O Abduzeedo publicou hoje um post sobre long exposure, ou fotografias de longa exposição, onde o fotógrafo deixa a câmera numa posição estável – em um tripé ou superfície imóvel – e deixa o obturador aberto capturando por um tempo longo (na fotografia), que pode ir de meio segundo até horas, e até mesmo dias. Já vi uma foto em que o cara deixou a câmera um mês e meio aberta. A foto acima é de um cara chamado Andreas Nellas.
Enfim, são 29 fotos incríveis, todas tiradas do Flickr. A que mais me chamou atenção foi a da roda-gigante acima, mas colei abaixo algumas outras.
Não sou fotógrafa, estou longe disso, mas já brinquei um pouco com long exposure e devo dizer que os resultados são sempre surpreendentes quando se adiciona mais um elemento – o tempo – à fotografia. Nem todas as câmeras possuem a função de setar tempo de exposição, mas se a sua tiver, vale a pena explorar um pouco e ver que resultados se consegue. Recomendo!
Não gosto de postar portfolio aqui, mas neste caso, abrirei uma brilhantíssima exceção. Super Creative é uma gráfica com um site bem sem graça (pra não dizer horroroso) que fica em Mumbai, na Índia. Até aí ok. O negócio é que teve este cara, o Balakrishna Gajelli, que fez umas ilustrações pra gráfica que são no mínimo… tá, não vou falar nada:
Os outros trabalhos dele não são nada de mais, mas estas ilustrações são a coisa mais bonita que vi esta semana.
Como a maioria das coisas que vem da Índia, na hora que eles tentam fazer algo com cara ocidental fica meio brega (vide o texto nos anúncios), mas visualmente é só eles se manterem em território conhecido que o resultado é sempre lindíssimo.
Estou muito feliz pelo fato de você poder fazer a arte do nosso novo álbum de hits. Aqui vão duas caixas de material que pode ser usado, e o álbum.
Na minha curta experiência, quanto mais complicado o formato do álbum, por exemplo, mais complexo do que páginas ou um encarte dobrado, pior é a produção e mais agoniantes os atrasos. Dito isso, deixo em suas mãos capazes a permissão de fazer o que quiser… e por favor, escreva de volta para dizer quanto dinheiro você quer.
Sem dúvida o Sr. Al Steckler vai contatá-lo em Nova York com mais informações. Ele provavelmente vai parecer nervoso e dizer pra você se apressar, mas não dê bola.
Eu não estou totalmente convencida de que o dono do Google não é o Cérebro do Pinky e Cérebro. Mas enfim, desta vez os caras deram um jeito de revolucionar a maneira como enxergamos a internet e trabalhamos com ela.
O Google Wave é uma plataforma de troca de informações dentro do seu browser que pode basicamente substituir quase tudo que se faz online no que se refere a relações com outras pessoas. Isso inclui e-mail, programas de mensagens instantâneas como MSN, Skype e Gtalk, e ele integra funções como Google Maps, teleconferências múltiplas, previsão do tempo e praticamente qualquer coisa que um programador Wave consiga imaginar – ele é totalmente Open Source.
Ele funciona assim: você abre um “Wave” novo, com uma ou mais pessoas, e o formato dele é como um chat onde se pode colocar qualquer coisa. Você pode arrastar vídeos do Youtube, fotos de outros sites, mapas, abrir um chat de vídeo no meio da janela. Todas as informações escritas podem ser editadas, mais pessoas podem ser colocadas a qualquer momento, e você pode “quebrar” o parágrafo que alguém escreveu no meio para responder separadamente cada tópico.
É como um brainstorming online, só que ao vivo. Já testei tudo que pude, e funciona muito bem – os chats por voz e vídeo são inclusive melhores que os do Skype e do iChat, e você pode ter até 6 pessoas na vídeoconferência ao mesmo tempo.
Então pra que serve o Google Wave, afinal?
Imaginem um mundo onde milhões de e-mails e ligações telefônicas inúteis são basicamente eliminados porque você pode fazer uma reunião online em tempo real pelo Google Wave. Imaginem muito menos stress de ter que ligar para o cliente a cada 2 minutos para perguntar o que diabos ele quer dizer naquele pedido de alteração. Imaginem eliminar milhões de viagens de carro até o outro lado da cidade, ou vôos até outras cidades para reuniões que podem ser feitas ali mesmo. Rascunhos podem ser postados, fotos, vídeos do YouTube, e qualquer outra coisa – e tudo pode ser atualizado ao vivo. Chega de briefings inúteis e desperdício de papel e combustível.
Reuniões em formato teleconferência já existem – desta vez é um brainstorming online. Todo mundo pode contribuir, colocar informações e ainda por cima ter tudo escrito e salvo para voltar depois – e até uma linha do tempo para você puxar pra trás e ver como a coisa toda se desenvolveu.
Eu posso ficar aqui o dia inteiro escrevendo sobre o Google Wave, mas nunca vou conseguir explicar exatamente o que ele é. Só posso dizer que no dia 30 de setembro o Google lançou 100 mil convites para programadores e pessoas que se inscreveram cedo. Essas primeiras pessoas têm direito a convidar outras – então resta você rezar para ser sortudo e receber um convite de algum amigo legal. Ou você pode se cadastrar no site e ser paciente…
Ele ainda tem uns bugs, e é mais lento do que eu gostaria, mas vamos dar tempo ao tempo. Eles deixaram bem claro que vai demorar um pouco pra tudo ficar estável e bonito – e por isso querem pouca gente testando. Mais ou menos como foi o Gmail em 2004.
Só digo que é muito legal – mas que por enquanto é bem solitário lá dentro.
Se você tiver paciência, aqui está a apresentação do Google Wave (tem mais de uma hora):