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19/07/2009


“Frente ao poder homogeinizador da cultura global, o artista cuida de inserir, nas próprias vias onde esta reclama sua hegemonia, aquilo que pertence ao seu território doméstico e ao campo do afeto.”
Moacir dos Anjos na edição #03 da Santa art magazine.

No final de 2005, estava em Portugal, longe do Brasil há algum tempo, fui ao cinema assistir O Jardineiro Fiel de Fernando Meireles. Não é o filme em si que me interessa aqui. Me interessa o fato que desde o primeiro minuto, ainda que com uma produção gringa, eu sabia que o filme tinha sido dirigido por um brasileiro. Eu mapeava claramente as influências culturais, o modo de ver e sentir porque conhecia aqueles sinais. Saltava a carência de me identificar com a minha cultura original, saber de onde eu vinha e que não me perdi nem fui massacrada por tantas influências externas.

Para não nos confundir em um mundo global onde a nossa identidade pode ser a cópia vil de algum filme estrangeiro ou de algum rockstar, surge a necessidade quase vital de identificar-se com as raízes, de saber quem somos pelas influências culturais que recebemos por nascer naquela terra e pertencer àquela nação. Saber o que as pessoas e os costumes trouxeram para a nossa obra.

Mas nesse momento surge a questão: Qual é a cultura brasileira? Qual é a cultura latinoamericana? Eu, como filha de imigrantes, devo me identificar com a cultura latinoamerica pre-colombina e a atual ou com a cultura européia?

A seguir uma pequena seleção de imagens de artistas que ao meu ver são extremamente conectados a sua cultura local.

Leia mais…

Por: Janara
16/11/2008


Foto de Raquel Santana

Esse é um post que serve como despedida e homenagem a esse grande homem e artista chamada Cláudio Seto, que infelizmente nos deixou ontem.

“Claudio Seto foi ao Japão quando tinha nove anos para estudar no Templo Myoshinji, da seita Zen, em Quioto. Após três anos, prosseguiu seus estudos religiosos e de cultura japonesa em Kyushu, no monte Ehiko-san, no templo de mesmo nome, pertencente à seita Shugêndô. No período em que ficou no Japão, Seto mergulhou na história do Japão e aprendeu muitas artes como: haiku, tanka, shodô, kadô, kendô, ninjutsu, mangá, kyudô e bonsai. Ao voltar ao Brasil, com 17 anos, Seto trabalhou como argumentista e desenhista de história em quadrinhos em São Paulo, editor de revistas em Curitiba, chargista, ilustrador e editor.”

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