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04/11/2009


Se seu filho ou namorado geek não se alimenta direito, seus problemas acabaram! Os almoços e lanchinhos vão ficar muito mais fofos, coloridos, divertidos e, pelo que pude perceber, até nutritivos.

Hoje encontrei o Anna The Red’s Bento Factory, site de uma moça de NYC que faz bentos. “Bento” é como chamam “marmitas” no Japão. Fofo, né? Só que mais fofo ainda é o que essa Anna faz. São lanchinhos super elaborados que eu não teria coragem de comer de tão lindos que são.

É bem provável que os leitores japoneses leiam este post e bocejem de tédio. Mas se você não tem tais habilidades manuais, entra lá e aprende a fazer comidas incomíveis. ;)

Por: Matias
27/10/2009


Acredite: esse farfalle chique da foto é, ou melhor, foi, um sanduíche do Subway.

Erik Trinidad cozinha com comida comprada em redes de fast food. Até a água tem que ser comprada na lanchonete. A única exceção à regra é usar alguma erva, como salsinha ou manjericão, “para decorar e dar um toque de ironia”.

Ingredientes na mão, começa a transformação: no exemplo acima, o macarrão foi feito com o pão do sanduíche; o recheio virou molho. Em outras receitas, refrigerante e ketchup viram molhos agridoces, salsichas viram imitação de foie gras, donuts e café aguado viram tiramisu. O registro de suas receitas, com fotos, vídeos e instruções ficam no fancyfastfood.com. Ele aceita colaborações, desde que respeitando as regras da brincadeira.

O trabalho dele é certamente iconoclasta. Ele deconstrói ícones pop, mas o faz melhorando-os. Com seu talento de chef, transforma comida que foi projetada mais ou menos da maneira que se projeta um sabão em pó em pratos gourmet, ou que ao menos parecem gourmet, e aí está o resto da brincadeira: as aparências. E, de quebra, uma crítica indireta (ou nem tanto) à indústria do fast food.

Apesar dele definir seu trabalho como sendo humor, as sensações e questionamentos que as receitas de Erik me provocam são as mesmas que gostaria de ver quando aprecio obras de arte.

Achei inspirador, e quero compartilhar isso com vocês. Como sempre, comentários servem para vocês completarem as coisas que eu não soube dizer.

07/07/2009


Já imaginou “Impressoras de Comida” ou “Carne que Cresce”?

Esta é a dissertação de Mestrado em “Interaction Design” de Matt Brown, pela Universidade de Umea, Suécia. Lidando com um assunto por vezes polêmico, porém de assimilação total (quem não opina sobre comida?), Brown criou pequenos protótipos de maquinários e engenhocas que – segundo sua tese – seriam responsáveis pela alimentação da população em 2040. Não postulando uma verdade, porém dando uma cara descontraída a um futuro próximo, Matt experimentou com objetos que apontam para se tornar lugares-comuns em alguns anos, como impressoras 3d, por exemplo, e carne criada em laboratório (que já existe). Se você pudesse criar suas próprias frutas e ovos, por exemplo, você não o faria?

Coisas inusitadas surgem como: Frutas com partes de outras frutas dentro, Bifes que se marinam ao serem torcidos, Ovos com desenhos de sabor, um Gerador Instantâneo de Queijo, Carne em palitos, etc, etc…

Eu particularmente achei um assunto muito legal de ser colocado em pauta, e por um principal motivo: Matt, nesta proposição, encara a comida como uma Interface, e é disso que o Design de Interação fala sobre.

Mais detalhes aqui

15/06/2009

Deu na BBC: mais uma artista fazendo arte (o trocadilho é por sua conta) com comida. Ela recria (lembra da releitura?) obras consagradas com vegetais.

É a chinesa Ju Duoqi, mais uma, que desde o maneirista Arcimboldo, tem descoberto as maravilhuras do efêmero alimentício como embate entre o passageiro e o eternizado. Vik Muniz também não perdeu tempo e já fez arte de lamber os beiços.

Não é comida, mas tudo isso me faz lembrar o admirável trabalho de Andy Goldsworthy. Este cara, sim, se dedicou a uma arte peculiar, de intimidade entre o artista e o tempo que sua obra precisa durar. Na obra dele, o tempo não é passageiro, é o componente fundamental no processo entre ser produzida e chegar ao espectador.

26/09/2008


Agora seus colegas de trabalho não vão mais comer seu lanche escondidos! Criada por 2 designers americanos, a embalagem anti-furto engana os espertões.

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