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Guerra de Ilustrações terá exposição no Museu de Arte
Mostra vai expor todos os trabalhos já produzidos até agora
Entre os dias 13 e 31 de agosto, o Museu de Arte de Londrina (Rua Sergipe, 640) vai abrigar uma exposição com todos os trabalhos realizados até agora por meio do projeto Guerra de Ilustrações. Ao todo serão 103 ilustrações de 49 ilustradores diferentes.
A Guerra é um evento que surgiu em outubro do ano passado. Com o objetivo de fomentar a cultura da ilustração em Londrina, o projeto promove encontros mensais entre os ilustradores da cidade para que eles se conheçam e se articulem. Todo mês os participantes produzem ilustrações ao redor de um tema diferente definido por votação na internet. Os trabalhos são apresentados aos outros no bar, nas chamadas “batalhas”, onde cada ilustrador fala um pouco sobre a ideia e a concepção de sua ilustração. Não há prêmios ou vencedores na Guerra, pois o grande objetivo é mesmo a diversão e o intercâmbio entre os participantes.
A exposição vai retratar a variedade de técnicas que já foram utilizadas pelos ilustradores do projeto: gravura em metal, massa de modelar, café, manipulação fotográfica, aquarela, nanquim, e muitas outras. Na Guerra não há regras para a técnica ou o suporte das ilustrações, desde que seja bidimensional.
Paralelamente à mostra, será realizada uma batalha surpresa, marcada para o dia 21, às 09h30. Além disso, durante a exposição serão ministradas algumas oficinas a serem definidas.
Um catálogo com todas as ilustrações produzidas e o perfil de todos os ilustradores que já participaram do projeto será comercializado durante a exposição. Além disso, buttons da Guerra também estarão disponíveis para compra. Também é possível adquiri-los por meio do site: www.guerradeilustracoes.com. As ilustrações de todas as batalhas, além de fotos dos encontros, podem ser visualizadas no mesmo endereço.
A abertura da exposição está marcada para o dia 13, às 19 horas, no próprio Museu de Arte, e contará com show de samba-rock da banda Bacalhau SRC, além de comidas e bebidas. A entrada é livre.<
Mais informações pelo telefone (43) 3027-3160.
A Guerra de Ilustrações é uma realização do escritório de Design BRtipo. A exposição conta com o patrocínio da LPR Digital.
Serviço:
Exposição – Guerra de Ilustrações
www.guerradeilustracoes.com
13 a 31 de agosto
Museu de Arte de Londrina (Rua Sergipe, 640)
Horário: Segunda a sexta das 10h às 18h / Sábados das 08h às 13h
Entrada livre

Calma, isso NÃO é um comercial e eu nem gosto de leite condensado (não puro, ao menos), mas em uma inevitável ida ao mercado me deparei com esta graciosa surpresa: uma edição histórica da lata lançada em 1937 do famoso doce, que foi trazido ao Brasil em fins do século 19. E comprei só para tirar a foto (claro que depois ele vai se transformar em um belo brigadeiro de colher).
Eu nem sei se o produto é novidade, mas como interessado em retrô (esta ingrata expressão) e história da arte, quis dividir isso com os leitores. Ao mesmo tempo é importante que os mais jovens, muitas vezes antenados em coisas tão imediatas, sejam apresentados a este tipo de informação e design (uma prima adolescente, por exemplo, ficou admirada por “já existir leite condensado em 1937″) a que não estão acostumados devida à grande rotatividade e descartabilidade de produtos, formas, marcas, etc.
Apenas para fechar, lembro que li em alguma destas revistas de curiosidades que o nome original do produto não era “Leite Moça”, mas como a embalagem trazia a imagem de uma jovem e boa parte da população era analfabeta, as pessoas pediam nos armazéns o “leite da moça”. Atenciosos ao apelo popular, os proprietários da marca patentearam e mudaram definitivamente o nome do doce e assim atravessou décadas. Pra gente ver como o marketing e a publicidade são bem mais velhos do que muita gente imagina!

Eu me considero um cara iconoclasta. Não sou de “babar ovo” em ninguém (tampouco espero reciprocidade), mas tem gente que chega em nossa vida – ainda que não pessoalmente, mas através de sua arte, seu trabalho – e a muda completamente. Para mim, um destes poucos foi o portuga José Saramago.
Perdemos José, aquele ateu velho, chato e rabugento, mas que escrevia divinamente como ninguém, e dizia com bastante simplicidade que o Amor é a única arma que temos contra a Morte.
Registro aqui minha singela homenagem (assim, bem chavão, como ele tanto odiava) sobre papel a este gênio das letras.