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04/08/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Guilherme Henrique

“…o fundo do poço da vergonha foi atingido quando a informática, o marketing, o design, a publicidade, todas as disciplinas da comunicação apoderaram-se da própria palavra conceito e disseram: é nosso negócio, somos nós os criativos, nós somos os conceituadores!” (DELEUZE; GUATTARI, 2004, p. 19).

Os termos conceitoconceituação são recorrentemente utilizados por nós, designers. Embora haja uma ampla bibliografia sobre isso, trata-se de uma confusa etapa projetual que ora é localizada como ponto de partida, ora como parte do processo e ora como justificativa posterior. De todo modo, há sempre a necessidade de se representar ou ilustrar um conceito, como se fosse uma espécie de produto à parte, um tipo de aplicação e objetificação da criatividade em algo que possa ser vendido e utilizado de maneira eficaz. Leia mais…

27/07/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Guilherme Henrique

No filme O Cheiro do Ralo, o protagonista diz: “Deus criou o mundo, mas foi o homem que tornou o mundo confortável. O homem é o deus do conforto”. Por outro lado, o filósofo John Hick afirma em seu livro Encountering Evil (2001): “Um mundo em que não haja dor nem sofrimento seria um mundo onde não haveria escolhas morais e, portanto, nenhuma possibilidade de crescimento e desenvolvimento moral”. Frente ao dilema conforto x sofrimento, nós designers procuramos proporcionar mais conforto para as pessoas. Contudo, geralmente esquecemos que a ideia de conforto só faz sentido frente à sua ideia oposta: desconforto, dor, sofrimento. Leia mais…

21/07/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Universo Humanus | ilustrações de Nicholas Pierre

“Identidade brasileira é mistura, abertura, sincretismo, miscigenação…” – esse velho papo-furado de designer/marqueteiro sempre me incomodou. Quando o assunto é identidade cultural, o lugar comum para se evitar a enxurrada bosta-nova do futebol, samba e carnaval é falar de uma suposta mistura cultural entre regiões, sotaques, etnias, folclores, etc. Ora, eu sou brasileiro e, assim como boa parte dos brasileiros, nunca tive contato direto com uma xilogravura nordestina, por exemplo. Logo, não me parece que a identidade (unidade de características de diferenciação) brasileira seja tão plural e eclética como se diz por aí. Leia mais…

14/07/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Nicholas Pierre

Após o fim do mundo da última semana, muita polêmica transitou em nossas timelinescartilha do MECdenúncia à educação brasileiramarcha da maconhaclínica de abortoregulamentação do Design e até uma certa banda mais sorridente da cidade. O interessante é que, daqui a algumas semanas, ninguém mais vai se lembrar disso que eu acabei de escrever (isso foi em 27 de maio). Mais interessante ainda é que, no entanto, sentimos a necessidade de adotar um posicionamento contra ou a favor com relação ao último mimimi do dia. Leia mais…

30/06/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Nicholas Pierre

Hoje falarei de um fator que parece ser desconsiderado na maioria dos métodos de Design: o bom gosto. Se você pensa que isso é algo muito relativo e que não pode ser reduzido a uma definição, perceba que tal afirmação é também reducionista – ter a mente aberta pode ser tão irredutível quanto ter a mente fechada (o reducionismo é a ambiguidade do relativismo, e vice-versa). De todo modo, mesmo quando tentamos fugir do dilema do bom gosto – quando achamos que a forma (harmonia, proporção, unidade) deve seguir ao máximo a função (usuário, contexto, necessidade) –, parece haver sempre um determinado senso estético implícito, em maior ou menor grau, naquilo que projetamos. Leia mais…

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