Uma exposição feita especialmente para a Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro, traz as diversas facetas da fotógrafa e artista plástica francesa Valèrie Belin. Trata-se de “O ser e aparecer”, experiência visual monumental e multimídia que se faz altamente contemporânea à medida que retrata: “o contraponto entre mulheres de beleza idealizada, estilizadas com códigos visuais dos anos 50, e buquês de flores de inspiração barroca“.



Inaugurada no dia 3 de setembro, a mostra apresenta lindíssimas fotografias multimídia, que mais parecem pinturas hiperrealistas – um dos intuitos declarados de Valèrie Belin – com efeitos que metaforizam aspectos mórbidos das figuras-ícones retratadas. O carro-chefe da mostra fica por conta de uma série inédita, a multimídia Black-eyed Susan (2010), com fotografias que ocupam 6 videowalls (12 telas de LCD para compor cada videowall), e têm efeitos variados de luz e transparência quando obervadas a olho nu.



Nas demais salas, é possível ver uma retrospectiva do trabalho da artista, com peças das séries anteriores de fotografia: Fisiculturistas 1 (1999), Vintage Cars (2008), Palletes (2005), uma foto em tamanho gigante da série Ballroom dancers (2008) e uma série sem título(tal qual se apresenta a maioria de suas séries), de 1996, com imagens de vestidos de época guardados em caixas.



Até o dia 6 de novembro é possível visualizar um pouco da dor e as delícias da mulher contemporânea, apresentadas por Valèrie Belin sob alguns questionamentos como: “O que é a vida, hoje? Como ela é moldada pelas metamorfoses e forças de destruição?”. A curadoria é do brasileiro radicado na Europa Adon Peres e de Evangelina Seiler, presidente da Casa França-Brasil. A exposição tem patrocínio exclusivo da Peugeot e fica em cartaz de 3a a domingo.



O ser e o aparecer
3 de setembro a 6 de novembro de 2011

Casa França-Brasil
Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro – Rio de Janeiro
Terça a domingo, das 10 às 20h