Noz na Fita é a coletiva anual da Fita Tape que, em sua terceira edição, mantém o foco em apresentar e misturar artistas contemporâneos que ainda não passaram pela galeria.

Pela primeira vez com curadoria de Fernando Abrantes, a coletiva mostra obras inéditas tanto de artistas do Rio Grande do Sul, quanto de um paulistano e de um taiwanês. São desenhos, colagens, pinturas e fotografias que vão do deboche ao pop mutante, passando por propostas enigmáticas e delicadas.

Sobre os artistas:



Alexandre Copês, estudante do Instituto de Artes da UFRGS, direciona sua produção para a percepção do lócus, explorando o território e a paisagem através de fotos e desenhos. Para a exposição, Alexandre exibe quatro desenhos relacionados a não-figuração, onde massas de linhas negras, emanando cores em alguns casos, sugerem movimentos orgânicos ou sintéticos.



Wagner Olino, de São Paulo, é artista formado em Artes Visuais pela FAAP, tendo participado de diversas exposições coletivas entre Brasil, Argentina e Chile. Suas obras partem de figuras icônicas do mundo Pop contemporâneo, para criar mutações que criticam a cultura de massa através de uma abordagem irônica e perversa. Em Noz na Fita, apresenta uma caótica mistura de desenho com colagem. Algo como uma colônia de mascotes monstruosos e pornográficos.



Charlene Cabral é uma fotógrafa gaúcha que atualmente reside em Barcelona. Suas imagens apuradas capturam o cotidiano banal dos seres humanos, assim como a plasticidade das estruturas que constroem. As pessoas e a arquitetura, a natureza (ou sua ausência) e a luz. Em Noz na Fita, apresenta quatro fotos registrando a estrada de ferro Ligne de Petite Ceinture, em Paris. As fotos são um registro do tempo e da modificação do espaço, que se torna vazio e inóspito.



Eduardo Taborda dá continuidade a toda uma corrente de artistas porto alegrenses que, tanto nos muros da cidade quanto no atelier, partem do desenho para adentrar universos místicos e criar mitologias particulares. Para a Fita Tape, Taborda traz uma série orientada pela idéia de “breu”, significando escuridão, mas também um sentido particular para o conceito de evolução. Desse breu emergem elementos estranhos, simétricos e nostálgicos.



Lin Yi-Hsuan estudou arte por 10 anos em Taiwan, seu país natal, e depois passou a se inspirar nos trabalhos de seus alunos: crianças de quatro a oito anos de idade. Suas obras são marcadas pela desconstrução de todos esses anos de aprendizagem acadêmica e abordam desde cenas ordinárias até lendas milenares, sempre com uma poética visual característica. Depois de morar em Honduras e na Argentina, atualmente vive em São Paulo. Expondo em Porto Alegre pela primeira vez, mostra desenhos produzidos em Buenos Aires que gravitam entre a abstração, a inspiração pela natureza e a revolta.

NOZ NA FITA
Artistas: Alexandre Copês, Charlene Cabral, Eduardo Taborda, Lin Yi-Hsuan e Wagner Olino
Galeria Fita Tape
Abertura dia 15 de dezembro de 2011, das 19 às 22 horas
Visitação até 8 de janeiro
Quarta à domingo das 13h30 ás 18h
Av. José Bonifácio 485 – Porto Alegre – RS
Fone: (51) 3028 1217