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15/10/2011

A Ressaca IdeaFixa desse sábado traz duas versões visuais da mesma música – ideinha que só podia vir da cabeça do Sr. Beck Hansen. Gamma Ray é a faixa favorita pelos fãs de Modern Guilt, álbum de número 11 do cantor, amadurecido, porém criativo como sempre.

A primeira versão do clipe, pop até o talo e esteticamente incrível (digo, se vc passar o clipe dando prinscreens fortuitos, vai ter referências visuais diferentes por um bom tempo) foi a escolhida para curar a sua ressaca hoje. Esta versão é protagonizada pela atriz Chloë Sevigny – outra musa da nata alternativa que o Beck tanto gosta.

A segunda versão pode ser encontrada na página do Beck no YouTube: tem um lado menos fun, calçado no cinema dos anos 60. Dessa vez o protagonista de chapéu é o próprio Beck, as intervenções são mais abstratas e lineares, mas de inegável valor em relação à anterior.

Tudo ao seu gosto, quando se trata de um artista que respeita individualidades.

| RESSACA IDEAFIXA
Todo sábado, um videoclipe bem bonito para curar a ressaca na nova seção da IdeaFixa. Divirta-se com música boa e as cenas mais malucas do audiovisual em:
Ressaca IdeaFixa

03/10/2011


O Big Active tinha tudo para ser uma banda. Mas (felizmente) não é. São um estúdio de consultoria criativa com um surpreendente trabalho em torno do mais alto nível do universo musical. Só para ter uma ideia, a clientela para a qual o Big Active já desenvolveu peças inclui nada menos que: Garbage, Muse, Goldfrapp, Mark Ronson, Beck, Keane, Kate Nash, Nero e The Enemy.

Para quem assistiu à palestra do grupo na última sexta-feira, encerramento do primeiro dia de TMDG 2011, ficou claríssima a influência que uma empresa criativa tem sobre a boa música. Para quem não pôde estar por lá, a IdeaFixa dá aqui uma palhinha do que se trata… Leia mais…

17/09/2011

Charlotte Gainsbourg é uma mulher de bom gosto. Além de ser filha do maior ícone da música francesa Serge Gainsbourg com a linda Jane Birkin, é a menina dos olhos do Lars von Trier, estrela do pesadíssimo e sensacional AntiCristo (2009), e Melancholia (2011), em que divide a cena com Kirsten Dunst. Como se nada disso bastasse, ainda resolveu seguir os passos da família e enveredar para o caminho da música, há alguns anos, quando lançou dois discos bem sensuais 5:55 (2006) e IRM (2009) – que traz o sucesso Trick Pony.

Mas estou aqui para falar especialmente do seu clipe Heaven Can Wait, em que ela chegou ao auge do bom gosto, rodeada pelo cantor Beck (com quem faz o dueto da faixa e também produz o CD) e pelo diretor Keith Schofield – famoso pelos trabalhos com o Supergrass, Cut Copy e Lenny Kravitz. Todo esse background só poderia gerar o estouro visual que compõe Heaven Can Wait, numa seleção de imagens em que se observa: um astronauta com cabeça de sanduíche; um edredon voando num restaurante; um homem perseguido por um machado no campo de futebol; a Charlotte Gainsbourg segurando: um bebê, um animal metamórfico, um lápis de olho ao lado de um alienígena; e por aí vai…

O clipe é de 2010, por isso muita gente já viu e dirá que é “velho”. Mas até aí o “Grito” do Edvard Munch é mais velho ainda e eu ainda não consegui parar de observá-lo. Bom gosto é mesmo uma coisa atemporal e a Charlotte está aí para comprovar. Bom final de semana!

| RESSACA IDEAFIXA
Todo sábado, pela manhã, um videoclipe bem bonito para curar a ressaca na nova seção da IdeaFixa. Divirta-se com música boa e as cenas mais malucas do audiovisual em:
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31/01/2010

Eu ainda gasto (mais do que deveria ou gostaria) um bom dinheiro em CDs. Eu gosto de tê-los na prateleira, mesmo sabendo que não irei ouvi-los direto da mídia (já não tenho aparelho de CDs há algum tempo).

Minha experiência pessoal de comprar CDs mudou: quando eu era um infanto (e isso não faz muito tempo, diga-se), ir à loja e comprar um CD de uma banda, limitado às bandas/artistas que chegavam ao Brasil pelas gravadoras, era quase uma surpresa: dificilmente você conhecia o álbum todo e comprava meio que “no escuro”. Óbvio que os mais velhos clamarão que era a mesma coisa com o vinil, eu sei. Hoje em dia, eu compro os CDs das bandas que eu já cansei de ouvir no computador, compro CDs das minhas bandas preferidas e, principalmente, se eu vejo ao vivo uma banda ou músico independente que eu gosto, comprar o CD é uma forma de ajudá-lo.

Para um artista vender CDs hoje em dia ele precisa ser criativo e oferecer o tipo de experiência que se tinha antes da facilidade do download: o CD era/é um objeto quase fetichista, uma combinação de arte e música em um formato (quase sempre) definido, e a experiência baseia-se numa escuta quase que ritualística, de parar para ouvir e dedicar-se a tal feito. Ainda mais, para um artista vender CDs hoje ele precisa principalmente estar ciente de que o caminho começa pela internet: downloads, legais ou ilegais, têm provado ser a melhor e mais eficiente “porta de entrada”, seja do artista consagrado ou do novato.

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