Pra mim isso ta mais que provado que a inveja da incapacidade cultural de quem domina o poder esta mais que acabando com tudo!
Antes de mais nada, parabéns pelo espaço valioso do blog e essa disposição de tratar de um assunto tão complexo que se torna tantas vezes chato. Mas acredito que por essas motivações que vão além da lógica, um dia teremos o devido respeito aquilo que tem de ser respeitado.
Farei o possível para que esse vídeo seja visto e mais visto, sou Designer de uma empresa grande, e hoje mais do que nunca cheio de vergonha por estar em um planeta aonde todos os valores são distorcidos de forma tão absurda e na maioria das vezes aceita de forma tão normal.
De novo parabéns, foi de longe o post mais significativo pra mim neste blog, não desmerecendo os outros.
Lamentável as incoerências brutais. O câncer do nosso país é a hipocrisia, não permitem tratar abertamente assuntos de interesse de uma enorme parcela da população por moralismos inconvenientes e destrutivos. Tanta riqueza natural sendo dizimada, talentos plenos tratados com barbárie e violência. Gostaria de fazer mais do que ser uma artista nesse país mas no momento não tenho estado de espírito para pensar nisso.
Olha meus amigos, sem dúvida o poder público deveria disponibilizar um espaço gratuito para artistas mostrarem seus trabalhos. Agora o poder público tem o dever também de impedir a favelização dos centros das cidades, como eu já vi ocorrer em vários municípios.
Breno… talvez eu tenha compreendido mal seu comentário, mas acho errado pensar em termos tão redutíveis como “favelização”. Acredito que o pior que um governo possa fazer é tornar um indivíduo excluso da sociedade. Quando eu digo excluso, é no sentido de poder de individuação — de encontrar em si mesmo uma independência que não está intriscicamente ligado ao estado. Poderíamos até chamar isso de libertação, mas seria um pouco delicado, porquê o conceito de liberdade é extremamente abrangente. Quando Sartre diz que o inferno são os outros, é bem no sentido da nossa dependência de viver em sociedade. O ser humano é um ser social. Retomando o pensamento inicial, o da exclusão; isso é o pior que pode acontecer dentro de uma sociedade. Novametne, quando falo exclusão, não é apenas relacionado a mendigo ou pessoas que tentaram não depender (mesmo que de certo modo dependa) da sociedade (valores impostos), mas também de uma criança que morre de fome não porquê falta comida no mundo, mas porquê não tem dinheiro para comprar comida. Tudo isso é muito triste, realmente; e a chamada “favelização” não deve ser impredida pelo poder público, porquê isso é incoerente, já que o poder público está aí para que ela não exista desde o começo.
Finalizando, favelização (sinto muito, mas odiei esse termo, devo ser sincero) não significa crime. Devemos separá-los como devido. Quem sabe nessas sutilezas conseguimos notar que o ser humano é maior que isso.
As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existem alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações.
Comentário coxinha detected.
Isso ai Breno, o que é feio o que é podre a gente tem que esconder mesmo, imagina nosso centro da cidade fedendo urina e merda de gente pobre.
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Pobre tem que estar longe da gente, adoro a politica do Brasil lugar de Pobre é lá longe, longe da vista da gente.
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Desculpe a ironia, sei que não acrescenta em nada, mas comentários como o do Breno mostram bem o reflexo das politicas sociais aplicadas nesse país a mais de séculos.
Olha Bruno, entendo perfeitamente a indignação de vocês, também me senti assim ao assistir o vídeo, nele temos uma amostra de tudo o que é incorreto no trato com o cidadão e no trato com espaço urbano. Também odeio o termo “favelização”, mas podem crer ela existe, e ocorre rapidinho. É uma irresponsabilidade do poder público permitir a ocupação desordenada da “economia informal” nos espaços públicos. Junto com os artesões em seguida aparecem os vendedores ambulantes de produtos industrializados como CDs e DVDs, evidentemente há maneiras e maneiras de se lidar com isso. Sou arquiteto urbanista, e nos anos 90 fui secretário municipal de urbanismo e meio ambiente de minha cidade, que na época tinha quase 300 mil habitantes. Identificados os artesões, nos reunimos e juntos criamos o projeto “arte na rua”, fechei meia rua perpendicular ao calçadão e projetei uma estrutura metálica com cobertura e engate para seus tabuleiros, consegui verba e a obra foi executada sem custo nenhum para os artesões. Além de abrigar todos eles, o projeto ainda previa uma reserva técnica para os artesões temporários que circulam por várias cidades. Esta estrutura foi entregue a eles, e até hoje eles mesmo se organizam e gerenciam seus negócios, se tornou até atração turística. Claro que isso não quer dizer que todos os problemas foram equacionados, a gestão urbana é um trabalho constante, hoje minha cidade está com quase 400 mil habitantes, e pode ser encontrado ainda nas calçadas 3 ou 4 artesões que disputam espaço nas intempéries com os vendedores de CDs e DVDs, mas por opção deles, e sujeitos a fiscalização. Atualmente não atuo mais no setor público e nem estou mais na minha cidade, mas sempre que lá retorno, visito o quiosque “arte na rua” pois deixei grandes amigos por lá.
Legal! Ficou realmente (não existe ironia aqui) muito contente com sua iniciativa. Talvez o termo que você usou, tenha me ofendido pessoalmente.
Eu (não em nome da IdeaFixa, mas acredito que não haverá proíbição por parte deles — já que o que é postado por mim, não necessariamente transmite a opinião do site), o convido para fazer um post relacionado a esse projeto do qual você fez parte, pode elucidar melhor as opções que o governo pode seguir em relação ao comportamento diante de artesões excluídos da sociedade.
De qualquer maneira, além desse problema, o mais evidente é como o governo se posiciona em relação a eles. O tratamento é desumano (também incostitucional, como podemos notar no vídeo).
Outro detalhe é a legalização não é o principal. Na verdade, não há necessidade para esse tipo de artesão querer que seja legal para ser fiscalizado. É esse não vínculo com o estado que é a parte ideológica. O desafio é esse: como fazer viver em harmonia esse tipo de trabalho e opção individual, junto com outros tão diferentes? Eu não sei, mas tenho absoluta certeza que não foi como foram tratados.
Existe também a palhaçada midiática que fica claro no vídeo. Mas aí é outra parada. A falta de ética ia dar muito pano pra manga e não acho que era isso que estávamos conversando…
Porcos imundos. O cara tava trabalhando e não tem o direito de falar vendo os animais roubarem as coisas deles. Pior é no final o porra do Coxinha dizendo que era desacato. Desacato de cu é rola mané. O sistema é um lixo!
Muita vergonha, não tenho nem palavras pra me expressar. É muita injustiça.
Lamentável. País engatinhando.. Minas Gerais se arrasta..
Sou artesão e já trabalhei muito na rua e a realidade e bem essa aí que todos viram,a anos isso isso acontece e nada muda.Mas acredito também que não haverá mudança por meio de um decreto coletivo,pois a humanidade anseia por isso a muito tempo em vários aspectos .O que é preciso de fato acontecer?
A mudança feita dentro de cada um de nós ! Essa iniciativa de colocar esse vídeo para que possamos refletir já é um sinal que estamos despertos pra alguma coisa .Parabéns!
Espaço público, espaço de todos… revitalizações… esses termos me cansam, e a velha história de higienizar os usos incoerentes com o que é considerado saudável, bonito…está presente na cidade de novo e de novo. Eles apertaram até a moçada gritar, e meu deus, nenhum jornal cobriu esse grito? Que incoerência sem tamanha nisso tudo, 15 pessoas reunidas produzindo um artefato que traduz seu modo de viver, com traquejo de argumentação, sem drogas na bolsa, e com um monte de estereótipos…sendo abusadas em praça pública. Essencial esse relato paralelo. Valioso post, como já dito.
Parabéns pelo post, Bruno, e parabéns aos responsáveis pelo video. Juro que chorei depois que assisti, de verdade. Mas não me levem a mau, quero apenas compartilhar minha opinião: infelizmente esse tipo de coisa é matéria-prima pro discurso esquerdista. Daí eu vejo simplesmente um bando de acadêmico erudito levantando a “desgraça hippie” como um novo troféu.
Eu acho o seguinte: se minha vida estiver em risco, vou tentar matar aquele que a ameaça. É isso que Jung chama de “consciência moral”, muito semelhante ao “além do bem e do mal” de Nietzsche. Trata-se de um conflito ético: algo que contraria o que é moralmente aceito por consenso e é necessário na formação de um indivíduo. Contra isso, porém, o Estado oferece ilimitadas vias de realização imediata dos desejos, do falso domínio sobre a existência individual, da igualdade simulada entre as pessoas… a ironia de uma democracia imposta. Neste contexto, de fato os policiais/políticos/jornalistas parecem “neutros”, pois somos imobilizados a pensar por nós mesmos. Logo, o conflito ético é indesejável a uma neutralização total da vida, como querem os esquerdistas.
Em poucas palavras, acho que o Estado não sabe lidar com quem não aceita pertencer a ele. A ironia de nossa democracia pós-ditatorial é que não podemos rejeitar o Estado. O vídeo acima levanta o único princípio que considero universalmente válido: o desconforto. Abraços.
Que país é esse??? Onde políticos distanciam o povo de seus direitos básicos à moradia, educação e saúde e como se não bastecem, nos tiram a cultura e a liberdade de expressão! Como diz o velho ditado: quer conhecer uma pessoa, de poder a ela! Post fodástico!
Lamentável
E engraçado como o povo é bundão…
Só UM sujeito se revoltou e foi preso? O povo não sabe q isso tudo tá errado?
Vai ver o que é realmente preciso é uma campanha pra instruir a população sobre os seus direitos. Um lance de estudar a constituição e todo o aparato legal q garante as liberdades individuais. Como foi feito na Venezuela e rendeu bons resultados nesse sentido.
Certeza. A maioria simplesmente não sabe que PODE reclamar direitos.
O problema é que quando reclama (aí as autoridades brasileiras são campeãs na cara de pau — passam por cima de tudo. Como foi dito muito bem em comentários acima, já vira problema de ego do profissional), é desacato…
vergonha isso nao acontece só em belo horizonte mas tabm em outras cidades.
o todos deveriam de se juntar contra o sistema que corroe
impoe leis contra os menos favorecidos enquanto
alguns cometem crimes e roubam fikam a solta por aí!
jah ratafari! jah bless
Alexandre… só uma dica… isso de “todos se juntarem contra o sistema que corroe” acontece!
Acontece mas não é noticiado na mídia, como o caso desse vídeo. [obvio]
Isso acontece, e não é com pouca gente. É a minoria, mas não é pouca gente.
Gente que se organiza e estuda a fundo porque tudo isso acontece e como mudar.
Impossível simplificar ou resumir, mas faço parte de um partido que faz isso.
Tem gente que faz cara feia quando o assunto é partido político.
É compreensível, vendo a atuação dos partidos que se apresentam pra nós ¬¬
Mas é impossível ver pessoas indignadas que sentem vontade de se organizar contra esse sistema e pensarem que não existem mais pessoas como ela.
Sou muito feliz em fazer parte de uma organização onde tudo é discutido democraticamente e por cada um dos integrantes, dos mais antigos aos mais novos.
Não poderia deixar de dizer o nome de um partido que faço parte e me orgulho, o PSTU (:
Contato: pstu@pstu.org.br
“Esse é o nosso Brasil” – Taí um papinho que cansa. Não, essa é a realidade na maioria dos lugares. A sociedade sempre lutou e continuará lutando contra tudo aquilo que é diferente. Sair do percurso proposto e viver à margem sempre foi ofensivo à maioria. E não é preciso ir muito longe pra chegar a essa conclusão, já que o século XX está recheado desses absurdos seja aqui, nos EUA, na Europa, ou em qualquer outro lugar que você possa considerar “melhor”.
“Se quer uma visão do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano para sempre” como diria o Orwell. E ainda chamam as revoltas em Londres de vandalismo.
Triste e revoltante. Muito importante compartilhar e divulgar… Os realizadores mandaram muito bem!
Cara, isso é foda, não tem pra onde correr, esses caras do jornalismo são bizarros, ficam dentro de um estúdio, com seus terninhos, distorcendo a realidade e enchendo o rabo de grana! Não existe liberdade neste país, você só tem liberdade pra comprar cacarecos e se endividar. Tudo está preso, individualidade é sinônimo de loucura. O melhor governo é o que governa menos!
Gostei do que o cara falou para a Repórter, para alguém que deveria ter as respostas na ponta da língua, ela só deu as costas e ficou calada: “Dá um real ai pra eu ir tomar cachaça, a cidade ganhou um novo mendigo!”
Por outro lado, o vídeo é muito bom, mostra um lado que eu não conhecia muito bem dessas pessoas, aprendi muito.
Sou de Belo Horizonte e essa cena na Praça Sete e bem comum mesmo, o pior e q aqui tem uma “Feira Hippie” mais que hj de Hippie mesmo só carrega o nome pq cada dia a identidade da feira esta se perdendo.
Trágico..
Todo mundo fica puto com oq acontece mas ninguem tem culhões suficiente (nem eu) pra ir la mandar soltar o cara pq é contra lei…
falar de fora é facil…
Mas as LEI$ foram feitas pra proteger o SI$TEMA e JU$TIÇA seja feita…
Sinceramente, estou sem palavras, é realmente triste ver como as nossas autoridades e uma boa parte da mídia são uma grande fábrica de marginais.
Olá Bruno e colegas, de fato este vídeo traz muitas questões interessantes, tanto que resolvi discutir sobre ele com um grupo de analistas junguianos. Tomo a liberdade, pois, de transcrever aqui alguns comentários (autorizados por seus respectivos autores) no intuito de complementar essa discussão. Necessário enfatizar que os comentários a seguir partem da ótica da teoria junguiana, a qual não caberia ser aqui introduzida.
Juliana Horta: Vemos muitas incoerências neste documentário, não é mesmo??? Ao estilo descrito em Maquiavel (O príncipe): “Nasce daí esta questão a ser debatida: se será melhor ser amado que temido ou vice-versa. Responder-se-á que se desejaria ser uma coisa e outra; mas como é difícil reunir ao mesmo tempo as qualidades que dão aqueles resultados, é muito mais seguro ser temido que amado, quando se tenha que optar por uma das duas”. Triste, muito triste! Bjs. [complemento posterior]: A transcrição de Maquiavel, acredito eu, reflete-se bem na postura de TODOS os envolvidos – o medo de perder o “poder” refletido em intransigência, indignação e revolta.
Munir Antun: Ainda tentando entender o que acontece no embate apresentado pelo video, posso inciar minha participação dizendo o seguinte: ótimo exemplo de geração de consciência pelo sistema de dipolos da psique, de um lado os oprimdos (hippies? no video) sofrem pela perda de um bem que finalmente entendem ser seu (coisa difícil para ser compreendida por quem tenta se desapegar de qualquer posse), por outro lado os opressores (fiscais, policiais e imprensa) notadamente se sentem péssimos fazendo o que devem fazer em virtude de seu modelo de representação de instituições sociais.
Outro conceito interessante (e muito difícli de ser vivido): a evolução da visão mecanicista para uma visão energética-finalista, com cuidado podemos perceber que os oprimidos e opressores trocam de funções, os opressores originais são coagidos a fazer o que estão fazendo pelo simples fatos dos oprimidos ali estarem, não há opção para aquelas pessoas, suas instituições sem entender extamente por que fazem o que fazem determinaram o que deveria acontecer, sem compreensão seguem nos seus destinos bárbaros tentando se esconder do que não entendem.
Marcos Beccari: Depois que assisti esse vídeo no ideafixa, juro que chorei (não é ironia). Porque assim como todo internauta, sou um rapaz do bem, isento de preconceitos e com caráter indiscutível (é ironia). Falando sério: infelizmente esse tipo de vídeo-documentário-manifesto é matéria-prima ao discurso esquerdista. Daí eu vejo simplesmente um bando de acadêmico erudito levantando a “desgraça hippie” como um novo troféu.
Eu acho o seguinte: se minha vida estiver em risco, vou tentar matar aquele que a ameaça. É isso que Jung chama de “consciência moral”, muito semelhante ao “além do bem e do mal” de Nietzsche. Trata-se de um conflito ético: algo que contraria o que é moralmente aceito por consenso e é necessário na formação de um indivíduo. Contra isso, porém, o Estado oferece ilimitadas vias de realização imediata dos desejos, do falso domínio sobre a existência individual, da igualdade simulada entre as pessoas… a ironia de uma democracia imposta. Neste contexto, de fato os policiais/políticos/jornalistas parecem “neutros”, pois somos imobilizados a pensar por nós mesmos. Logo, o conflito ético é indesejável a uma neutralização total da vida, como querem os esquerdistas.
Em poucas palavras, acho que o Estado não sabe lidar com quem não aceita pertencer a ele. A ironia de nossa democracia pós-ditatorial é que não podemos rejeitar o Estado. O vídeo acima levanta o único princípio que considero universalmente válido: o desconforto. Abraços.
Munir Antun: Marcos Beccari, concordo com muito das suas colocações, mas considerando que nossas funções como polos geradores de consciência produzam angústias desconfortáveis, parece que este destino não mudará, sempre ficaremos desconfortáveis com o que não entendemos e não podemos ainda discursar. Aparentemente a resposta para tal desconforto e passar verdadeiramente a gostar dos momentos em que ele aparece (obs.: eu não consigo chegar nem perto desta possibilidade).
Marcos Beccari: de acordo! Esse “passar verdadeiramente a gostar dos momentos em que o desconforto aparece” me parece o amor fatti nietzschiano.
Munir Antun: Acho que o próprio morreu tentando! Viver no fio da navalho pode causar grandes estragos!
Cristianne Vilaça Alexandrino: Estas imagens permitem uma série de análises em diversos pontos. Mas achei que o título do documentário é muito interessante: “A criminalização do artista: como se fabricam marginais no nosso país”. Analisando esta questão, o que podemos perceber é que o limite entre os marginais e os que são denominados artistas pode ser tênue. O autor do documentário busca passar uma idéia de que o sistema posto é que transforma os artistas de rua em marginais. Um deles (artista de rua), inclusive, afirma que, por ter tido seus pertences levados pela fiscalização, vai virar mendigo. Como eu afirmei anteriormente, acho que cabe uma série de análises sobre estas questões, mas entendo que, tanto no caso destes “artistas de rua”, como no caso de marginais e mendigos, há um descompromisso ético destes para com a sociedade e para consigo mesmos. Digo isso, pois já trabalhei como voluntária em instituições de caridade e pude observar, em muitos casos, esta falta de compromisso em querer melhorar a si mesmos. Muitas pessoas nestas condições mais difíceis (financeiras e sociais) entendem que quem tem dinheiro é que deve sustentá-las. Percebi também que, para que elas saiam deste estado, é preciso que a consciência individual e coletiva seja ampliada. Caso contrário este tipo de situação continuará se repetindo por muito tempo. Concluindo, para que um artista de rua (no caso do documentário em questão) não se torne um marginal, faz-se necessário a conscientização não só do coletivo, mas, e principalmente, do próprio indivíduo. Há a necessidade de um compromisso ético consigo mesmo. Senão, eles próprios, de algum modo, irão “pedir” por uma autoridade que os obriguem a sair disso.
Legal, obrigado pelos comentários.
Marcos, postei um vídeo sobre a Casa Zezinho e acredito (sem ironia aqui) que talvez você e seu grupo também possam discutir o pensamento Jungiano sobre modelos de ensino e estender a digressão que começaram acerca do indivíduo na sociedade.
Grande abraço.
achei interessante as colocações que você disponibilizou beccari, concordo que a noção pós-ditatorial democrática é um paradoxo, e que o conflito ético, indesejável a uma neutralização total da vida, faz do vídeo a matéria-prima para os esquerdistas.
acontece que a grande maioria dos conflitos do contexto que vivemos fundamentam-se num embate ético. e como sair desse beco?
gostei também do comentário da cristianne, que complementa o que você diz, e assemelhei-o ao filme Viridiana do Luis Buñuel, que trata exatamente do citado descompromisso ético. Buñuel é sempre pontual nas suas observações, e em 1961 já premeditava este conflito de forma brilhante.
divulguem os outros videos, http://belezadamargem.wordpress.com/ !!!!!! É NECESSARIO!!!! DENUNCIAR ESSES PORCOS FARDADOS DE MERDA!!!!! BATENDO EM MULHER GRAFIDA!!
Triste…
cada um deveria ser livre para expressar sua arte…
se as pessoas quiserem comprar, que comprem, mas nao prendam por comercializar algo, assim, dessa forma desumana.
por mais que eu não goste de pulserinha de fio de telefone achei ridiculo essa merda toda que os fiscais fizeram.
Agora é saber como registrar oficialmente este tipo de denúncia, o video não pode acabar no video, tem que se fazer a parte chata de se correr atrás dos seus direitos.
Americano adora entrar em tribunal e processar até calçada quando tropeça no cadarço na rua, acho que deviamos ter um pouco mais disso, mesmo quando aqui nosso sistema juridico é tão complicadinho.
e só pra avisar que a parte mais legal deste video foi conhecer o blog dele e ver que se estão fazendo exatamente isto que comentei.
po, o blog do video é foda mesmo.
Curto mesmo o fato de “brigar até as ultimas consequências” pelo o que é certo.
Espero que tenham sucesso.
Bom eu acho que voces estaoo generalizandoo demaiss…pq nem todoo RIPIEE usaa drogaa e outra SE OS FISCAISS TEM TANTOO TEMPOO PRA PEGAA OS TRAMPOO QUE OS HIPIIES FAZEM PQ NAO TIRAM ESSA BANDOO DE TRAFICANTEE DESSE LUGAR!!!ALIAS DE TODO BRASILL
É issoo que eu acho engraçadoo pq trabalhar eles não podem , ja qe os fiscais pegam seus materias , mais os traficantes podem vender suave suas drogas pq pra isso num tem POLICIAA NEH!!!
ELES JA NÃO TEM PORRA NENHUMA , E O POUCO QUE TEM OS “Fiscais” pegam…O JEITOOO É ROUBA MESMOOO NEH OU A PREFEITURA VAI DA EMPREGO PRA ELES??!!
Sou completamente contra o uso de qualquer entorpecente em local público, não sou obrigado a ficar sentido cheiro de maconha, na faculdade, a onde prático meu esporte, onde eu me divirto com meus filhos, ou e meu recinto de trabalho. Holanda não tem nada de país de primeiro mundo, é uma porcaria com o Brasil mesmo, muita corrupção principalmente em relação prostituição principalmente de mulheres vindas da Ucrânia, Bósnia e Jovens do nosso Brasil. Sou a favor de toda e qualquer medida para conter o uso indiscriminado de droga, cracolândia começou com um “beck” e hoje se tornou um câncer. Todo mundo mete o pau na polícia, mas quando um marginal rouba, mata pede justiça. Bando de hipócritas, tenho nojo de hipocrisia! Como qualquer serviço precisa ser legalizado sim! Aqui na minha cidade que é mineira, que é o estado que mais cresce no Brasil! Duas vezes mais que o Brasil todo e me orgulho disso! Pessoas comercializam seus produtos de forma legal é um incentivo a cultura! Agora só porque diz paz e amor adota uma filosofia de vida diferente, não da o direito de agir na ilegalidade, é ilegal e pronto! Fica um monte de baba ovo da Europa, mas só conhecem a parte boa de lá, não conhece a realidade dos subúrbios nojentos. Está na hora de crescer páis, trabalhar estudar! Somos uma sociedade e precisamos pensar como tal! Ai sim o Brasil via começar a andar, quem teve a oportunidade de morar um tempo no Japão sabe o que eu vou falar…somos macacos perto deles, damos crédito a quem não merece e metemos o pau em quem é trabalhador honesto, falamos de liberdade, religiosa, sexual sobre drogas, mas só queremos o lado que nos beneficia. Ta na hora de crescer pais, a começar de quem fez esse documentário, nossos governantes, paz amor é bonito só no papel, que move um país é suor e sacrifício é que o povo preguiçoso no Brasil esquece de se espelhar nos países de primeiro mundo. Sobre quem quer trabalhar com artesanato, procura legalizar, é mais bonito e separa o joio do trigo.
Juninho Rizzetto: Lembre-se de TUDO que Hitler fez foi dentro da lei… odio dirigido aquele que julgas inferior so’ aumenta mais o odio dentro de ti. Ninguem e’ responsavel pela sua infelicidade. So’ o amor vence tudo cara se liga…
Juninho Rizzettp: ce fala isso só porque dedada no toba não é ilegal ne, se fosse vc teria otra opinião..
Juninho Rizzetto: Lembre-se de Tudo que Hitler e os nazistas fizeram foi dentro da lei. Artesao de rua tem todo o direito humano de ganhar a vida em paz. O mundo pertence a todos nos TODOS! E nao so a quem teve uma vida felizarda, privilegiada e capaz de pagar para ter uma loja onde vender sua arte. Ser pobre nao e’ crime nem podridao. Se realmente queres criar um mundo melhor onde criar seus filhos que tal ensina-los compaixao, amor ao proximo, respeito? e’ uma teologia antiga…
A cultura ainda é considerada bom negócio, esses artesãos não têm vez, não podem mostrar seu trabalho, são vistos como marginais. Falta comprometimento da gestão, assim como é necessário conscientizar a sociedade civil, reafirmar as identidades locais, fomentar a cultura…As pessoas precisam ter consciencia dos seus direitos…e agir! Um show de Ivete Sangalo, Sorriso Maroto, Chiclete com Banana todo mundo vai, canta, dança, paga absurdos para entrar num show desses, até respeito quem vai, é expressão cultural, mas essa cultura é vista como bom negócio, pois nem todos têm acesso a ela. O vídeo é rico no sentido que nos mostra o que pessoas que trabalham informalmente passam no dia a dia. É isso mesmo. Até concordo que mexe com a estética urbana, mas de que adianta cidade bonita e gente desempregada?
De novo parabéns, foi de longe o post mais significativo pra mim neste blog, não desmerecendo os outros.[2]
Além do turbilhão de coisas que veio em mente quando vi o vídeo, foi o que pensei. Parabéns ao blog!