_blank">Formas do Consumo</a> | ilustrações de minha autoria</em></p>
<p>Sabe aqueles assuntos que evitamos discutir, mas que todos nós temos uma opinião a respeito? Religião, política, gosto musical, futebol… No fundo, discutir sobre estas coisas é discutir sobre crenças e, portanto, sobre aquilo que nos faz ser quem somos. Mas será que a própria crença pode ser considerada um objeto de consumo? Se pensarmos em nossos gostos musicais e em nosso time de futebol, tal suposição não parece ser tão absurda. Quando elegemos determinada marca a ser sempre consumida (você só compra leite Parmalat, por exemplo), não estamos apenas acreditando que aquela empresa é melhor que seus concorrentes, mas também estamos assumindo um determinado modo de vida, um conjunto de hábitos e, por que não, uma personalidade que nos caracteriza enquanto indivíduos.<span id="more-31533"></span></p>
<p>Para fins reflexivos, podemos classificar o “consumo de crenças” em três grandes categorias: <em>easy</em>, <em>medium</em> e <em>hard</em>. No primeiro caso, basta identificar-se com determinada crença para consumi-la. Qualquer um pode tornar-se isso ou aquilo, é só querer – torcer pelo Palmeiras ou Flamengo, ser hetero/homo/bissexual, ser ateu ou agnóstico, etc. Assim como na doutrina do Espiritismo, o consumo <em>easy </em>funciona na base do <em>autobatismo</em>, como também ocorre no Islamismo, ao declararmos o nosso testemunho de fé (<em>Shahada</em>), ou na Umbanda, onde só precisamos frequentar os terreiros.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-31537" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/09/aliena02a.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p>No consumo <em>medium</em>, porém, é necessário que um representante aprove a sua crença para que você possa consumi-la. Trata-se de tudo aquilo que pressupõe um ritual de batismo, isto é, um reconhecimento formal – entrevistas de emprego, vinculações a partidos políticos, torcidas organizadas, etc. Para você se tornar budista, por exemplo, há uma cerimônia onde você deve recitar votos e fazer juramentos. De modo semelhante, as igrejas pentecostais promovem batismos de iniciação àqueles que queiram pertencer a essa religião.</p>
<p>Finalmente, o consumo <em>hard</em> é mais rigoroso: etapas sistemáticas de provação, anos de estudos, disciplina severa, sacrifícios, etc. Exemplo disso é qualquer carreira de vida baseada em uma instituição formal: carreira acadêmica, carreira militar, carreira política, etc. Retomando a analogia religiosa, no Judaísmo você precisa estudar e ser avaliado pelos rabinos, além da cirurgia de circuncisão nos homens. No catolicismo, por sua vez, depois do batismo você precisa fazer a comunhão, a confissão e a crisma. Por fim, no hinduísmo você precisa trabalhar no templo hindu, estudar a doutrina, receber um nome espiritual e raspar a cabeça.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-31538" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/09/aliena04a.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p>Evidentemente, qualquer crença pode ser consumida de maneira <em>easy</em> ou <em>hard</em>. Isso significa que o consumo de crenças é feito de forma diferenciada entre as pessoas, fato este que se confunde com o conceito de <em>alienação</em> (do latim <em>alienare</em> ou <em>alienus</em>, que significa afastar, distanciar, estar alheio). Enquanto um consumidor <em>easy</em> geralmente acusa o consumidor <em>hard </em>como sendo alienado, o mesmo pode ocorrer no caminho inverso: o consumo <em>easy</em> é alienação para consumidores <em>hard</em>. Até mesmo aquele que tenta fugir de ambos os extremos, como um ateu ou um ativista anti-consumo, também pode ser considerado alienado na medida em que consome uma crença específica (aquela que nega o próprio ato de acreditar/consumir).</p>
<p>Frente a isso, há duas possíveis conclusões: <em>o ser humano é uma criatura alienada</em> ou <em>o ser humano é uma criatura consumista</em>. Particularmente, creio que o consumo é a mesma coisa que alienação (e vice-versa), mas que, acima de tudo, se trata de algo necessário para que nossa vida tenha sentido. Somos todos alienados simplesmente porque temos consciência de nós mesmos, porque consumimos um determinado <em>modelo</em> de vida, porque estamos sempre buscando um sonho e enfrentando dificuldades em prol daquilo que amamos. Não ser alienado, entretanto, significa a mais pura alienação: viver à beira do abismo de uma vida sem sentido, sob a agonia de enxergar todo o vazio que a cegueira alheia voluntariamente não vê.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-31539" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/09/aliena03a.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p>Acredito, portanto, que a cegueira é sempre inevitável, mas que, por outro lado, temos a capacidade de enxergar aquilo que queremos ver. Pois todo e qualquer tipo de consumo é um tipo de <em>acesso</em> a uma única coisa: a nós mesmos. Embora este raciocínio possa parecer demasiado relativista, pelo contrário, não é. Se eu estiver certo, nenhuma realidade consumida (nenhuma crença em si) pode ser contestada, demonstrada ou reconhecida como legítima ou falsa. Na verdade, o próprio consumo configura uma única realidade <em>dissolvida</em> entre todas as outras.</p>
<p><iframe width="600" height="367" src="http://www.youtube.com/embed/RbuEhwselE0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Filosofia do Design</strong> { <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/" target="_blank">blog</a> | <a href="http://twitter.com/filosofiadesign" target="_blank">twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/pages/Filosofia-do-Design/184478841563193" target="_blank">facebook</a> | <a href="http://vimeo.com/channels/filosofiadodesign" target="_blank">vimeo</a> } | Vídeo acima: <em>trailer de <em>Agora (2009) – um exemplo da real fragilidade entre o easy e o hard no consumo de crenças.</em></em></p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/fdd-consumo-de-crencas-e-a-alienacao" data-text="Filosofia do Design | Consumo de Crenças e a Alienação" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=185188578199881&amp;href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Ffdd-consumo-de-crencas-e-a-alienacao&amp;send=false&amp;layout=button_count&amp;width=450&amp;show_faces=false&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/alienacao/" title="alienação" rel="tag">alienação</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/crencas/" title="crenças" rel="tag">crenças</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/filosofiadodesign" title="filosofia do design" rel="tag">filosofia do design</a><br />
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		<title>Back to the Start</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 20:48:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Baldin</dc:creator>
				<category><![CDATA[stop motion]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<description><![CDATA[Update: Removeram o video do Vimeo, mas achei no YouTube. Um stopmotion muito bem feito, incentivando os fazendeiros a voltarem às origens. Indo contra a maré industrial. Também conta com a cover de &#8220;The Scientist&#8221; do Coldplay, feita por Willie Nelson. Abordando o mesmo assunto &#8211; Particularmente sempre procuro produtos que não são feitos massivamente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="600" height="367" src="http://www.youtube.com/embed/aMfSGt6rHos" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Update: Removeram o video do Vimeo, mas achei no YouTube.</em></p>
<p>Um stopmotion muito bem feito, incentivando os fazendeiros a voltarem às origens. Indo contra a maré industrial. Também conta com a cover de &#8220;The Scientist&#8221; do Coldplay, feita por Willie Nelson. <span id="more-31369"></span></p>
<p>Abordando o mesmo assunto &#8211; Particularmente sempre procuro produtos que não são feitos massivamente, busco boas alternativas, como por exemplo <a href="http://www.dobem.com/" target="_blank">Do Bem</a> e <a href="http://leitissimo.com.br/" target="_blank">Leitíssimo</a>. Fogem um pouco do processo megalomaníaco de industrialização, são em menor escala e com melhor qualidade.</p>
<p>Existe também outros movimentos, como por exemplo <a href="http://www.madeinnyc.org/">Made in NYC</a>, priorizando venda de produtos locais, como uma tentativa de fuga de grandes corporações e ajudando a população da cidade internamente. </p>
<p>Talvez reflita um pouco um dilema pessoal, de escapar do mundo da publicidade de grandes agências e grandes clientes, e focar em algo que traga alternativas melhores à população. É difícil, mas não é tão utópico.</p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/back-to-the-start/" data-text="Back to the Start | StopMotion" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=185188578199881&amp;href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Fback-to-the-start%2F&amp;send=false&amp;layout=button_count&amp;width=450&amp;show_faces=false&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/stopmotion/" title="StopMotion" rel="tag">StopMotion</a><br />
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		<title>Filosofia do Design &#124; Mentira, sinceridade e consumo</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 14:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Beccari</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<description><![CDATA[originalmente publicado no Filosofia do Design e no Formas do Consumo &#124; ilustrações de Guilherme Henrique Como todas as palavras que se referem ao ser humano, o consumo nunca possuirá definições precisas e inquestionáveis. A opinião é necessária, sendo que a própria opinião também pode ser considerada uma forma de consumo. Por exemplo, parte da minha opinião sobre o consumo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-30748" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/08/1_MS.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p><em>originalmente publicado no <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/2011/05/17/mentira-sinceridade-e-consumo/" target="_blank">Filosofia do Design</a> e no <a href="http://blog.formaelementar.com/?p=526" target="_blank">Formas do Consumo</a> | ilustrações de <a href="http://www.flickr.com/photos/gui667" target="_blank">Guilherme Henrique</a></em></p>
<p>Como todas as palavras que se referem ao ser humano, o <em>consumo</em> nunca possuirá definições precisas e inquestionáveis. A opinião é necessária, sendo que a própria opinião também pode ser considerada uma forma de consumo. Por exemplo, parte da minha opinião sobre o consumo foi literalmente <em>consumida</em> da opinião de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard" target="_blank">Jean Baudrillard</a>, que por sua vez digeriu e <em>defecou</em> outras opiniões, chegando à seguinte conclusão: o consumo não é literalmente <em>real</em>.<span id="more-30738"></span></p>
<p>Para explicar isso, recorro a uma frase de Franz Kafka que dizia mais ou menos assim: confissão e mentira são a mesma coisa; não podemos dizer o que somos, justamente porque <em>somos</em> isso; podemos dizer apenas aquilo que não somos, ou seja, somente a mentira. Seria então o consumo uma forma de mentira? Apenas se a mentira for entendida como contrário da verdade e não da sinceridade – você pode falar a verdade sem ser sincero, mas o consumo parece ser algo maior que a verdade e a mentira, talvez algo como uma “mentira sincera”.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-30749" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/08/2_MS.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p>E o que seria uma <em>mentira sincera</em>? Suicídio, traição, masoquismo e masturbação, por exemplo, ilustram o que eu quero dizer. Trata-se de situações onde estamos mentindo para nós mesmos e, ao mesmo tempo, sendo sinceros. Partimos de uma situação <em>irreal</em>, imaginada e fantasiosa que produz sentimentos reais e sinceros, como dor e prazer. A grande ironia é que quanto mais evitamos e rechaçamos essas <em>mentiras sinceras</em>, mais temos necessidade de expressá-las – esta é a metáfora do “monocromático” (como uma ausência de cores que <em>colore</em> as situações cotidianas) retratada nesta bela canção de Yann Tiersen:</p>
<p><iframe width="600" height="371" src="http://www.youtube.com/embed/Do_HpqILPLo?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Permitam-me um exemplo aparentemente distante do assunto: assim como em qualquer site da internet, você leitor está de certa forma interagindo comigo agora, sem ver meu rosto ou meus olhos, apenas “escutando” o que eu tenho pra falar. Mesmo se estivéssemos em uma conversa pessoal, frente a frente, evitaríamos ficar em silêncio, teríamos medo de ser <em>chatos</em> ou <em>sem assunto</em>. Temos a necessidade de interagir o tempo todo, nem que seja para perguntar que horas são, se vai chover daqui a pouco, etc. Criamos assim uma atmosfera parcialmente pessoal: através de uma empatia necessária, evitamos tocar em assuntos muito íntimos, como nossas angústias, desejos sexuais, complicações afetivas, etc.</p>
<p>Em última instância, estamos mentindo o tempo todo para esconder o que verdadeiramente sentimos e pensamos. Se não fosse assim, contudo, não daríamos valor às relações mais íntimas, ao amor, ao sexo, à arte e, enfim, tudo aquilo que consumimos na vida. É neste valor ocasionado pela ausência de sinceridade que reside o <em>consumo</em>, isto é, aquela necessidade de <em>mentiras sinceras</em> que tornam nossa vida mais intensa, sensível e, em resumo, mais <em>humana</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-30750" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/08/3_MS.jpg" alt="" width="600" height="433" /></p>
<p>Afinal, você simplesmente não é <em>ninguém</em> quando você é real e sinceramente <em>você</em>. Uma mulher atraente, por exemplo, geralmente é mais sensual quando ela não está nua, explícita, sentada numa privada. Em minha opinião, portanto, o consumo é como se fosse esse <em>véu</em> de nós mesmos, algo diretamente ligado à sedução, àquela <em>mentira sincera,</em> ao <em>entretenimento</em> – <em>entre-ter</em> significa aquilo que está entre você e aquilo que você <em>quer ter/ser</em>, ou seja, aquilo que imaginamos e fantasiamos sobre nossa própria vida. Enfim, todas as coisas que não podemos fazer, mas que fazemos às escondidas.</p>
<p><strong>Filosofia do Design</strong> { <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/" target="_blank">blog</a> | <a href="http://twitter.com/filosofiadesign" target="_blank">twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/pages/Filosofia-do-Design/184478841563193" target="_blank">facebook</a> | <a href="http://vimeo.com/channels/filosofiadodesign" target="_blank">vimeo</a> } | <em>Vídeo acima: <em><em>Monochrome (Yann Tiersen, 2006)</em></em></em></p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/fdd-mentira-sinceridade-consumo" data-text="Filosofia do Design | Mentira, sinceridade e consumo" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=185188578199881&amp;href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Ffdd-mentira-sinceridade-consumo&amp;send=false&amp;layout=button_count&amp;width=450&amp;show_faces=false&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/filosofiadodesign" title="filosofia do design" rel="tag">filosofia do design</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/mentira/" title="mentira" rel="tag">mentira</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/sinceridade/" title="sinceridade" rel="tag">sinceridade</a><br />
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		<title>Filosofia do Design &#124; O Consumo Inconsumível</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 14:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Beccari</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[alienação X liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[American Beauty]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Baudrillard]]></category>

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		<description><![CDATA[texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples &#124; ilustrações de Nicholas Pierre Em meu entendimento, a maneira mais ingênua de tratar o consumo é encará-lo como um modo passivo de alienação ou manipulação ocasionado pela malvada indústria cultural. Em primeiro lugar, o consumo não é passivo, mas sim ativo: por mais persuasiva que uma propaganda seja, ninguém te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-28989" title="che_1" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/07/che_1.jpg" alt="" width="600" height="600" /></em></p>
<p><em>texto originalmente publicado no <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/2011/04/02/filosofia-do-design-parte-xxxiv-%E2%80%93-o-consumo-inconsumivel/" target="_blank">Filosofia do Design</a> e no <a href="http://www.designsimples.com.br/filosofia-do-design-parte-xxxiv-%E2%80%93-o-consumo-inconsumivel/" target="_blank">Design Simples</a> | ilustrações de <a href=" http://nicholaspierre.com/" target="_blank">Nicholas Pierre</a></em></p>
<p>Em meu entendimento, a maneira mais ingênua de tratar o consumo é encará-lo como um modo <em>passivo</em> de alienação ou manipulação ocasionado pela <em>malvada</em> indústria cultural. Em primeiro lugar, o consumo não é passivo, mas sim <em>ativo</em>: por mais persuasiva que uma propaganda seja, ninguém te obriga a consumir nada. Além disso, conforme nos explica Baudrillard (2008), o consumo é uma atividade sistemática sobre a qual se funda <em>todo</em> o nosso sistema cultural.<span id="more-28905"></span></p>
<p>Desde sempre o homem que vive em sociedade compra, gasta, possui e usufrui. Mas o consumo não é isso. Não se trata da comida que digerimos, nem da roupa que vestimos, nem do carro que compramos. Trata-se na verdade daquilo que torna coerente o discurso que há por detrás disso, ou seja, aquilo que dá sentido à nossa relação imediata com as coisas (materiais ou imateriais, objetos ou pessoas). O paradoxo é que o próprio sentido dado pelo consumo se <em>auto-consome</em>: um sentimento abstrato (o desejo) se materializa em algo ou alguém (gerando prazer), anulando-se e renascendo ao mesmo tempo. Isso porque não são as <em>coisas</em> que são consumidas, mas sim as <em>ideias</em>. Logo, o que sustenta o consumo é o <em>vazio</em> de nunca conseguirmos saciar uma <em>ideia </em>por completo.</p>
<p>O <em>amor</em>, a <em>redenção divina</em> e a <em>revolução </em>serão ideias eternamente consumíveis, ao passo que a própria ideia de <em>morte</em> é consumida pela ideia de <em>vida</em> (e vice-versa). Embora qualquer materialidade se desfaça frente à fugacidade das ideias, este mecanismo não nos torna <em>acorrentados ao sistema</em> – pelo contrário, diferenciamo-nos uns dos outros com aquilo que consumimos, como se a coisa ou pessoa consumida fosse um <em>álibi</em> para a nossa individualidade. “Isso explica que não haja limites ao consumo” (op. cit., p. 210). Neste sentido, o Design se realiza de modo ilimitado enquanto <em>ideia</em> a ser desejada <em>através</em> do objeto &#8211; “aquilo no qual o projeto se <em>resigna</em>” (op. cit.).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28991" title="che_2" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/07/che_2.jpg" alt="" width="600" height="600" /></p>
<p>Pois, em última análise, não há uma necessidade <em>real</em> que norteie um projeto de Design, exceto aquela necessidade irreprimível de consumir cada vez mais a si mesma. Significa que o <em>desejo</em> é uma ideia que nada mais tem a ver com a satisfação de necessidades, nem mesmo com o princípio da realidade. Trata-se de uma <em>frustração</em> que confere existência à <em>hiper-realidade</em>, isto é, àquilo que parece mais real do que a própria realidade. Esta <em>razão de viver</em>, por conseguinte, torna-se demasiado <em>vazia</em> na medida em que é simultaneamente retomada e abolida em nossas sucessivas relações com objetos e pessoas.</p>
<blockquote><p>“É da frustrada exigência por totalidade residente no fundo do projeto que surge o processo sistemático e indefinido do consumo. Os objetos/signos na sua idealidade equivalem-se e podem se multiplicar ao infinito: <em>devem</em> fazê-lo para preencher a todo instante uma realidade ausente. Finalmente é porque se funda sobre uma <em>ausência</em> que o consumo vem a ser irreprimível” (op. cit., p. 211).</p></blockquote>
<p>Esta <em>ausência</em> que sustenta o consumo é ilustrada precisamente no filme “Beleza Americana” (<em>American Beauty</em>, 1999). A história é mais ou menos assim: Lester Burnham, um pai de família tradicional, se apaixona pela amiga de sua filha, pede demissão do emprego, começa a fumar maconha e se masturba em frente à esposa. Em paralelo a isso, sua esposa transa com um milionário enquanto sua filha transa com o vizinho <em>voyer</em>, filho de um ex-militar que, não obstante, é um nazista homossexual enrustido. Detalhe que, embora o diretor Sam Mendes seja inglês, este filme ainda está entre os 10 favoritos do público norte-americano (segundo o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0169547/" target="_blank">IMDB</a>).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-28992" title="che_3" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/07/che_3.jpg" alt="" width="600" height="600" /></p>
<p>De fato, por mais constrangedora que a narrativa seja, é impossível não se comover com cada um dos personagens. Afinal, o consumo é retratado como uma <em>hipocrisia </em>sem a qual não é possível resgatar a humanidade até então deteriorada por esta mesma hipocrisia. Assim, a <em>ausência</em> se dá como algo natural e libertador, mostrando-nos que a alienação voluntária é (pelo menos) tão <em>bonita</em> quanto a ideia de liberdade. Particularmente, não vejo este filme como uma mera crítica ao <em>american way of life</em>, mas justamente um modo poético de dizer que o consumo é capaz de criar milagres sutis em meio ao cotidiano de <em>plástico</em> que nos cerca.</p>
<p>Moral da história: não vejo o consumo como algo passível de julgamento ético/moral. Ainda assim, concordo com Maristela Ono (2009) em encarar o designer como agente promotor de mudanças na cultura do consumo. Mas não acredito em mudanças positivas ou negativas, apenas em mudanças. Conforme Oscar Wilde dizia, “é justamente porque a humanidade não sabia por onde ia que conseguiu encontrar o seu caminho. A vida é uma coisa muito importante para ser discutida a sério”.</p>
<p><strong>Referências Utilizadas:</strong> BAUDRILLARD, J. O Sistema dos Objetos. Trad. Zulmira Ribeiro Tavares. São Paulo: Perspectiva, 2008. | ONO, M. M. Desafios do design na mudança da cultura de consumo. In: Anais do 1º Simpósio Paranaense de Design Sustentável (SPDS). Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2009, p. 87-91.</p>
<p><iframe width="600" height="371" src="http://www.youtube.com/embed/6Q3ltyPJJMQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Filosofia do Design</strong> { <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/" target="_blank">blog</a> | <a href="http://twitter.com/filosofiadesign" target="_blank">twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/pages/Filosofia-do-Design/184478841563193" target="_blank">facebook</a> | <a href="http://vimeo.com/channels/filosofiadodesign" target="_blank">vimeo</a> }</p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/fdd-o-consumo-inconsumivel" data-text="Filosofia do Design | O Consumo Inconsumível" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=123102571102876&amp;href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Ffdd-o-consumo-inconsumivel&amp;send=false&amp;layout=button_count&amp;width=450&amp;show_faces=false&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/alienacao-x-liberdade/" title="alienação X liberdade" rel="tag">alienação X liberdade</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/fdd-o-consumo-inconsumivel" title="American Beauty" rel="tag">American Beauty</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/jean-baudrillard/" title="Jean Baudrillard" rel="tag">Jean Baudrillard</a><br />
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		<title>Dica de livro: A cultura da participação &#8211; Criatividade e generosidade no mundo conectado</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 21:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelnobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Como a internet foi capaz de transformar tão drasticamente o modo como utilizamos nosso tempo livre? Para o guru da internet Clay Shirky, a resposta está em como as novas tecnologias permitem que, com baixíssimo custo e risco, apliquemos algo que sempre tivemos: a vontade de usar nossos talentos para criarmos juntos coisas novas. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-24188" title="A cultura da participação" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2011/03/c13782.jpg" alt="" width="600" height="357" /></p>
<p>Como a internet foi capaz de transformar tão drasticamente o modo como utilizamos nosso tempo livre? </p>
<p>Para o guru da internet <a href="http://www.shirky.com" target="blank">Clay Shirky</a>, a resposta está em como as novas tecnologias permitem que, com baixíssimo custo e risco, apliquemos algo que sempre tivemos: a vontade de usar nossos talentos para criarmos juntos coisas novas. De consumidores passivos de produtos culturais fornecidos por uma minoria, rapidamente estamos nos transformando em criadores do que outros como nós consomem. Uma mudança que parece pequena, mas vem provocando uma verdadeira revolução.</p>
<p>Nos últimos vinte anos, assistimos a uma transformação radical na forma como milhões de pessoas obtêm informação. Com a experiência de quem trabalha com mídia colaborativa desde o início da rede de computadores, o autor reúne diversos exemplos de novas e impressionantes ferramentas criadas de forma compartilhada. Algumas são bastante conhecidas, como a enciclopédia <a href="http://www.wikipedia.org" target="blank">Wikipédia</a>, enquanto outras se limitam a usuários especializados, como a plataforma de programação de código aberto <a href="http://www.apache.org" target="blank">Apache</a>. E ainda há os casos de ativismo político, como o site <a href="http://ushahidi.com/" target="blank">Ushahidi.com</a>, por meio do qual quenianos puderam burlar a censura do governo e divulgar atos de violência em tempo real.</p>
<p><a href="http://www.shirky.com" target="blank">Shirky</a> ainda explica como explorar da melhor maneira possível as oportunidades criadas pela tecnologia e pelas redes sociais. Mesmo que cada indivíduo dedique apenas uma pequena fração de seu tempo na construção de algo útil para a população do planeta, é possível gerar uma fonte inesgotável de recursos para melhorar o mundo. Uma defesa das novas formas de consumo e produção de informação e um guia de como fazer parte desta revolução com criatividade e generosidade.</p>
<p>Leia mais um trecho <a href="http://www.zahar.com.br/doc/t1378.pdf" target="_blank">aqui</a>, mais informações sobre o livro:<br />
<a href="http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=1378" target="_blank"><strong>A cultura da participação</strong> &#8211; <em>Criatividade e generosidade no mundo conectado</em></a></p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/livro-a-cultura-da-participacao" data-text="Como a internet transformou drasticamente o uso do nosso tempo livre?" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Flivro-a-cultura-da-participacao&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;font&amp;colorscheme=light&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/comportamento/" title="comportamento" rel="tag">comportamento</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/cultura/" title="cultura" rel="tag">cultura</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/internet/" title="internet" rel="tag">internet</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/livro/" title="livro" rel="tag">livro</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/reflexao/" title="reflexão" rel="tag">reflexão</a><br />
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		<title>Sem parar!</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 15:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Borghi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<description><![CDATA[É Carnaval, aquele pedaço do ano que abona todas as linhas perdidas e limites excedidos. Quatro dias sem limites! Viva! Esse foi mais um &#8220;trabalhinho&#8221; de faculdade de Max Mörtl para a HAW Hamburgo. Tweet Tags: animação, carnaval, consumo, hamburg, haw, massinha, stop motion]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É Carnaval, aquele pedaço do ano que abona todas as linhas perdidas e limites excedidos. Quatro dias sem limites! Viva!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/19338371?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" width="600" height="450" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Esse foi mais um &#8220;trabalhinho&#8221; de faculdade de <a href="http://www.maxmoertl.de/" target="_blank">Max Mörtl</a> para a <a href="http://www.haw-hamburg.de/" target="_blank">HAW Hamburgo</a>.</p>
<p><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.ideafixa.com/sem-parar/" data-text="Sem limites" data-count="horizontal" data-via="IdeaFixa">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script> <iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.ideafixa.com%2Fsem-parar%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></p>

	Tags: <a href="http://www.ideafixa.com/tag/animacao/" title="animação" rel="tag">animação</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/carnaval/" title="carnaval" rel="tag">carnaval</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/consumo/" title="consumo" rel="tag">consumo</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/hamburg/" title="hamburg" rel="tag">hamburg</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/haw/" title="haw" rel="tag">haw</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/massinha/" title="massinha" rel="tag">massinha</a>, <a href="http://www.ideafixa.com/tag/stop-motion/" title="stop motion" rel="tag">stop motion</a><br />
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		<title>Beleza roubada(?)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 22:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[apropriação]]></category>
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		<description><![CDATA[Recente  &#8211; recentíssimo, de agora pouco &#8211; tweet* da Janara me suscitou a uma reflexão sobre a imagem, a autorização e o autoral. Calma, não vou e nem tenho a pretensão de discorrer sobre semiótica e direito aqui, primeiro que &#8220;quem sou eu pra tanto&#8221; e depois que não é o objetivo do blog. Mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recente  &#8211; recentíssimo, de agora pouco &#8211; tweet* da <a href="http://www.ideafixa.com/my/user/janara" target="_blank">Janara</a> me suscitou a uma reflexão sobre a imagem, a autorização e o autoral. Calma, não vou e nem tenho a pretensão de discorrer sobre semiótica e direito aqui, primeiro que &#8220;quem sou eu pra tanto&#8221; e depois que não é o objetivo do blog. Mas, enfim, problematizemos: duas meninas blogueiras, estas consideradas (ou que se consideram&#8230;) it-girls (eu mal sabia o que era uma it-girl, precisei me consultar com uma amiga blogueira para saber que estas fulanas são semicelebridades no mundo virtual) que tiram fotos com seus looks do dia, são chamadas para posar de bacanas nas revistas de moda, dão opiniões sobre produtos, roupas, etc, ou seja: que &#8216;vendem&#8217; sua própria imagem &#8211; real ou como personagem &#8211; na internet. Estas duas meninas, <a href="http://www.misspandora.fr/zara-we-have-a-problem-la-suite/" target="_blank">Pandora</a> e <a href="http://www.leblogdebetty.com/2010/05/22/zara-we-have-a-problem/" target="_blank">Betty</a>, associaram fotos delas a estampas em peças na famosa loja de departamentos Zara.</p>
<p><span id="more-14696"></span></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-14703" title="Estampa Zara" src="http://www.ideafixa.com/wp-content/uploads/2010/06/zara1-600x800.jpg" alt="" width="600" height="800" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Versão it-betty a feia original" src="http://farm5.static.flickr.com/4072/4685676832_8b6f77be45_b.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">Sim, é evidente, como se podem ver nas fotos apresentadas por elas, que houve uma cópia descarada das imagens originais. E quando digo &#8220;descarada&#8221; nem é uma crítica negativa.  Descarada porque é insofismável. Continuemos: as pobres it-girls Pandora e Betty consideraram suas imagens violadas ao ver que um malvado estilista da Zara <em>roubou</em> as fotos delas e as produziu em larga escala estampadas em blusas. Postaram, combinadas, em seus blogs: <em>&#8220;Zara, we have a problem&#8221;</em> em protestos indignados.</p>
<p style="text-align: left;">Então vamos pensar juntos: você é um blogueiro e, para fazer com que sua imagem/personagem/produto seja conhecido no mundo inteiro ou parte dele, precisa divulgar exaustivamente sua imagem/personagem/produto para que esteja sempre em evidência. No caso destas meninas, elas não vendem outro produto que não seja o fato de serem descoladas, bonitas, <em>in</em>&#8230; Em outras palavras: elas vendem a si próprias como produto a ser consumido, copiado, desejado e &#8211; como todo produto corre o risco de ser &#8211; descartado para, possivelmente, voltar a ser consumido novamente dentro de um ciclo. Este ciclo podemos usar como exemplo básico de hiperconsumo: você não tem um produto material, tangível,  de consumo mas, inclusive, um produto de ideias. Não é de hoje que o hiperconsumo é discutido. Acho que já falei deles por aqui, mas pensadores como Guy Debord e Jean Baudrillard já o temiam desde meados do século passado.</p>
<p style="text-align: left;">Depois da problematização eu convido para que reflitamos: não é estranho que, após divulgar suas imagens &#8211; provavelmente de graça &#8211; em blogs, revistas, jornais (basta dar uma olhadinha rápida nos dois blogs&#8230;) as meninas se considerem no direito de ficar &#8220;beges&#8221; por verem que mais uma entidade está consumindo também suas imagens? No caso do post, a &#8216;entidade&#8217; é a Zara, mas poderia ser o Lojão da Zefa, poderia ser um outro blog, poderia ser um tarado que fizesse montagem pornô com suas fotos, poderia ser um adesivo de caminhão, poderia ser qualquer coisa. O que eu quero dizer é simples: a partir do momento em que você divulga a sua imagem (própria ou de seu produto) na internet, está passível, sim, de que ela seja reapropriada e reconsumida sob os mais diversos riscos e formas.</p>
<p style="text-align: left;">Para não dar brecha de que isso que escrevo é mágoa por eu não ser um it-boy conceituado no mundo blogueiro, exemplifico com meu próprio trabalho: tenho um perfil no excelente sítio de fotos em alta definição de uso gratuito, o <a href="http://www.sxc.hu" target="_blank">Sxc.hu</a>. Quando você posta suas fotos ali, já está ciente de que alguém poderá se apropriar e utilizá-las como bem lhe aprouver, inclusive ganhar dinheiro com isso. Ou seja: você posta fotos ali teoricamente pelo prazer de fotografar e ajudar pessoas que precisem de suas fotos. Oxalá a pessoa que se apropriar delas credite você ou, mais ainda, lhe pague por elas. Semanas atrás recebi um email de um designer (que também tem perfil no Sxc.hu) me avisando que usaria uma foto minha em um trabalho seu, uma capa de livro a ser lançado por conhecida editora. Fiquei contentíssimo e mal vejo a hora de receber o trabalho pronto para que possa, inclusive, colocá-lo no meu portifólio. Ele não falou nada de dinheiro e nem eu cogitei cobrar nada pelo uso: estava claro para todos que foi risco meu disponibilizar a foto para uso gratuito, ainda que seja para uma editora famosa faturar bem sobre ela.</p>
<p style="text-align: left;">Poucos dias atrás, entretanto, o mesmo designer me envia outro email dizendo ter acessado meu perfil no Flickr, gostado muito de meus desenhos e que usaria três deles em uma outra capa de livro. Desta vez, a editora o autorizou a ofertar uma quantia com a qual fiquei bem contente, além de ver meu trabalho enquanto artista sendo divulgado e valorizado financeiramente. A editora enviou a papelada de contrato, assinei, devolvi, fiquei com uma cópia e estamos acertados. Estou só esperando o depósito. Ou seja: trabalhei de graça para um, mas faturei com outro. E mais: quando você publica algo na internet, tem que contar com um sentimento milenar chamado boa-fé. Se não houvesse boa-fé por parte do designer e da editora, eles poderiam muito bem usar meus desenhos e, caso eu viesse a exigir alguma coisa, pediriam pra eu &#8220;entrar na justiça&#8221;. E daí seria pequinês lutando contra são-bernardo.</p>
<p style="text-align: left;">Com a minha história faço um paralelo a história dessas duas garotas: até que ponto resiste o direito de elas se oferecerem ao hiperconsumo (com o risco de ficarem com cara de pastel ao ver suas imagens utilizadas gratuitamente por outrem) e sob que argumento elas podem se sentir violadas em suas intimidades ao verem-se estampadas em camisetas da Zara? Ambas as meninas escreveram nos rodapés de seus blogs: &#8220;todos os direitos reservados&#8221;. Ah, é? Duvido bastante desta expressão utilizada por elas até por que, questiono, direito a quê? A manterem sua intimidade arreganhada diariamente pelos seus diários de bordo? Duvido que as moças tenham registrado estas fotos sob direito autoral. Ainda que estas meninas se considerem artistas, eu lhes diria: se querem preservar sua imagem, tomem todas as precauções morais, jurídicas, cívicas, religiosas para protegê-la porque, meu caro it-leitor, a partir do momento que qualquer coisa tenha caído na rede, é peixe (perdão, mas não resisti ao trocadilho infame). E este peixe pode ser um lambari, como o mero leitor do blog das tais; como também pode ser um bacalhau gigante do tamanho da Zara.</p>
<p style="text-align: left;">Para encerrar, fica o pensamento: antes de dizermos &#8220;com autorização de quem?&#8221;, deveríamos pensar em pedir licença para entrar na vida das pessoas sem sermos convidados. É muito simples violarmos nossa própria imagem, mas dói quando vemos que a violação muitas vezes está além do nosso próprio alcance.</p>
<p style="text-align: left;">Em tempo: de forma alguma defendo a utilização de imagens sem critérios. Ficaria contente que a Zara usasse um desenho meu em suas estampas, mas ficaria ainda mais contente se ela me perguntasse o que eu acho disso. Ficaria deslumbrado ainda mais se ela me pagasse para tanto. Só que estas meninas conseguiram tudo o que mais querem: ver-se estampadas por aí. E quando conseguem, reclamam. É uma disparidade &#8211; já prevista por Jean Baudrillard há mais de 50 anos, inclusive.</p>
<p style="text-align: left;">Em tempo (2): de forma alguma este post se pretende sexista. Por acaso as duas personagens são mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">*O tweet diz: <em>Zara lucrando (sem autorização) com o rosto de  blogueiras: Pandora <a rel="nofollow" href="http://bit.ly/9mFX9J" target="_blank">http://bit.ly/9mFX9J</a> e Betty <a rel="nofollow" href="http://bit.ly/c1h5YA" target="_blank">http://bit.ly/c1h5YA</a> (via @<a rel="nofollow" href="http://twitter.com/mariserena">mariserena</a>)</em></p>

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		<title>Objectified: Exibição Brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 03:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Boldº, o mais novo empreendimento de Billy Bacon convida a todos para assistir o novo documentário de Gary Hustwit: Objectified um filme sobre design industrial, os objetos a nossa volta e seus criadores. As legendas estão em português e o bate-papo após a exibição com o diretor e convidados terá tradução simultânea, além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Boldº, o mais novo empreendimento de Billy Bacon convida a todos para assistir o novo documentário de <a href="http://www.objectifiedfilm.com/gary-hustwit/" target="_blank">Gary Hustwit</a>:  <strong><a href="http://www.objectifiedfilm.com/" target="_blank">Objectified</a> </strong>um filme sobre design industrial, os objetos a nossa volta e seus criadores. As legendas estão em português e o bate-papo após a exibição com o diretor e convidados terá tradução simultânea, além de um coquetel no final. <em><br />
</em></p>
<p><object width="520" height="316" data="http://www.youtube.com/v/S9E2D2PaIcI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/S9E2D2PaIcI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Os assentos estarão à disposição dos convidados até 20 minutos antes do horário de início e serão ocupados na ordem de chegada, sendo limitados à quantidade disponível em cada local. Após este prazo, serão liberados para outras pessoas interessadas, sendo preenchidos também de acordo com a ordem de chegada.</p>
<p>No Rio de Janeiro, caso não consiga garantir um lugar sentado no auditório, você poderá assistir ao filme e acompanhar o bate-papo através da exibição simultânea na parte externa da Cinemateca do MAM. Em São Paulo, você poderá contar com um espaço amplo, próximo à plateia.</p>
<p>Entrada Livre<br />
18 de Junho, 19h30<br />
<strong>Rio de Janeiro, Brasil</strong><br />
<a href="http://www.mamrio.org.br/">Cinemateca do MAM</a></p>
<p>19 de Junho, 20h10<br />
<strong>São Paulo, Brasil</strong><br />
<a href="http://www.institutotomieohtake.org.br/">Instituto Tomie Ohtake</a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-13838" title="objectified_poster" src="http://zumo.uol.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/objectified_poster.jpg" alt="objectified_poster" width="550" height="681" /></p>
<p>Mais informações sobre o evento no <a onclick="javascript:urchinTracker('/outbound/www.facebook.com/event.php?eid=92662743692?ref=http_//charlescade.com.br/2009/06/16/objectified-filme-sobre-design-sera-exibido-no-brasil/');" href="http://www.facebook.com/event.php?eid=92662743692" target="_blank">Facebook</a>.<br />
Eu vou!<br />
<a onclick="javascript:urchinTracker('/outbound/www.facebook.com/event.php?eid=92662743692?ref=http_//charlescade.com.br/2009/06/16/objectified-filme-sobre-design-sera-exibido-no-brasil/');" href="http://www.facebook.com/event.php?eid=92662743692" target="_blank"></a></p>

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