Infelizmente ficou muito abaixo do clássico Ilha das Flores. Tá mais pra documentário MICHAEL MOORE, altamente parcial e simplificador. “FULANO foi preso por tentar se comunicar”; não é bem assim, certo? Rádios pirata ameçam comunicações importantes, como nas imediações de aeroportos, por exemplo. Isso pode ameaçar vidas. Por que não expor 1s do pensamento e dos argumentos dos veículos de comunicação e do governo? Fica a dica que obviamente não será seguida.
O que mais me incomoda é a “sombra” da Ilha das Flores. O cidadão podia ter moderado nas “homenagens” e “referências”. Mas, enfim, a iniciativa sempre é válida.
Achei interessante e também acho que não supera Jorge Furtado. Mas apesar de estar de acordo com Diogo também em outros pontos, gostei da crítica. As leis de concessão são antiquadas. Tem-se que levar em consideração que já não vivemos em uma ditadura e o Brasil é (pelo menos se diz) uma democracia. Outro ponto é que o vídeo nem se quer fala da internet, parece feito nos anos 90. Com a popularização da internet em residências e meios móveis, como celulares, isso muda. Muita gente já está deixande de ver televisão.
Ilha das flores http://www.youtube.com/watch?v=Zfo4Uyf5sgg
sempre vale a pena ler… (link com a entrevista com o diretor)
Como se deu a produção?
Inicialmente é importante lembar que tivemos o suporte de muitos parceiros do movimento social que ajudaram com infraestrutura técnica sem os quais essa produção seria impossível. Como contávamos com pouco dinheiro, tínhamos que pensar um roteiro capaz de descrever a dramática situação da comunicação no Brasil em sua complexidade sem que fosse preciso uma produção dispendiosa. Optamos por um formato inspirado no curta “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado. Esse formato conta de uma forma bem humorada a dura situação da desigualdade social brasileira. A estrutura se resume a uma narrativa em off e uma sucessão de imagens que se repetem. A locução em off facilita tecnicamente as gravações nas locações e acaba barateando o processo; por outro lado, a televisão brasileira nos fornece um rico material dos contraexemplos de uma comunicação razoável. Assim, entendemos que o formato do “Ilha das Flores” resolvia a equação “baixo orçamento x conteúdo extenso”.