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14/10/2009


Há mais de 30 anos a Nikon premia os melhores microfotógrafos, ou fotomicrógrafos (palavra estranha), que produzem descobertas científicas importantes para as ciências biológicas.
Este prêmio é chamado de Small World (Mundo Pequeno), e é considerado o melhor veículo para exibir a beleza e a complexidade das formas de vida vistas através de um microscópio.

A imagem acima é a vencedora da edição de 2009, do Dr. Heiti Paves, da Universidade Tecnológica de Talinn, Estônia. É uma fotografia da ponta do estame de uma Arabidopsis thaliana. É uma florzinha meio mato, bem mixuruca, mas é uma das espécies mais utilizadas na pesquisa científica atualmente.

Dito isso, a curiosidade científica das fotografias para nós designers não é bem o mais importantes. As fotos são incríveis, de uma riqueza de cores e matizes que a gente nem imagina que existam em coisinhas tão pequenas. Vale pra lembrar que não é preciso imaginar formas de vida estranhas – está tudo aqui, é só olhar bem de pertinho.

Todos os finalistas, e edições anteriores, aqui: http://www.nikonsmallworld.com/

21/09/2009


Fábio Moon e Gabriel Bá dispensam muitas apresentações, mas vamos lá: os gêmeos de São Paulo publicam todo sábado uma tira na Ilustrada da Folha de São Paulo chamada Quase Nada. Eu acompanho sempre via Flickr, e a maneira como eles relacionam os problemas do dia-a-dia de uma cidade sufocante com os conflitos internos de cada um é um respiro de ar puro. Instigante, sem falar que também é obviamente lindo.

O set completo, atualizado toda semana, está no Flickr deles, aqui:
Quase Nada

24/07/2009


Ontem durante o Comic Con em San Diego, a maior feira de quadrinhos e relacionados do mundo, finalmente foi lançado o teaser de Alice in Wonderland, o próximo filme do Tim Burton, que dirigiu maravilhas como Big Fish, Beetle Juice (Ou “Os Fantasmas se Divertem” em mais uma maravilha de tradução de títulos no Brasil) e Edward Scissorhands.

O filme está sendo muito aguardado, porque finalmente existe tecnologia suficiente em computação gráfica para fazer todas as maluquices descritas no livro de Lewis Carroll, e Tim Burton é um diretor conhecido por retratar o mágico e o macabro juntos com maestria.

Alice é interpretada pela novata Mia Wasikowska, a Rainha Branca por Anne Hathaway, o Gato Risonho pelo incrível Stephen Fry e a centopéia por Alan Rickman – que infelizmente não aparece no trailer.

Os dois destaques, no entanto, são para Johnny Depp, novamente em um papel bizarro para Tim Burton, como o Chapeleiro Louco, e a esposa do diretor, Helena Bonham-Carter, é a Rainha de Copas. Os dois já estiveram em outros filmes de Burton, mas esta é a segunda vez em que estão juntos. A primeira foi em Sweeney Todd, um filme muito bonito – mas arrastado e com uma narrativa que deixa muito a desejar.

Nesta segunda tentativa, infelizmente, tenho a impressão de que o mesmo erro de Sweeney Todd e de Charlie and the Chocolate Factory vai se repetir. Estes dois anteriores são visualmente impecáveis, com direção de arte, figurino, maquiagem e cenários inacreditáveis, mas que no fim das contas são lindamente vazios. Pelo menos para mim um bom filme te leva junto na história, ao invés de te cegar com quilos de purpurina. O razzle dazzle está longe de ser suficiente.

É uma pena, porque gosto do trabalho dele – mais como ilustrador do que como diretor de cinema, confesso – mas sinceramente espero estar errada. Saberemos apenas em março do ano que vem, e enquanto isso, aguardamos os trailers de verdade!

Aqui está o teaser – e não esqueçam de dizer o que acharam!

20/07/2009


A Austrália é um lugar engraçado. Socialmente, não é nada diferente do que estamos acostumados no Brasil, mas se você pensar que se trata de um continente isolado do outro lado do mundo, não é surpresa encontrar coisas estranhíssimas no meio da rua.

É um lugar cheio de dualismos curiosos: a cultura e a cozinha australiana, aborígenes, didgeridoos de um lado – e uma confusão cosmopolita do outro, que faz com que Sydney seja uma cidade onde cada bairro é super diferente dos outros. Cada um pode escolher o lifestyle que quiser, e apesar disso ser ótimo, às vezes chega a parecer falta de identidade.

A qualidade de vida é ótima, as pessoas são educadas, o sistema viário funciona bem, é seguro e qualquer um pode se sustentar muito bem. É uma terra onde um bom marceneiro pode ganhar muito mais dinheiro do que um arquiteto pós-graduado, onde as oportunidades existem pra todos. A arquitetura é extremamente inovadora, corajosa e todas as novas construções precisam seguir normas extremamente rígidas de sustentabilidade. A comida é boa, os vinhos locais são fenomenais e as praias são lindas. Nada mal pra um continente que começou como depósito de criminosos, né?

A preocupação com a sustentabilidade chega a ser uma paranóia, mas ninguém pode negar que eles estão certos em cuidar da terra que é deles – considerando que grande parte do território é um deserto. Tudo aqui caminha pra ser sustentável em pouquíssimo tempo, e você vê isso em cada esquina – a preocupação com a conservação do meio ambiente é parte da vida de todo mundo, é natural. Eles impedem a todo custo que outras espécies de plantas e animais entrem na Austrália – como forma de preservar o ecossistema nativo e evitar que novas pragas dizimem a flora e fauna locais e se tornem um problema – a exemplo dos camelos que foram trazidos da África como meio de transporte no deserto e hoje formam manadas gigantes de camelos selvagens que destroem plantações.

Aqui se encontram mais restaurantes tailandeses do que qualquer outra coisa – não que eu reclame disso, mas também pude comer carne de canguru – que é uma delícia – e ver coisas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo. Mas também tem feiras de rua, galerias de arte pequenas e grandes, lojinhas lindas de design e papelaria, estilistas e bandas independentes, bares pra todos os gostos e coisas novas pra se ver todo dia.

Cacatuas começam a gritar de manhã bem cedo, tem lorikeets por todos os lados e a primeira vez que se vê um canguru pulando chega a dar um nó no cérebro. A Austrália é um lugar incrível, dá dor no coração de ir embora – esta terra seduz a gente com sonhos de tranquilidade, praias de areias branquinhas e opções infinitas de cultura e diversão.

Welcome to the land down under.

Mais fotos no meu Flickr.

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