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20/07/2009


A Austrália é um lugar engraçado. Socialmente, não é nada diferente do que estamos acostumados no Brasil, mas se você pensar que se trata de um continente isolado do outro lado do mundo, não é surpresa encontrar coisas estranhíssimas no meio da rua.

É um lugar cheio de dualismos curiosos: a cultura e a cozinha australiana, aborígenes, didgeridoos de um lado – e uma confusão cosmopolita do outro, que faz com que Sydney seja uma cidade onde cada bairro é super diferente dos outros. Cada um pode escolher o lifestyle que quiser, e apesar disso ser ótimo, às vezes chega a parecer falta de identidade.

A qualidade de vida é ótima, as pessoas são educadas, o sistema viário funciona bem, é seguro e qualquer um pode se sustentar muito bem. É uma terra onde um bom marceneiro pode ganhar muito mais dinheiro do que um arquiteto pós-graduado, onde as oportunidades existem pra todos. A arquitetura é extremamente inovadora, corajosa e todas as novas construções precisam seguir normas extremamente rígidas de sustentabilidade. A comida é boa, os vinhos locais são fenomenais e as praias são lindas. Nada mal pra um continente que começou como depósito de criminosos, né?

A preocupação com a sustentabilidade chega a ser uma paranóia, mas ninguém pode negar que eles estão certos em cuidar da terra que é deles – considerando que grande parte do território é um deserto. Tudo aqui caminha pra ser sustentável em pouquíssimo tempo, e você vê isso em cada esquina – a preocupação com a conservação do meio ambiente é parte da vida de todo mundo, é natural. Eles impedem a todo custo que outras espécies de plantas e animais entrem na Austrália – como forma de preservar o ecossistema nativo e evitar que novas pragas dizimem a flora e fauna locais e se tornem um problema – a exemplo dos camelos que foram trazidos da África como meio de transporte no deserto e hoje formam manadas gigantes de camelos selvagens que destroem plantações.

Aqui se encontram mais restaurantes tailandeses do que qualquer outra coisa – não que eu reclame disso, mas também pude comer carne de canguru – que é uma delícia – e ver coisas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo. Mas também tem feiras de rua, galerias de arte pequenas e grandes, lojinhas lindas de design e papelaria, estilistas e bandas independentes, bares pra todos os gostos e coisas novas pra se ver todo dia.

Cacatuas começam a gritar de manhã bem cedo, tem lorikeets por todos os lados e a primeira vez que se vê um canguru pulando chega a dar um nó no cérebro. A Austrália é um lugar incrível, dá dor no coração de ir embora – esta terra seduz a gente com sonhos de tranquilidade, praias de areias branquinhas e opções infinitas de cultura e diversão.

Welcome to the land down under.

Mais fotos no meu Flickr.

19/07/2009


“Frente ao poder homogeinizador da cultura global, o artista cuida de inserir, nas próprias vias onde esta reclama sua hegemonia, aquilo que pertence ao seu território doméstico e ao campo do afeto.”
Moacir dos Anjos na edição #03 da Santa art magazine.

No final de 2005, estava em Portugal, longe do Brasil há algum tempo, fui ao cinema assistir O Jardineiro Fiel de Fernando Meireles. Não é o filme em si que me interessa aqui. Me interessa o fato que desde o primeiro minuto, ainda que com uma produção gringa, eu sabia que o filme tinha sido dirigido por um brasileiro. Eu mapeava claramente as influências culturais, o modo de ver e sentir porque conhecia aqueles sinais. Saltava a carência de me identificar com a minha cultura original, saber de onde eu vinha e que não me perdi nem fui massacrada por tantas influências externas.

Para não nos confundir em um mundo global onde a nossa identidade pode ser a cópia vil de algum filme estrangeiro ou de algum rockstar, surge a necessidade quase vital de identificar-se com as raízes, de saber quem somos pelas influências culturais que recebemos por nascer naquela terra e pertencer àquela nação. Saber o que as pessoas e os costumes trouxeram para a nossa obra.

Mas nesse momento surge a questão: Qual é a cultura brasileira? Qual é a cultura latinoamericana? Eu, como filha de imigrantes, devo me identificar com a cultura latinoamerica pre-colombina e a atual ou com a cultura européia?

A seguir uma pequena seleção de imagens de artistas que ao meu ver são extremamente conectados a sua cultura local.

Leia mais…

19/07/2009


Pra quem gosta de  stoner rock, ou aquele sonzão garage vintage, o Black Drawing Chalks é tiro certo. Isso sem falar que metada da banda integra o coletivo de ilustradores/tatuadores “psyco-crazy-blooga-blooga” Bicicleta sem freio.

Por: Janara
17/07/2009


Por Rômolo. Toda segunda e sexta aqui na IdeaFixa.

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