Newsletter: 
Saiba mais:
Confira todas as edições:
Próximo tema:
Comunidade IdeaFixa!
Um espaço para você mostrar sua cara e seu trabalho. Crie seu profile e aproveite agora mesmo!
Updates:
Marcio Rodrigues postou um novo trabalho.
KLeber Moraes postou um novo trabalho.
Janara fez um novo comentário.
Você na IdeaFixa:
Blog:
10/06/2010


Recente  – recentíssimo, de agora pouco – tweet* da Janara me suscitou a uma reflexão sobre a imagem, a autorização e o autoral. Calma, não vou e nem tenho a pretensão de discorrer sobre semiótica e direito aqui, primeiro que “quem sou eu pra tanto” e depois que não é o objetivo do blog. Mas, enfim, problematizemos: duas meninas blogueiras, estas consideradas (ou que se consideram…) it-girls (eu mal sabia o que era uma it-girl, precisei me consultar com uma amiga blogueira para saber que estas fulanas são semicelebridades no mundo virtual) que tiram fotos com seus looks do dia, são chamadas para posar de bacanas nas revistas de moda, dão opiniões sobre produtos, roupas, etc, ou seja: que ‘vendem’ sua própria imagem – real ou como personagem – na internet. Estas duas meninas, Pandora e Betty, associaram fotos delas a estampas em peças na famosa loja de departamentos Zara.

Leia mais…

19/05/2010

Há tanta informação audiovisual no mundo contemporâneo que o fator “estar antenado” já não funciona e não torna as pessoas mais atualizadas.

Entro na sala e a primeira coisa que vejo antes de perceber E. atrás da escrivaninha é um estonteante tênis preenchido com arabescos psicodélicos por toda sua área (inclusive no solado): presente de aniversário feito e enviado por uma amiga. E. olha desolado para o objeto, braços jogados sobre as coxas, a cabeça um pouco baixada, de costas para um giclê de “Quadrado branco sobre fundo”, de Malevich, constrastando com seu indefectível costume preto com camiseta igualmente escura. “Senta aí”, ele diz, sem muito ânimo.

Sento-me. E. (que não quis ter seu nome identificado) é um talentoso jovem estilista, mas em franca e admitida decadência. De certa forma isso não é ruim, afinal ele é jovem e a decadência a que me refiro é a constatação de que sua preferência pela mínima informação e máxima estruturação; defendida na arte pelo próprio Malevich no início do século 20 e, nos anos 1990, ditando moda através de mestres como Helmut Lang e Rei Kawakubo; é a fênix de seu trabalho para que ele ressurja com outra configuração. De certa forma, repito, isso não é ruim.

“Estou cansado dos excessos, mas os excessos me venceram”, constata fitando tristemente o all-star “exclusivo” sobre a mesa. E eu entendo o que E. quer dizer. Há tanta informação audiovisual no mundo contemporâneo que o fator “estar antenado” já não funciona e não torna as pessoas mais atualizadas. O design e as mídias de massa são duas das grandes responsáveis por esta overdose que, se não é má, tampouco parece ter sido benéfica para as novas gerações e um fardo pesado para as gerações intermediárias (os que nasceram na era pré-celular, como ele e eu, por exemplo) porque há muito a ser diregido e pouco estômago para fazê-lo. O que acontece é um sobrepeso de carga informativa sufocante e, paradoxalmente, entediante.

Os “excessos” a que E. se refere tem efeito de supernova sobre nossas mentes. De tanto brilho e poder de atração, a imagem consome a si mesmo e a tudo que está ao seu redor causando um grande e absoluto vazio que parece não ter fundo. O deserto, vazio a ser preenchido, que se referia a arte de Malevich, é o mesmo a que nos leva toda a gama de cores, formas, montagens, extensões, texturas, aparências, ilusões, configurações, reciclagens, reutilizações que nos torna seres oprimidos e subjugados pela imagem que, de tão presente, acaba se tornando parte imperceptível da paisagem. Um big bang ao contrário.

Não é de hoje que pensadores, artistas e afins estão preocupados com os excessos. Baudelaire, quando do advento da fotografia, já se demonstrava preocupado com os efeitos da reprodução sobre a cultura dali para frente. Guy Baudrillard já temia o hiperconsumo, hoje realidade inexorável, desde meados do século 20. “Mas a falta de contemplação nos corroi”, completa E. “Veja minhas peças, ninguém mais quer contemplá-las. Não importa mais a minha mão sobre o corte destas roupas, o que importa é o consumo imediato e o tal do “valor agregado”, este monstro indefinido que tomou conta do produto”.

Ele segura, enfim, o tênis e passeia os olhos sobre ele. Não é mais um tênis mas, sim,um objeto de herética adoração descartável. “Não é incapacidade ou inoperância de minha parte não conseguir absorver isso tudo. Cansei de me sentir culpado. Realmente não há HD em ninguém para tanto. Nossos jovens estão crescendo e se espremendo dentro de Ipads enquanto falta espaço para contemplar. Eu estou cansado”, desabafa.

E. é um grande empreendedor. Não vai deixar que seus negócios se abatam por “incapacidade ou inoperância” e dividiu os negócios com outro sócio ainda mais jovem e “antenado”. Foi a solução que encontrou para si. E para os excessos, qual é a solução, pergunto. Ele me olha complacentemente e guarda o tênis na gaveta da escrivaninha como resposta. Atrás dele, a reprodução de Malevich não se moveu um milímetro sequer.

Publicado originalmente em Pérolas aos Porcos.

12/05/2010


O tema da quarta edição foi "Filme B"

Nem só de grandes centros vive a arte e o seu mercado. Londrina, cidade do norte do Paraná com pouco mais de quinhentos mil habitantes, é conhecida por ser celeiro de talentos na área das artes plásticas, da música, do teatro, etc.

E é em Londrina que acontece a Guerra de Ilustrações, evento que procura reunir artistas plásticos, ilustradores, cartunistas, etc, em bares da cidade numa disputa nada bélica em que ninguém ganha prêmio material algum e nem tem colocação. O objetivo maior, segundo os organizadores, é reunir estas pessoas que fazem arte em um ambiente descontraído.

O evento já vai para a sexta edição com o tema “Vizinhos”. O último abordou o tema “Luta Livre” cujas obras ainda não foram divulgadas. A quarta edição foi inspirada nos filmes B, a obra que ilustra este post é do Silvio Costa.

A “Guerra” acontece em Londrina, mas é claro que todos podem participar (desde que possam estar pessoalmente na cidade para ‘defender’ sua obra). Profissionais e amadores, a mostra é aberta a todos que curtem arte.

Veja mais sobre em http://www.guerradeilustracoes.com

P.S. – Peço desculpas a colaboradores e leitores pelo sumiço do blog nos últimos meses. Como odeio conjecturas, digamos apenas que o trânsito estava caótico…

13/07/2009

Mais uma vez puxando o atum para o meu lado, o programa inédito do Arte e Palavra desta semana. Uma reflexão – ou não – sobre a propaganda em nossas vidas. Espero que gostem.

Qual o sentido da propaganda? – exibido em 13/07/2009

Arte e Palavra adora perguntar. Desta vez, faz um passeio pelo mundo perfeito da propaganda, onde só existe cabelo perfeito, intestinos tipo “reloginho”, mulheres contemporâneas e sorrisos brancos e felizes. A música é sempre suave, um eterno elevador de enlevações. Para acompanhar, um delicioso petisco: o curta “A Alma do Negócio” (1996), dirigido por José Roberto Torero e disponível gratuitamente no site Porta Curtas.


Arte e Palavra
Rádio Universidade de Londrina – FM 107,9. Ouça online em www.uel.br/radio
Segunda-feira: inédito, 16h30
Reprises: terça-feira no programa Trem das Onze (a partir das 11h)/ quinta-feira: 21h/ sábado: 9h
Produção: Ana Carolina Lucca, Kleber Arantes e Peterson Dias
Email: arteepalavra@gmail.com

© Copyright 2006 - 2012 IdeaFixa | Todos os direitos reservados. | Política de Privacidade | Termos de Uso