
Eu não estou totalmente convencida de que o dono do Google não é o Cérebro do Pinky e Cérebro. Mas enfim, desta vez os caras deram um jeito de revolucionar a maneira como enxergamos a internet e trabalhamos com ela.
O Google Wave é uma plataforma de troca de informações dentro do seu browser que pode basicamente substituir quase tudo que se faz online no que se refere a relações com outras pessoas. Isso inclui e-mail, programas de mensagens instantâneas como MSN, Skype e Gtalk, e ele integra funções como Google Maps, teleconferências múltiplas, previsão do tempo e praticamente qualquer coisa que um programador Wave consiga imaginar – ele é totalmente Open Source.
Ele funciona assim: você abre um “Wave” novo, com uma ou mais pessoas, e o formato dele é como um chat onde se pode colocar qualquer coisa. Você pode arrastar vídeos do Youtube, fotos de outros sites, mapas, abrir um chat de vídeo no meio da janela. Todas as informações escritas podem ser editadas, mais pessoas podem ser colocadas a qualquer momento, e você pode “quebrar” o parágrafo que alguém escreveu no meio para responder separadamente cada tópico.
É como um brainstorming online, só que ao vivo. Já testei tudo que pude, e funciona muito bem – os chats por voz e vídeo são inclusive melhores que os do Skype e do iChat, e você pode ter até 6 pessoas na vídeoconferência ao mesmo tempo.
Então pra que serve o Google Wave, afinal?
Imaginem um mundo onde milhões de e-mails e ligações telefônicas inúteis são basicamente eliminados porque você pode fazer uma reunião online em tempo real pelo Google Wave. Imaginem muito menos stress de ter que ligar para o cliente a cada 2 minutos para perguntar o que diabos ele quer dizer naquele pedido de alteração. Imaginem eliminar milhões de viagens de carro até o outro lado da cidade, ou vôos até outras cidades para reuniões que podem ser feitas ali mesmo. Rascunhos podem ser postados, fotos, vídeos do YouTube, e qualquer outra coisa – e tudo pode ser atualizado ao vivo. Chega de briefings inúteis e desperdício de papel e combustível.
Reuniões em formato teleconferência já existem – desta vez é um brainstorming online. Todo mundo pode contribuir, colocar informações e ainda por cima ter tudo escrito e salvo para voltar depois – e até uma linha do tempo para você puxar pra trás e ver como a coisa toda se desenvolveu.
Eu posso ficar aqui o dia inteiro escrevendo sobre o Google Wave, mas nunca vou conseguir explicar exatamente o que ele é. Só posso dizer que no dia 30 de setembro o Google lançou 100 mil convites para programadores e pessoas que se inscreveram cedo. Essas primeiras pessoas têm direito a convidar outras – então resta você rezar para ser sortudo e receber um convite de algum amigo legal. Ou você pode se cadastrar no site e ser paciente…
Ele ainda tem uns bugs, e é mais lento do que eu gostaria, mas vamos dar tempo ao tempo. Eles deixaram bem claro que vai demorar um pouco pra tudo ficar estável e bonito – e por isso querem pouca gente testando. Mais ou menos como foi o Gmail em 2004.
Só digo que é muito legal – mas que por enquanto é bem solitário lá dentro.
Se você tiver paciência, aqui está a apresentação do Google Wave (tem mais de uma hora):
P.S. (Não, infelizmente não tenho convites!)

Fazer moda hoje em dia todo mundo faz. Todo mundo quer ser ou é “fashion designer” ou tem uma “marca de camisetas”. Fazer moda BOA, pouca gente faz. E ainda assim faz na mesmice, no hype. Fazer moda BOA usando uma estética por vezes “grosseira”, daí sim, é trabalho pra poucos. E não estou falando de moda experimental como Martin Margiela (que vale até um post só pra ele), estou falando de moda que se vende. E moda feita com a estética do Black Metal, estética esta muito bem apresentada pelo post do Felipe Tófani neste mesmo blog.
Estou falando do povo PROFANO do Anti Sweden, uma das coisas mais sensacionais que eu vi nos últimos dias, que me fez parar tudo e resolver escrever aqui sobre.
Criado pelo estúdio Norueguês Anti Design (que tem trabalhos incríveis) como “uma maneira de expressar a cultura Norueguesa e do Black Metal pela moda”, tudo aqui vale a visita, desde a introdução freak até o design do site e, claro, as peças em si. E vale a reflexão, de novo, sobre a estética do Black Metal como filosofia e como valor cultural.
A dica e o trocadilho infame vieram via Luiza P.

Há mais de 30 anos a Nikon premia os melhores microfotógrafos, ou fotomicrógrafos (palavra estranha), que produzem descobertas científicas importantes para as ciências biológicas.
Este prêmio é chamado de Small World (Mundo Pequeno), e é considerado o melhor veículo para exibir a beleza e a complexidade das formas de vida vistas através de um microscópio.
A imagem acima é a vencedora da edição de 2009, do Dr. Heiti Paves, da Universidade Tecnológica de Talinn, Estônia. É uma fotografia da ponta do estame de uma Arabidopsis thaliana. É uma florzinha meio mato, bem mixuruca, mas é uma das espécies mais utilizadas na pesquisa científica atualmente.
Dito isso, a curiosidade científica das fotografias para nós designers não é bem o mais importantes. As fotos são incríveis, de uma riqueza de cores e matizes que a gente nem imagina que existam em coisinhas tão pequenas. Vale pra lembrar que não é preciso imaginar formas de vida estranhas – está tudo aqui, é só olhar bem de pertinho.
Todos os finalistas, e edições anteriores, aqui: http://www.nikonsmallworld.com/