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28/12/2011


Outro dia o Montalvo divulgou este blog chamando Living Lines Library, que possui centenas de imagens e videos com concepts, model sheets, pencil tests, storyboards, backgrounds, etc de vários desenhos e filmes, além de informações sobre os artistas, documentários, dicas de livros, e assim vai. Leia mais…

01/04/2011


Nossa colaboradora Bia Bittencourt faz um chamado para este projeto mais do que interessante.

SOBRE:
A não-editora www.andpublishing.org junto de uma amiga, Lynn que faz o incrível projeto de trabalhos que nunca serão realizados www.unrealisedprojects.org me convidou para desenvolver um material pirateável* para uma futura biblioteca pirata em Londres, em Byam Shaw.

* Este é um fenômeno que atingiu escalas globais, os livros piratas vão além da criação de reprodução não-licenciadas – eles começaram a interferir no seu conteúdo. Gêneros inteiros de versões “improvisadas” estão surgindo. E todos os livros, num senso comum, se transformam em versões legítimas. A proposta não é roubar ou esquecer, é criar uma plataforma para explorar de maneira inovadora o espectro da cópia (…) em trabalhos já existentes. (Karsten Schubert, Daniel McClean)


O QUE EU PRECISO DE VOCÊS?

Meu trabalho será “funzinezar” o clássico, imponente porém entediante HISTÓRIA DA ARTE do E. H. Gombrich, repensar o objeto livro, seu conteúdo e sua história de forma que seja viabilizada sua reprodutibilidade através da fotocópia, download, scan.

>> cada selecionado receberá uma página do livro e deverá refazê-la a sua maneira <<

Vocês são desenhistas, músicos, professores, escritores, bibliotecários, passeadores de cachorro, por isso, cada página vai ter uma diferente maneira de interpretar. Vale também qualquer tipo de produto final. DESENHO, HISTÓRIA, AUDIO, VIDEO, ESCULTURA, FOTO desde que sejam reprodutíveis. Eu me viro pra juntar tudo depois em forma de livro.

A ideia é que cada um receba um volume da edição 1, que será numerada. Depois, xerox pra vida.

Referências artísticas para pesquisa: Sophie Calle e Dora Longo Bahia
Referências conceituais para pesquisa: Walter Benjamin e Wu-ming


PARA QUANDO?

Devo enviar todo o material até o fim de maio, entretanto, não é só o produto físico mas uma palestra, discussões etc, portanto há mais coisas a serem feias além do livro. Preciso receber de vocês, uma colaboração até 20 de abril. Conforme vocês forem sendo selecionados, já vou enviando as páginas para que possam trabalhar.

———————

Galera, a Bia já conseguiu todos os colaboradores, obrigada demais por se inscreverem!
Vida longa ao Livro Pirata (literalmente).

———————

UPDATE: Se você quiser ajudar o livro ser publicado acesse:
ideafixa.com/livro-pirata-movere
movere.me/exibeProjeto.do?id=8

Livro Pirata no movere.me

Por: bia ia
01/04/2010


Da série dos contos bobos:

O pó me dá uma alergia complicada, cheia de secreções. Por isso, antes de entrar naquela biblioteca atravessei a praça em Agüero e fui à drogaria comprar um claritin.

A biblioteca de Buenos Aires estava ali de novo. Tinha em mãos uma lista de Alfonsinas, Bufanos, Hidalgos e Borges escolhidos a dedo.

- Hola, que tal?

- “Ãn, er… Hola. Tengo aqui algunos libros, hã, livros? Ãnn…quiero que podis, o…puedas achar para mi?”

- Puede venir y ver para usted mismo. Gracias. – E com um gesto, a senhorita da recepção tocou na catraca para que eu pudesse entrar.

Aquela sala enorme tinha o mesmo cheiro que todas as bibliotecas do mundo tinham, o que a identificava como autêntica. Talvez Nínive tenha um cheiro peculiar devido aos anos que passou debaixo da terra, mas não chega a descaracterizá-la por completo. Deixei meus pertences em uma mesa coletiva, onde havia dois jovens abrindo mapas, uma senhora de lenço no cabelo lendo uma versão em espanhol de Daniele Still e do lado um senhor acessando arquivos do Clarín em 1975.

- Contos, romances, ensaios, poesias… – entrei no corredor vazio. Todos os livros pareciam dormir no tédio que é passar dias e noites em pé, encostados uns nos outros. O pó que se acumulava nas prateleiras mais altas insistia em me provocar alguma coisa que o claritin lutava contra.

- Alfonsina Storni, adelante.  – ouvi baixinho.

Olhei para os lados e não vi ninguém. Mas era por ela mesmo que eu procurava. Será a senhorita da recepção que percebeu minha dificuldade lingüística? Então, senti um dedo insistir em minhas costas.

- Ho-hola? Que tal? – Quem será esse senhor?

Ele não olhava em meus olhos. Olhava para o horizonte, e o horizonte da biblioteca era a prateleira U a X, por sobrenome do autor. Eu não sabia o que dizer para ele por questões lingüísticas, sensoriais, cognitivas e físicas. Eu estava com medo e preferi procurar pelos pelinhos brancos na minha camisa preta. Serviço concretizado, formei uma bolinha em meus dedos e apertei de nervoso. O que ele queria comigo?

Final 1

Então o senhor tateou a prateleira da Alfonsina com cuidado sentindo os relevos das lombadas. Por um momento duvidou entre Languidez e La inquietud del rosal mas logo atirou os dedos em Irremediablemente e me ofereceu com um gesto doce. Sorriu, ainda olhando para o horizonte U a X, se virou e saiu correndo pelo corredor. Sobrou só um fenômeno atmosférico que lembrava Absu de água doce. Minha coriza secou.

Final 2

Então o senhor tateou a prateleira da Alfonsina com cuidado sentindo os relevos das lombadas. Por um momento duvidou entre Languidez e La inquietud del rosal mas logo atirou os dedos em Irremediablemente e me ofereceu com um gesto doce. Sorriu, ainda olhando para o horizonte U a X, se virou e saiu correndo pelo corredor, quando me aproveitei para cravar-lhe uma espada nas costas. Sobrou só um fenômeno atmosférico que lembrava Absu de água doce. Minha coriza secou.

ilustra: raptoooor – flickr.com/photos/raptora

03/09/2009


Está aberto o PROGRAMA de DOAÇÕES da TUPIGRAFIA. Repassando a excelente iniciativa de Tony de Marco, editor da revista, segue aqui esta ótima notícia:

“A revista Tupigrafia se dedica a mostrar a produção nacional do design tipográfico brasileiro [além do interesse pela produção de arte caligráfica] e suas manifestações no design gráfico e na cultura em geral. Também se propõe a trazer para os seus leitores as informações ligadas ao cenário internacional.”

Quem ainda não conhece, visite o site www.tupigrafia.com.br e o flickr.

Leia mais…

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