

Como todos os materiais e linguagens, o Letraset (decalques tipo-gráficos) quase tombou perante a revolução digital nos anos 90, mas parece ter ganhado um novo impulso mais expressivo, caindo nas graças de artistas e designers fãs de colagem e tipografia (entre os quais me incluo).
Felizmente, a redefinição trazida pelos computadores não apagou totalmente os registros e trabalhos bacanas. Me deparei com alguns artigos que tratam do tema, mostrando o caminho percorrido por nossos “ancestrais” e até mesmo indicando onde nasceram algumas das concepções e ferramentas que utilizamos até hoje. Através dos catálogos e modelos de aplicações lendários (alguns verdadeiras pérolas de diagramação e produçnao gráfica), dá para ver de onde vêm as paletas de fontes e caixas de texto dos softwares que hoje usamos.
Lembro com uma certa nostalgia de catálogos assim que eram de uma tia minha, também designer. Deve ter sido meu primeiro contato efetivo com tipografia e também, quem sabe, algo que potencializou meu interesse sobre o tema. Depois vieram os próprios decalques e o resto é história. E acho sempre bom conhecermos um pouco mais dessa história para fazermos algo mais a partir dela.
Uma busca simples pelo flickr me fez descobrir muita gente legal fazendo isso.
Ainda que o Letraset e afins tenham se tornado corpos estranhos nessa era de precisão e velocidade, acho muito bacana ver e rever esses materiais sendo transformados por novos olhares.
• Artigo de Able Parris
• Artigo de Steven Heller
• Artigo de Nick Currie
Flickr:
• catálogo de ilustrações decalcáveis
• mais catálogos
• mais catálogos ainda
• experimentos usando essencialmente letraset
• mais um pouco desses
• colagens!!
Vida longa ao Letraset!!