Não sei quem fez, nem para que ou quem fez. Mas achei esse livretinho on-line com a história dos tênis de skate. Muito legal. Não sei quanto aos textos, mas as fotos de pares detonados são excelentes.
Made for Skate III
Não sei quem fez, nem para que ou quem fez. Mas achei esse livretinho on-line com a história dos tênis de skate. Muito legal. Não sei quanto aos textos, mas as fotos de pares detonados são excelentes.
Made for Skate III

Há dois anos que não atualizava meu portfolio. Foi o que fiz hoje de manhã.
http://dadoqueiroz.com/
Obrigado e um bom final de semana a todos.
Valerie Hegarty tem uma linha de trabalho que fala por si. O que mais me impressiona é o senso de harmonia que a destruição traz a algumas das peças. Gosto também da sugestão de movimento causada pela manutenção de partes das obras “originais”.
Para finalizar, é uma estética real, já que as texturas e formas da deterioração são texturas e formas reais, e não representações. Enfim, acho que são esses os motivos que fazem eu gostar tanto, mas e você com isso, né?
e eu percebo
que odeio o som de guitarras
Sempre achei legal essa letra, escrita e cantada por um dos guitarristas do Fugazi, uma banda bastante dependente de guitarras. Nunca entendi muito bem o contexto, mas sempre gostei da idéia de um cara obviamente apaixonado por guitarras chegar ao ponto de dizer que as odeia.
Foto épica de Pennie Smith, usada como capa do álbum London Calling, do
Clash. Segundo a fotógrafa, ficou fora de foco por ela ter tido que se
abaixar, uma vez que o baixista Paul Simonon estava mais perto do que a
foto faz crer.
Sou bem maluco por design, tipografia e ilustração, e artes visuais, arquitetura e fotografia, numa escala descendente de maluquice. Mas às vezes eu simplesmente odeio tudo isso. Para poupa-lo de ler algumas milhares de palavras a mais, vou resumir dizendo que isso provavelmente acontece pela falta de novidade, o que leva a uma falta de… digamos… comoção. Não novidade no sentido de trabalhos novos, mas no de descoberta de coisas novas, de coisas que intriguem. Sim, há muita coisa intrigante e bem executada em todo lugar, mas esse é justamente o problema, está tudo aí. Não há mais descobertas, está tudo “na cara”. Nos tornamos tão expostos a tantas imagens bem feitas por tantas pessoas de tantos lugares com tanta freqüência, que o mistério da descoberta se foi, de certa forma. A surpresa, o “perder o fôlego”, ficou tudo para trás.
Ainda lembro de quando descobri o trabalho de David Carson, e de como fiquei impressionado. Passei semanas mergulhado na edição revisada de The End of Print. Por quê eu fiquei tão movido? Porque àquela altura, meu universo inteiro de referências gráficas era menor do que este livro sozinho. Não só eu estava apenas começando a me envolver com a profissão, mas a internet ainda não provia tanto conteúdo de design — ou as ferramentas apropriadas para acha-lo, não sei. Estou falando de 2001. Novas referências vinham esporadicamente, de algum livro ou revista importados que alguém comprava ou de algum site que alguém era sortudo o suficiente para encontrar. A gente então se jogava nessas novas referências, desenvolvendo idéias e visões próprias (ou assim achávamos). Lembro de como era legal cada ida a São Paulo, por causa das livrarias melhores que existiam lá (ainda existem, mas a discrepância em relação à Curitiba hoje é menor). Dava para encontrar até 15 livros diferentes! Com certeza ao menos uns cinco seriam legais e, destes, um ou dois daria para comprar. Pode soar ridículo, mas havia um senso de aventura, de esforço e de descobrimento, que faria você “digno” da informação que passava a ter. Havia tempo para meditar sobre os estilos ou designers recém descobertos. Só agora me dou conta disso.
Não havia del.icio.us, ffffound, google images; não tinha centenas de revistas em flash ou pdf, nem milhares de portais; nem blogs, nem milhões de portifólios pessoais ou bilhões de “projetos pessoais”. Não me entenda mal, ter tudo isso hoje é maravilhoso (vide ideafixa). E a quantidade de trabalhos bons que eles mostram é realmente incrível — jamais pensei ser possível existir tanta gente talentosa no mundo (aliás, pretendo tratar desse ponto no conversa de bar metida a besta III, pois na verdade ainda não acho possível). Tudo que digo é que agora me dou conta de que há um preço. Pelo menos para mim. Não é mais tão divertido, nem é mais tão simples manter um toque pessoal. Tudo isso matou parte da beleza da coisa. Mas talvez seja apenas eu, já que tenho que estar muito movido por algo para ter vontade de agir.
Hoje posso ver em uma manhã mais referências do que via durante um ano todo de meu início de faculdade, e digo isso literalmente. E a qualidade dessas referências, em termos de execução, é muito superior do que há poucos anos atrás. Mas é como disse, a exposição interminável a esses trabalhos tirou o encanto. Dificilmente passo mais de 30 segundos numa mesma imagem, hoje em dia. Ao contrário das horas que passava sobre imagens bem menos intrincadas no passado. Simplesmente porque já vi centenas de outras coisas similares, e acho aborrecido essa coisa de de novo e de novo e de novo.
Enfim, é nostalgia suficiente por um bom tempo. Esses dias fui num show em que o vocalista tinha o hábito desagradável de falar muito entre uma música e outra, sempre se lamuriando de que as coisas não saíram como ele esperava quando era mais novo e coisas afins, e mentalmente o xinguei bastante por isso. Não quero incorrer no mesmo erro, apesar de ser tarde demais. Um-dois-três-quatro!