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16/10/2009


Me chamo NAZZA e sou do oeste de Buenos Aires – Argentina de um lugar chamado “La Matanza”, nome dado pelo massacre aborígene que aconteceu neste lugar em 1890.

Em homenagem a isso e para reivindicar os povos originais da América fiz este projeto com o fim de não esquecer e valorizar nossas raízes. Leia mais…

10/07/2009



Edward Hopper, Lombard’s House, 1931. Walker Evans, Post Office, Sprott, Alabama, 1936.

Você já deve ter visto inúmeras imagens que fazem referência a obra de Edward Hopper.

Na última edição da revista Aperture – verão 2009 – saiu uma matéria com notas de Jeffrey Fraenkel e Robert Adams sobre a influência da obra de Hopper na fotografia. Reproduzo aqui as imagens publicadas e a tradução de alguns trechos* do depoimento de Fraenkel que organizou um livro e uma exposição com o trabalho de 8 fotógrafos que claramente foram influenciados por Hopper.

“Os fotógrafos que tiveram seus trabalhos influenciados por Edward Hopper são tão numerosos a ponto de imaginar se algum escapou completamente da sua atração gravitacional. (…) organizei um livro e uma exposição que foca em 8 fotógrafos diferentes – nenhum deles são imitadores de Hopper (o mundo está cheio deles), mas sim artistas que encontraram aspectos da intuição de Hopper ecoando em suas próprias sensibilidades.
(…)

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Por: Sergio
05/07/2009


É bobagem pensar que alguém pode produzir em nome de um grupo, de um país ou de um continente, da mesma forma que pode vestir a camisa e jogar um jogo da copa. Ou pelo menos isso não entra na minha cabeça.

Porém, existe algo em comum em todos os artistas que é a escuta, para dentro ou para fora . Quão conectados estão os americanos com a sua terra? – foi a pergunta que Rodolfo Kusch se fez lá por 1955. A cultura ocidental leva séculos conjurando contra o caos que implica viver no mundo – a cidade e suas muralhas, a cidade e o que flue para ela – tudo nos indica que o homem está se tornando mais poderoso que seus deuses. Junto com as suas cidades, o homem foi edificando também sua estrutura intelectual, sua assepsia que pouco a pouco foi esquecendo essa terra.

“Quando você sobe para chegar a igreja de Santa Ana del Cuzco –que está no alto de Carmenga, perto de onde em outros tempos havia um adoratório dedicado a Viracocha – se experimenta o cansaço de uma larga caminhada. É como se se remontassem vários séculos ao largo dessa rua Melo, rodeada por antigos bodegas. Ali passam as ruas fedorentas com todo o velho compromisso com verdades desconhecidas.

Se sente deslizar pela pele o olhar pesado de índios e mestiços com esse afã de nos segregar, como se defendessen sua impermeabilidade. Porque é certo que as ruas fedem, que fede o mendigo e a índia velha, que nos fala sem que entendamos nada, como é certo também nosso extremo assepticismo. E não há outra diferença, nem tampouco queremos ver-la, porque a verdade é que temos medo, o medo de não saber como chamar tudo isso que nos acossa e que está fora e que nos faz sentir indefesos e encruzilhados.

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