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20/08/2009

Leia na íntegra este excelente texto de Gilberto Strunk sobre a ética no trabalho de design acerca de projetos especulativos no qual o designer e/ou ilustrador participa de uma concorrência com outros profissionais, mas somente o escolhido recebe pelo trabalho. Hoje não precisamos procurar muito para encontrar este tipo de situação.

Segue o texto publicado no livro Viver de Design de Gilberto Strunk

O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos, pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado”. Um dos grandes dilemas que você vai enfrentar em sua carreira está ligado aos projetos especulativos. Esse tipo de relação, em que o Cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar seu negócio e também dos seus colegas. Sei que as pressões são e nomes. Elas vêm dos Clientes, que lhe acenam com a possibilidade de fazer grandes projetos no futuro,que lhe dizem que se você não quiser participar não faz mal, pois ele tem uma dúzia de pessoas que topam. Vêm também dos concorrentes micreiros, sem formação acadêmica na área. E até mesmo de suas fases de poucos projetos x compromissos financeiros no fim de cada mês. No entanto, mesmo com sacrifícios, temos de estruturar o nosso jovem e promissor mercado, resistir a esses convites, propor uma remuneração mínima para todos os concorrentes.

Nossa sociedade vem mudando aceleradamente. No mundo dos negócios, instalou-se uma verdadeira obsessão por bons resultados. Em função disso, muitas empresas para contratar nossos serviços, passaram a convidar três, cinco designers, para apresentarem suas soluções para determinada tarefa, oferecendo pagamento somente ao escolhido no final do processo. Isso talvez inspirado nos modelos das concorrências de publicidade. Não somos agências de propaganda. Talvez, no caso delas, a remuneração básica de 20% sobre a veiculação justifique o investimento em concorrências para a conquista de uma conta que irá garantir uma boa rentabilidade durante um longo período. Trabalhamos por projetos isolados. Por isso, não devemos ter com os Clientes este tipo de comportamento.

Nosso principal faturamento vem da criação. O das agências, da veiculação. Você conhece algum caso de Cliente solicitar a várias agências que veiculem por ele, para pagar somente a que der melhor resultado? Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender? Imagine que você aceite participar regularmente de concorrências especulativas. Imagine que você consiga atingir a incrível performance de vencer 70% das vezes. Pergunto: quem irá reembolsar suas horas nos 30% de maus resultados? Certamente seus outros clientes, para os quais você terá que cobrar mais 30% sobre os honorários normais de forma a se sustentar ou a sua estrutura.

Vivemos em função de nossos Clientes. Não devemos medir esforços para atender suas necessidades. Mas uma relação, para ser forte, fértil, consistente, tem de ser construída sobre uma base de conhecimento e respeito entre as partes. Quando o cliente sabe que vai pagar por um serviço, ele fica mais exigente. Melhora a qualidade das informações envolvidas no processo. Esta é a primeira condição para que bons resultados sejam alcançados. No cenário vigente, somos os primeiros a errar, aceitando participar de projetos especulativos. Não é mais possível investir um grande número de horas em Clientes que não nos dão certeza de vir a faturá-las. É melhor ganhar um tempo extra de estudo ou lazer ou até diminuir sua estrutura…

Se não formos capazes de fazer nossos Clientes entenderem a natureza especial dos serviços que prestamos, estaremos nos posicionando mal perante o mercado. Temos de ser os primeiros a nos valorizar, a passar para eles as vantagens e benefícios que nossos serviços vão trazer para seus negócios. Não inicie um trabalho sem antes acertar seus aspectos comercias. Lembre-se de que nossos projetos são feitos sob medida. Se o cliente não paga por eles, você não poderá vendê-los para outros.

viver de Design – Gilberto Strunk – Editora 2AB

download do código de ética do designer gráfico pela ADG

Download do código de ética do ilustrador – SIB (está dentro do link orientação profissional)

20/08/2009


O BSF, ou Bicicleta sem Freio, é um coletivo de ilustradores de goiânia com um pé cravado na cena musical. A influência é tamanha que 2/3 do grupo integram a banda Black Drawing Chalks. O website Trama Virtual fez uma entrevista com os caras, onde  falam sobre a produção de cartazes para bandas, influências, etc. Vale a pena conferir.

Por: Janara
19/08/2009

Recebi esse link agora do Pedro (que tem um trampo que vale o seu clique) e não pude deixar de postar aqui.

Acho que todo mundo quando lê um livro acaba desenhando mentalmente a cara dos personagens. Por isso as vezes é tão decepcionante quando transformam livro em filme e escolhem um ator que não tinha nada a ver com o que existia no nosso imaginário.

Essa idéia fantástica de chamar gente bacana pra fazer um retrato falado dos personagens dos seus livros favoritos é do site O Livreiro, que é uma rede social para os amantes da literatura. O retratista é Yoshi Kawasaki e quem descreve aí no vídeo, Arnaldo Branco (que já foi citado aqui tantas vezes que já dispensa comentários).

Praver os retratos produzidos até agora, clica aqui. E pra ver mais retratos falados, aqui.

19/08/2009


No meu primeiro post, os trabalhos de um ilustrador fantástico: Eduardo Medeiros. E conta com a admiração de tarimbados ilustradores do cenário de HQs nacionais: Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Grampá, todos desenhistas de primeiríssima linha, ganhadores de prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.

Os trabalhos do Eduardo lembram o estilo do Marcelo Braga, colaborador do Caderno de viagens e já citado aqui, além de ter escrito e desenhado uma das melhores histórias do Batman que já li, aproveitando um dos heróis de quadrinhos com o poder mais inútil do mundo: o Aquaman! Dêem uma conferida!

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