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06/07/2010


Foto: Armando Fontes

Este texto foi escrito de coração há alguns anos atrás. De tempos em tempos ele é atualizado.
Até o N Design 2010 em Curitiba! ;)

1- Você exercita sua profissão
2- Você assiste palestras muitos boas
3- Você assiste palestras muito ruins
4- Você pode escolher uma oficina de um ou mais dias pra aprender uma coisa nova
5- Você conversa sobre design o tempo todo
6- Você faz amigos e inimigos em vários estados
7- Você aprende sobre a vida em outros estados
8- Você vai beber o lendário Mussolini
9- Você conhece designers muito bons
10- Você pode conversar com um ídolo
11- Você vê que existe vida fora da faculdade
12- Você ri 24 horas por dia
13- Você vai tirar fotos absurdas
14- Você vai lembrar da viagem pra sempre
15- Você bebe com velhos e novos amigos
16- Você passeia sozinho pela cidade descobrindo coisas
17- Você pode se hospedar no pior hotel da sua vida e achar muito bom
18- Você conhece homens/ mulheres muito interessantes
19- Você junta um monte de lembranças da cidade
20- O kit do evento sempre é legal, mesmo quando é ruim
21- Você pode ficar amigo dos organizadores do evento
22- Você pode ganhar um namoro à distância
23- Tem a repentina
24- Tem as festas
25- Você pode boicotar a festa e fazer uma clandestina no alojamento
26- Tem o design de buteco
27- Você pode aumentar o seu sketchbook
28- Você pode espalhar seus adesivos e seus buttons
29- Você reencontra as pessoas que conheceu ano passado
30- Quase sempre as festas são temáticas
31- Você sai da oficina com vontade de fazer coisas
32- Tem o Stevenson vendendo livros e te deixando mais pobre
33- Mesmo quando não tem razões, você quer ir
34- Não tô brincando, é muito bom
35- Não é coisa de nerd
36- Às vezes é coisa de nerd
37- Não é da UNE
38- Você vê a organização se matando de estresse e fica tranquilo
39- Sempre tem alguma gincana ou campeonato estranho
40- Sempre tem um grupo de pessoas contando histórias bizarras
41- Você é convidado para beber com estranhos
42- Pessoas que você acabou de conhecer passam a fazer parte da sua vida
43- Você conhece pessoas que vão fazer a diferença no futuro
44- Você fica com vontade de fazer a diferença no futuro
45- E por isso você se dedica mais
46- Você vai pra casa questionando muitas coisas
47- Você percebe defeitos na sua faculdade que antes não via
48- Muitos mitos caem
49- Muito mitos nascem
50- Você dança músicas horríveis
51- Tem coreografia nas festas
52- Você aprende a dar valor às coisas novas
53- Você aprende o valor da pesquisa e do embasamento
54- Não é coisa de desocupado
55- Você quer ir a todos os eventos pra ver “se eles organizaram direito”
56- Quando volta, você pode xingar muito seus amigos no Twitter
57- Você pode fazer inveja em quem não foi
58- Você pode comprar um monte de coisas legais
59- Você pode visitar “lugares estranhos” da cidade
60- Depois do evento você troca 3 mil fotos com 2 mil pessoas
61- Não deixam você dormir no alojamento
62- Você vai pra oficina morrendo de sono e acha bom
63- Você incorpora gírias de outros estados no seu dia-a-dia, do tipo “Tri-irado, sô”
64- Tem a camiseta do evento
65- Tem o crachá que sempre tentam amassar
66- Você encapa seu crachá com os adesivos que vai ganhando
67- Você anda cheio de buttons
68- Você sempre discute a filosofia de uma coisa aleatória
69- Você pode tentar roubar um banner do evento
70- Você pode expor um projeto seu
71- Você pode vender coisas no bazar
72- Algum palestrante sempre distribui ou sorteia pôsteres e livros.
73- Você se entende um pouco melhor
74- Você tem um tempo pra pensar sobre seu futuro
75- O evento te ajuda a decidir que direção tomar
76- Você aprende que design tem muito mais possibilidades do que você pensava
77- Você pode espalhar boatos
78- Tem a plenária final
79- No penúltimo dia, você começa a ficar triste
80- No último dia você pega e-mails e msn de todo mundo
81- Sempre tem uma oficina que tem a ver com você
82- Sempre tem uma atividade relacionada à cultura local
83- Comidas diferentes são ótimas
84- O sotaque das pessoas é atraente mesmo quando é irritante
85- Sempre tem alguém que pensa do mesmo jeito que você
86- Argentina eliminada
87- Você pode ser adotado por uma delegação de outra cidade
88- Se estiver frio, você deita no gramado pra pegar sol
89- Se estiver quente, você deita embaixo das árvores
90- Fazines sempre começam a circular
91- Você pode colaborar com eles
92- Você vê um monte de estudantes de design circulando pela rua
93- Você vê os ônibus das delegações chegando
94- Você fica eufórico quando chega lá após horas de viagem
95- No terceiro dia você já conhece todo mundo e já se sente morador do evento
96- Você analisa todo e qualquer produto gráfico local, como placas, outdoors e fachadas
97- Você vai sair de lá querendo organizar o próximo
98- Você descobre que o designer pode ser muito mais chato do que parece
99- Mas gosta assim mesmo
100- Design é a sua vida
101- você junta tudo isso e descobre o que é importante; descobre seus valores. Talvez mude sua forma de pensar, talvez não, mas alguma coisa nova vai entrar na sua lista de reflexões. Talvez você descubra que ir ao evento não lhe é útil de forma alguma; e isso vai ser vital. O importante mesmo é conhecer para falar sobre, testar antes de concluir e se manter criativo. E é justamente por isso que você adora ou vai adorar ir ao encontro.

Para saber mais sobre os próximos eventos:
www.agendaT.com.br

01/07/2010



De vez em quando alguém me pergunta sobre o uso do lápis azul que sempre aparece em desenhos publicados nos livros sobre animações e nos blogs de artistas. Eu nem imaginava o quanto essa dúvida era corriqueira, e imaginava menos ainda que poderia render uma resposta interessante.

Para algumas pessoas a razão era apenas estética: deixar o desenho mais estiloso, com sensação de despreocupadamente profissional. A ideia não está totalmente errada, mas tem mais coisa aí. Leia mais…

01/03/2010


Recentemente tentamos fazer aqui uma atividade chamada Faça Igual ou Faça Melhor. Era uma brincadeira onde o desafio era reinterpretar obras de grandes mestres da arte. Não deu certo e agora eu tenho uma desculpa para o fracasso: a banda Hold Your Horses e a produtora L’Ogre fizeram isso com todas as pinturas de uma vez. Não sobrou nada pra gente.


09/07/2009


O texto a seguir foi escrito por Mark Waid, um dos grandes escritores de HQ dos EUA, editor-chefe da Boom! Studios. O texto original está aqui no seu blog. Achei tão legal que quis dividir:

Essa é sem dúvida a melhor capa de revista em quadrinhos que eu vi nos últimos tempos, talvez no ano inteiro: THE SPIRIT nº 29, da DC Comics, desenhada por Paul Rivoche. É uma aula de tudo que uma capa deveria ser, e eu vou usá-la como exemplo de “como fazer certo” pelo resto da minha vida. Vamos dar uma olhada:
1) É mais do que uma simples imagem; ela conta uma história. Seus olhos vão primeiro direto ao Spirit, depois à garota, depois ao fato de que cada um deles está olhando para seu relógio, e a linguagem corporal deixa claro que um está esperando o outro. E então seus olhos descem até onde a bomba está colocada. Depois você vê o horário na bomba. Depois seus olhos vagueiam de volta para cima até o relógio digital e você nota que falta 1 minuto para a explosão. Meu deus, essa capa implora para que você abra a revista para descobrir o que vai acontecer.
2) Ela está perfeitamente colorida. PER-FEI-TA-MEN-TE. Os olhos imediatamente vão até o Spirit, o personagem central da revista, em seu azul encorpado. A visão naturalmente cai para a esquerda, encontrando a mulher em suas cores brilhantes porém secundárias. Depois os olhos descem até o vermelho brilhante da bomba. E as mangas do vilão são coloridas espetacularmente-aparecendo apenas o suficiente para serem visíveis, não se perdendo em meio ao cinza da plataforma do trem e não se destacando antes que você veja a bomba ou perca seu foco. Os 2 elementos mais importantes da ilustração – o herói e a bomba – são os elementos que destacam mais claramente, como deveria ser. O logo tem sua cor precisamente retirada de outras cores na ilustração, e ainda assim é perfeitamente legível. Se alguém tivesse feito esse logo, digamos, vermelho forte, eu teria que bater nessa pessoa. Isso teria arruinado o balanço da capa toda. Da mesma maneira, se os braços do vilão fossem gritantes para chamar atenção, eles brigariam para serem vistos primeiro e teriam estragado a composição.
2) O desenho em si tem a precisão de um ônibus espacial. Tudo aponta em direção às duas figuras principais. Tudo. Os papéis voando. Os braços do vilão. O trem. Os trilhos na parte de cima. O relógio digital, meu deus. A LÂMPADA EM CIMA DO SPIRIT. E ainda assim nenhum desses elementos atrapalha ou chama muita atenção para ele mesmo.
Eu tenho sido, como todas as pessoas espertas, fã do trabalho do Paul por muito tempo, mas esse é um gol da harmonia. Jovens ilustradores, jovens editores, quando em dúvida, façam isso. Isso é uma capa. Eu vou usá-la como objeto de ensino de agora em diante.

“Essa é sem dúvida a melhor capa de revista em quadrinhos que eu vi nos últimos tempos, talvez no ano inteiro: THE SPIRIT nº 29, da DC Comics, desenhada por Paul Rivoche. É uma aula de tudo que uma capa deveria ser, e eu vou usá-la como exemplo de “como fazer certo” pelo resto da minha vida. Vamos dar uma olhada:

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