Trabalho muito bonito o do Alexandre Orion, muito mesmo.
Mas Bruno, não entendi a sua repudia. Afinal, imagino que o Alexandre tenha feito o trabalho sabendo que seria temporário, que um dia, ele seria limpo ou mesmo que a nova fuligem fosse cobrir as suas caveiras. Neste caso, sinceramente, acho melhor a limpeza.
Abraços,
Concordo com “O” SEU REPÚDIO.
rs
Acabei de arrumar… Valeu!
Realmente muito talentoso.
E sim, é muita falta de administração, não possuir um plano de limpeza dos locais públicos.
O lance é ter que ficar calado, se surge uma expressão apontando o contra-senso de algo, apaga-se com se não tivesse existido. Uma boa forma de poder dormir tranquilo, fechando simplesmente os olhos e tudo ruim poder desaparecer. Quanto mais a Arte toma posição na sociedade, mais ela é abafada, não vai demorar pessoas reaproveitando lixo para criar algo conscientizador serem reprimidas e marginalizadas. O mundo é “lindo” e tem que continuar do agrado de quem, na verdade, não faz efetivamente parte dele.
Fala, Leandro!
Na verdade o repúdio é bem mais simples. Eu imagino que poderia haver um plano de higienização das vias de São Paulo e pronto. Bem simples assim. Mas fazendo uma grande história curta: eles só limparam por causa do que o Alexandre Orion fez.
Resumindo, meu repúdio é em relação à represália do sistema (odeio essa palavra, mas preciso usá-la aqui) contra qualquer tipo de expressão que não esteja categoricamente dentro da lei.
Sobre a arte de rua, acho muito coerente que ela seja efêmera. Não acho que poderia ser de outro jeito. É isso que faz ela ter sentido.