Posts Tagged ‘arte’

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Trampos muito fodas no flickr de Fernando Chamarelli.

Por Victor Salciotti, em 17 de agosto de 2008 às 4:53 pm       3 comentários »
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Este é um dos 90 recipientes que o artista italiano Piero Manzonium numerou e no qual pôs 30 gramas de suas fezes. O título da obra é singelo: “Artist’s Shit” (Merda de artista), grafado na latinhas em inglês, francês, italiano e alemão. Hoje cada lata está avaliada em 100 mil euros. A galeria Tate de Londres comprou uma em 2002 por 22mil e 300 libras com dinheiro público. O museu justificou a aquisição: “Manzonium foi um artista internacional incrivelmente importante ”.

Atualmente é difícil encontrar alguém que faça críticas consistentes a arte contemporânea. Aliais é difícil encontrar quem tenha um posicionamento crítico perante qualquer coisa. Quando muito do que se lê por ai são resenhas que parecem ter sido encomendadas para não dizer compradas ou escritas por alguém que pouco entende do assunto.

Porém, ainda existem pessoas que ousam criticar (bizarro dizer isso, mas hoje criticar se tornou ousadia) a sintomática artes plásticas de hoje. Mesmo que estas poucas vozes às vezes pareçam sumir diante a parafernália midiática e espetaculosa da cultura contemporânea, elas ecoam.

Uma dessas vozes é a de Luciano Trigo – Escritor, jornalista e editor de livros com seu blog Máquina de escrever. São de grande inspiração suas análises e críticas para pensarmos o cenário artístico atual, no qual qualquer porcaria é entitulada arte e pode ser vendida por milhões de dólares. Segue abaixo dois trechos de suas análises:

“Na arte, isso se refletiu de duas maneiras: primeiro, o fim da tradição do novo , isto é, a idéia de que tudo já tinha sido feito, e que só restava citar, recombinar, copiar ou simplesmente se apropriar de recursos do passado; segundo, a capitulação do artista ao mercado e às instituições . Os próprios museus aderiram a uma dinâmica associada ao consumo, ao entretenimento e ao espetáculo: a arte se tornou uma ramificação a mais da indústria cultural, e hoje, em termos práticos, seu status no mundo é mais ou menos semelhante ao da moda, com todas as suas características (incluindo as famosas tendências ). A esfera da cultura se reduz ao lazer e entretenimento comercializável, perdendo sua função crítica.”

Vivemos a era da reiteração . Mecanismos vorazes de repetição do mesmo, reiterado em versões cada vez mais caras, esmagam o impulso da criação, ou ao menos limitam drasticamente, sobre a aparência da diversidade, o campo da inovação artística. Hoje ele é dominado pelas variações lúdicas sobre propostas do passado, se possível com um efeito desconcertante ou irônico como o de uma gracinha: transgressões controladas, apropriações de apropriações, citações irônicas e provocações tediosas constituem hoje o vocabulário de boa parte da arte contemporânea de sucesso, isto é, da arte reconhecida pelo mercado e pelas instituições, isto é, da arte oficial.”

“Por tudo isso, não se trata aqui de contestar este ou aquele artista, esta ou aquela obra, o que seria inútil, mas de compreender o contexto e a dinâmica da produção artística contemporânea. Existem, é claro, artistas de verdade e impostores, mas para o sistema isso não faz diferença. Ou alguém realmente acredita que um coelho de alumínio de Jeff Koons (coelho no qual ele sequer encostou o dedo) pode valer (eu disse valer, não custar) mais que um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Henry Moore?”

Outra voz crítica importante é a do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Suas críticas estão nos livros Descontruir Duchamp – a arte na hora da revisão e A cegueira e o Saber . Fiquei sabendo que ele lançará um terceiro livro sobre o assunto: O enigma vazio - impasses da arte e da crítica , que coincidirá com a bienal de arte de SP que já está sendo chamada de “a bienal do vazio”.

Abaixo alguns dos títulos dos artigos do Livro Desconstruir Duchamp:

- Fotografia do equívoco – A aura está no livro, na foto, no texto. Diante da obra real há o desencanto

- Suicídio da arte – O rei está nu e há muito rolou as escadas, sem aura e sem vestes

- O inacabado, o rascunho, o precário, etc. – Na modernidade, esboço e processo são tomados pela obra realizada

A seguir um trecho do livro A cegueira e o saber do artigo Ulisses e esse “mal-estar”

“…não temos que analisar nada, as coisas não fazem mesmo sentido, gostamos da superficialidade, do provisório, da confusão entre marginal e mocinho, de apropriação procedente e indébita, da transgressão pela transgressão, do brilho instantâneo das drogas ou dos flashes. Enfim estamos sadomasoquisticamente achando um barato “o mal-estar” da contemporaneidade.”

Para terminar o post uma obra de “arte” contemporânea.

“A obra acima, de Damien Hirst, integra a série conceitual “As Quatro Estações” e é composta por uma estante de aço inoxidável e vidro, com 6.136 pílulas de diversas cores, que aludem às estações do ano. É a mais cara obra de um artista vivo do mundo: foi comprada por 19,1 milhões e dólares em 2007.” Luciano Trigo - Leia está crítica na íntegra

Por Rafael Nobre, em 9 de agosto de 2008 às 10:50 pm       27 comentários »
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07

De quem é este desenho?

Pablo Picasso. Matador Luis Miguel Dominguin. 1897. Lápis sobre   papel.

Pablo Picasso. Matador Luis Miguel Dominguin (1897). Lápis sobre papel.

Dez anos antes de “Les Demoiselles d’Avignon” (1907), Picasso já se destacava com um trabalho realista e acadêmico de alta qualidade, que em nada se parecia, porém, com o que veio a desenvolver posteriormente, o estilo que o consagrou. Sendo um dos artistas mais versáteis da História, traduzia em suas obras o seu espírito inquieto, sem jamais - mesmo no fim da vida - acomodar-se e ceder à tentação de repetir as fórmulas que já dominava. Por isso, não é de imediato que se reconhece esta e outras tantas obras do gênio.

Sim, é atraente para designers, artistas e afins, terem seus trabalhos identificados facilmente por um estilo bem marcado. É tentador fazer algo que seus colegas e clientes percebam como obra sua sem necessidade de conferir a assinatura. Destacar-se em meio à multidão é um alento para os inseguros egos dos criadores. Talvez também comercialmente, esta seja uma característica desejável, já que o cliente sabe exatamente o que esperar e, por isso, também se sinta mais seguro e confiante em contratar o trabalho.

Por esses e outros motivos, muitos de nós buscamos encontrar o tal “estilo” como quem busca a fonte da juventude. Esperamos ansiosos para um dia fazer algo único e diferente, que desperte um grande e sonoro “oh” da platéia e que nos eleve ao Olimpo dos profissionais reconhecidos.

E eis que, quando chega este momento, sentimos o alívio merecido após tanto sofrimento, e recostamos nossas cabeças cansadas na zona de conforto, sabendo que todos os trabalhos que virão já têm estilo definido e não precisamos nos preocupar mais.

O perigo mora tanto na busca do “estilo próprio” como na sua conquista. Buscando encontrar uma marca, corremos o risco de perder o foco do trabalho, muitas vezes deixando de lado a adequação da proposta e o briefing. Em sua ânsia por definir seu trabalho, o artista pode abrir mão de soluções diferentes e por vezes mais adequadas. Pode também parar de evoluir e estacionar, abafando seu impulso criativo e tornando-se um executor apenas. Isso não é bom nem para o artista, nem para o mercado, nem para a Arte, como representação de um período, cultura e local. A evolução depende da experiência.

Admiro artistas que experimentam e que nos surpreendem com trabalhos que não parecem ser seus. Artistas que arriscam estilos que não dominam tanto e soluções estéticas diferentes do que estão acostumados a aplicar, mesmo que o resultado não receba tantas críticas positivas de seu séquito de admiradores.

Acho que os artistas do nosso tempo, que têm acesso a um volume tão grande de informações, referências e estímulos, devem ser flexíveis e deixar seus trabalhos fluírem com liberdade.

Ficar preso um estilo ou mesmo à sua busca é tentador, mas escraviza e torna o trabalho estagnado. Como exemplo, cito o popular Romero Britto, que encontrou um estilo bem marcado e faz tudo com sua inconfundível assinatura. É comercialmente interessante, pois ele criou um “produto” confiável e certeiro. Se eu encomendar a ele um quadro de um sofá, sei que este sofá será feito por áreas contornadas de preto e preenchidas por padrões coloridos. É vibrante, atraente e fácil de digerir. Mas, artisticamente, não contribui em nada. Será que o artista mudou algo, ou a si mesmo, depois desse trabalho? Ou simplesmente executou aquilo que já sabe fazer até dormindo?

Experimentar é, sobretudo, divertido. Se você está acostumado a fazer ilustrações realistas, repletas de detalhes, faça experiências com um pincel e nankin. Se só faz traços minimalistas a lápis, pinte uma natureza morta com tinta a óleo cheia de detalhes. Se costuma fazer grafismos geométricos, arrisque traços orgânicos na aquarela. O resultado pode ser ruim, mas certamente já o fez evoluir como artista, e mesmo que você volte a produzir dentro do estilo ao qual está habituado, seus trabalhos certamente traduzirão uma maior maturidade.

Além de aprisionar, a busca por um estilo é também muito frustrante, pois hoje é praticamente impossível ser o único a fazer um trabalho de uma determinada forma.

Ter um estilo não significa, necessariamente, usar a mesma solução estética para tudo o que se faz. O estilo de um profissional se traduz também no capricho com que realiza seus trabalhos, na adequação às propostas, na ousadia e na flexibilidade.

Com empenho, sem descansar nunca e sem levar os elogios tão a sério, O estilo estético virá, aos poucos, permeando sorrateiro cada trabalho, amadurecendo e deixando sua marca.

Veja o que o mundo perderia se Pablo Picasso tivesse se conformado em repetir um estilo que já havia dominado.

Por Lavínia Carvalho, em 7 de agosto de 2008 às 5:13 pm       26 comentários »
ago
07

Nelson Garrido é venezuelano e um artista, descrito por ele mesmo e por suas fotografias, viceral. Em conjunto com outros artistas brasileiros (como Vik Muniz e Fernanda Magalhães) participa da exposição “Mapas Abertos”, com 200 obras de fotógrafos latino-americanos na Bélgica. Ele é o destaque da bienal “L’Été de la Photographie”, em Bruxelas.


Ele tem um site, que dá pra saber mais das idéias e do conceito de sua obra (o link de fotografias não abriu direito). Tem um blog, onde publica clipping de notícias, entrevistas e comenta suas exposições. E tem um flickr, com os seus trabalhos, que são muuuuito bons.

Por Denise Somera, em 7 de agosto de 2008 às 4:26 pm       3 comentários »
jul
31

Nesse meu primeiro post, gostaria de destacar o trabalho de um cara made in Bauru que é um dos grandes nomes da ilustração publicitária no Brasil. Provavelmente você já viu muita coisa dele distribuida pelas publicações nacionais, mas vale a pena conhecer uma parte do extenso e versátil portfólio de Adelmo Barreira em seu novo site.



Não é por menos que o cara é um dos profissionais mais respeitados e solicitados do ramo.

Por Victor Salciotti, em 31 de julho de 2008 às 7:29 pm       15 comentários »
jul
21

Esse site, o Poolga, disponibiliza um material “cool” para você que é “cool” ou que não é “cool” mas tem um gosto que não é “brega”….cof cof!!…voltando ao assunto, coisas belas para seu iPod e iPhone.

iphone

Por Everton Carvalho, em 21 de julho de 2008 às 5:16 pm       1 comentário »
jul
17

Joshua Hoffine transforma seu pior pesadelo em arte.

http://joshuahoffine.com

Por Fábio Favaro, em 17 de julho de 2008 às 11:34 am       2 comentários »
jul
15

A Hi-Fructose é uma revista mega bacana, super fonte de inspiração para qualquer artista, designer, ilustrador, etc, etc.
Lá no site tem blog, agenda de eventos, vídeos e mais um monte de coisa imperdível e impressionante. Eu comprei a minha na livraria Pop, e ela veio recheada de imagens lindas de artistas como James Jean, Lori Earley, Friends With You e Travis Louie. Go get it!

Por Luisa Bernardes, em 15 de julho de 2008 às 10:56 pm       0 comentários »
jul
13

Sebastien Cannone é diretor de arte, trabalha com vídeo e advertising. Um cara que mora em Paris e mostra que a publicidade pode ser usada para fazer arte, também. Não deixe de ver o Reel dele e o vídeo Sport+ da View, que é muito foda!

Por Luisa Bernardes, em 13 de julho de 2008 às 6:40 am       5 comentários »
jul
10

Trabalhos que muito me agradam de Nick Deakin.

www.nickdeakin.com

Por Fábio Favaro, em 10 de julho de 2008 às 12:26 pm       1 comentário »
jul
02

Demais o trampo do Ricardo, do Sala Mágica. São as poucas informações que o site tem, mas os trabalhos completam todas as palavras que faltam.

Por Heto , em 2 de julho de 2008 às 1:22 pm       9 comentários »
jun
26

Os quadros de Raymond Teitsma são mais que arte.

Por Felipe Tófani, em 26 de junho de 2008 às 10:32 am       0 comentários »
jun
23
Por Alicia Ayala, em 23 de junho de 2008 às 9:58 am       4 comentários »
jun
17

Quem gosta de Pin-up? Ok, quase todo mundo gosta, agora eu quero apresentar Gianluca Mattia, um cara multi-talento que modernizou a parada e criou um novo estilo. Pin-ups moderninhas bem aqui, vale a pena conferir.

Por Everton Carvalho, em 17 de junho de 2008 às 11:54 am       1 comentário »
jun
16

Oscar Brahim dirige um taxi e intervém ‘clandestinamente’ nas publicidades que vê durante o seu trabajo, para “melhorar o clima visual da cidade. Oscar Brahim, cidadão.

Visite seu flickr ou veja o filme que The influencers fez sobre ele.

Por Sergio Venturini, em 16 de junho de 2008 às 10:35 pm       2 comentários »
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