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18/08/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Guilherme Henrique

Cada vez mais tenho a impressão de que a ideia de inteligência coletiva de Pierre Lévy é um equívoco demasiado ingênuo. Quanto mais as pessoas têm voz, menos elas têm o que dizer. De dia, gritamos contra o mundo; de noite, celebramos este mesmo mundo – sob o paradoxo de que não escapamos de uma visão de mundo particular que, por sua vez, também pertence ao mundo. Conheço muitos jovens designers extremamente talentosos, virtuosos em técnica e pensamento, mas que se sentem vazios, desprovidos de sentido, com o vício da ociosidade (procrastinação). E eu me incluo entre eles. Leia mais…

11/08/2011


originalmente publicado no Filosofia do Design e no Formas do Consumo | ilustrações de Guilherme Henrique

Como todas as palavras que se referem ao ser humano, o consumo nunca possuirá definições precisas e inquestionáveis. A opinião é necessária, sendo que a própria opinião também pode ser considerada uma forma de consumo. Por exemplo, parte da minha opinião sobre o consumo foi literalmente consumida da opinião de Jean Baudrillard, que por sua vez digeriu e defecou outras opiniões, chegando à seguinte conclusão: o consumo não é literalmente real. Leia mais…

04/08/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Guilherme Henrique

“…o fundo do poço da vergonha foi atingido quando a informática, o marketing, o design, a publicidade, todas as disciplinas da comunicação apoderaram-se da própria palavra conceito e disseram: é nosso negócio, somos nós os criativos, nós somos os conceituadores!” (DELEUZE; GUATTARI, 2004, p. 19).

Os termos conceitoconceituação são recorrentemente utilizados por nós, designers. Embora haja uma ampla bibliografia sobre isso, trata-se de uma confusa etapa projetual que ora é localizada como ponto de partida, ora como parte do processo e ora como justificativa posterior. De todo modo, há sempre a necessidade de se representar ou ilustrar um conceito, como se fosse uma espécie de produto à parte, um tipo de aplicação e objetificação da criatividade em algo que possa ser vendido e utilizado de maneira eficaz. Leia mais…

27/07/2011


texto originalmente publicado no Filosofia do Design e no Design Simples | ilustrações de Guilherme Henrique

No filme O Cheiro do Ralo, o protagonista diz: “Deus criou o mundo, mas foi o homem que tornou o mundo confortável. O homem é o deus do conforto”. Por outro lado, o filósofo John Hick afirma em seu livro Encountering Evil (2001): “Um mundo em que não haja dor nem sofrimento seria um mundo onde não haveria escolhas morais e, portanto, nenhuma possibilidade de crescimento e desenvolvimento moral”. Frente ao dilema conforto x sofrimento, nós designers procuramos proporcionar mais conforto para as pessoas. Contudo, geralmente esquecemos que a ideia de conforto só faz sentido frente à sua ideia oposta: desconforto, dor, sofrimento. Leia mais…

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