Deu na BBC: mais uma artista fazendo arte (o trocadilho é por sua conta) com comida. Ela recria (lembra da releitura?) obras consagradas com vegetais.

É a chinesa Ju Duoqi, mais uma, que desde o maneirista Arcimboldo, tem descoberto as maravilhuras do efêmero alimentício como embate entre o passageiro e o eternizado. Vik Muniz também não perdeu tempo e já fez arte de lamber os beiços.

Não é comida, mas tudo isso me faz lembrar o admirável trabalho de Andy Goldsworthy. Este cara, sim, se dedicou a uma arte peculiar, de intimidade entre o artista e o tempo que sua obra precisa durar. Na obra dele, o tempo não é passageiro, é o componente fundamental no processo entre ser produzida e chegar ao espectador.