

Quem foi no TEDxSP pôde ver a Fernanda Viégas apresentar, com uma linguagem bem simples, como podemos usar a Visualização de Dados para traduzir e sintetizar informações complexas do nosso dia-a-dia.
Gostou da brincadeira? No Many Eyes você também pode criar suas próprias visualizações e compartilhá-las na comunidade. É bem simples e já tem vários formatos prontos.
E, por falar em visualização de dados e infográficos… tem mais neste post e neste outro também.
Aliás, fiquei devendo o último post sobre o tema, né? o.O

No post anterior citei alguns exemplos e variações de infográficos, apenas como introdução ao que tem sido produzido na área, desde o século passado até “ontem”. Isto não significa que tais exemplos já estejam defasados, pelo contrário, estão em constante evolução. Mas novas possibilidades estão surgindo “hoje”, levando os infográficos para outras mídias e com novas dinâmicas.
Uma nova tendência neste ramo são os infográficos dinâmicos e interativos alimentados por dados em constante atualização, que alteram de forma autônoma os resultados visuais. Este tipo de infográfico é mais conhecido como “visualização de dados”, e está ganhando cada vez mais espaço à medida que aumenta o volume de informações que consumimos todos os dias, especialmente na internet.
Talvez o exemplo mais comum [e banal] de visualização de dados sejam as famosas “tag clouds”, presentes em muitos sites e blogs por ai [inclusive aqui no ideafixa], e que servem para representar a relevância das tags pelo tamanho e peso das fontes.
O jornal The New York Times foi premiado no último National Design Awards, pelo uso de infográficos e mapas dinâmicos para organizar dados em eventos importantes da história, como as estatísticas nas eleições presidenciais de 2008 e a expansão da gripe suina, por exemplo.
Enquanto veículos de notícias se esforçam para preservar a principal função da infografia, que é informar, artistas e designers vão até o outro extremo da relação forma/função. Os resultados são experimentos que muitas vezes se abstraem do objetivo de informar e se concentram nas composições orgânicas e imprevisiveis que a tecnologia permite.
Mesmo sendo estes infográficos gerados de forma automática, por programação, cabe ao designer definir como os elementos gráficos se comportarão ao interpretar os dados, fazendo da composição uma obra “viva”.
No próximo post, o último da série, não darei palpites sobre o uso de infográficos no futuro. Falarei do encontro da infografia com a interação, que já é uma realidade, mas que tende a se proliferar e evoluir nas muitas interfaces com que lidamos e lidaremos diariamente. ;)

O objetivo principal de um infográfico é traduzir graficamente informações complexas de forma mais clara, didática e dinâmica. Seja para explicar a crise econômica, a gripe suína ou até o funcionamento do LHC, a infografia têm sido amplamente explorada pelo jornalismo e inclusive, como não poderia deixar de ser, pela publicidade.
Na verdade, infográficos não servem para comunicar apenas coisas complexas e/ou chatas. Se tornaram um eficiente recurso para tornar qualquer tipo de assunto mais divertido e atraente, também em outras mídias e formatos como vídeos e animações interativas.
Sempre fui fascinado por infográficos, de todos os tipos. Um dos motivos pelo qual acompanho há anos a revista SuperInteressante, que já foi considerada “a revista que melhor usa infográficos no mundo” e vive recebendo prêmios nacionais e internacionais por isso.
Eis um vasto mercado para atuação de designers e ilustradores. À medida que os infográficos ganham importância no mercado, aumenta a liberdade para experimentação e abstração. As possibilidades são infinitas.
A imagem acima foi citada também pela Tereza Bettinardi em seu post sobre “mapas de influências”, que são também exemplos de infográficos.
Dividi este post em 3 partes [ontem, hoje e amanhã], para poder comentar também outras vertentes e tendências sobre o tema. Logo tem mais… até!