
A história da babá que tirou mais de 100 mil fotos durante a sua vida, sem nunca contar a ninguém.

Vivian Maier era filha de um americano de origem francesa e uma austro-húngara. Viveu entre a Europa e os Estados Unidos, até se estabelecer em New York, em 1951.

Dois anos antes, Vivian tinha começado a aprender a fotografar e aproveitou sua chegada na Big Apple para aprimorar sua habilidade. Em 1956, Vivian se mudou para Chicado onde passou o resto da sua vida trabalhando como babá.

Em casa, Vivian guardaria a sete chaves toda a sua produção. Maier deixou para trás mais de 100 mil negativos. E além das fotos, uma série de filmes caseiros e gravações de áudio onde comentava assuntos variados, da demolição de marcos históricos às etnias invisíveis que se esgueiravam pelos cantos da América.

Por motivos desconhecidos (além do orgulho), Vivian perdeu tudo e foi salva pelas três últimas crianças de quem cuidou, que se lembravam de Vivian como a sua segunda mãe. Eles arrumaram um apartamento para que ela pudesse ser cuidada da melhor forma possível.
![Vivian Maier ~ Untitled, Self Portrait [1]](http://ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/09/Vivian-Maier-Untitled-Self-Portrait-1-600x405.jpg)
Sem o conhecimento dos irmãos, Vivian leiloou um baú para pagar contas atrasadas. Nele estavam os negativos em que ela trabalhara durante toda a sua existência.
![Vivian Maier ~ Untitled, Self Portrait [2]](http://ideafixa.com/wp-content/uploads/2012/09/Vivian-Maier-Untitled-Self-Portrait-2-600x407.jpg)
auto-retrato
A obra de Vivian só veio a tona em 2007, quando surgiu misteriosamente em um leilão em Chicago. E depois disso teria um grande impacto na arte, e sobre a vida do homem que brigou para que o mundo colocasse os olhos sobre o seu trabalho, John Maloof. Atualmente sua obra está sendo catalogada, para que as futuras gerações possam conhecer uma das grandes fotógradas de rua dos Estados Unidos.











