Christian Louboutin se inspira nas clássicas naturezas mortas do século XVIII para seu lookbook. Cada peça de calçado foi cuidadosamente reinterpretada em diferentes fotografias que emulam o trabalho de mestres da pintura. O responsável do projeto não podia ser outro que Peter Lippmann, um dos fotógrafos mais reconhecidos por seus trabalhos publicitários.
Doces multicoloridos, frutas exóticas, ornamentações florais, naturezas mortas ou um de seus sapatos “ícones” para este inverno, contextualizadas em uma fotografia misteriosa. Uma campanha que não passa desapercebida, pelo bom gosto e criatividade.
Nicolas Menu foi responsável pela cuidadosa direção criativa e Amandine Moine pela produção.
Não deixe de visitar Louboutin.com, que com certeza não é o que você espera de um site de uma marca de luxo! Ah, e se você quer saber porque a sola sempre é vermelha, clique aqui!
Esta noite, depois de (re)assistir “A Bela da Tarde” (santíssima trindade, o que é a beleza de Catherine Deneuve? Ela é tão linda que chega a um ponto de não-existir) refletia sobre a Beleza, sua inutilidade e também da não utilidade da arte. Porque o bem mais precioso dela é exatamente não ter que ser útil. Ainda que ela o seja em peças de design, em vasos, em decoração… não é a sua “obrigação” ser útil (sobre arte e utilidade, o projeto Arte e Palavra, do qual participo, fez uma bela poesia sonora a partir de textos de Paulo Leminski).
Depois de assistir ao filme, brinquei um pouco com Sodaplay (já falei sobre ele aqui no Idea) e imediatamente me lembrei da obra do escultor e engenheiro holandês Theo Jansen. Muita gente que acessa o Idea já deve conhecê-lo, ele ganhou notoriedade pelas suas gigantes obras conhecidas por esculturas cinéticas, ou seja, que tem mobilidade a partir da ação de energias como a eólica. Seus “bichos” surpreendem não só pela mobilidade e pelo tamanho como também pela… inutilidade. “Para quê um treco deste tamanho se não vai servir para nada”, disse um amigo uma vez. E é aí que o trabalho de Jansen encanta: porque não serve para nada! Encanta mais ainda por ele ser um engenheiro, profissão reconhecida pela racionalidade que suas premissas exigem. É evidente que Jansen não é nenhum romântico (com perdão à corruptela…) e faz dinheiro e fama com seu trabalho (que o diga a BMW…), mas antes disso tudo, o Inútil é visivelmente mais importante e primordial do que as consequências de suas obras levadas ao público.
Theo Jansen não é pioneiro na arte cinética ou, ainda, na interferência ambiental ou humana direta na obra artística. Desde os futuristas do início do século XX à brasileira neoconcreta Ligia Clark e seus “bichos”, a arte se envereda por outros setores da cultura humana como a física e a engenharia, cada artista a seu modo.
Mas Jansen transforma o ar em movimento e em atrito em parte fundamental de seu trabalho. Quando se contempla suas esculturas em movimento, se “contempla” também o ar, o etéreo em toda sua força. É ele quem alimenta o objeto mas também impulsiona o artista a desafiá-lo. Inultilmente – no melhor sentido da palavra.
O Tiago Dória, falou em seu blog um pouco sobre os clássicos hedcuts usados pelo Wall Street Jornal em substituição às usuais fotografias. A técnica, sem uso de computador por parte dos ilustradores, se tornou uma marca registrada da comunicação visual do jornal e conta hoje com 3 artistas, um deles é Randy Glass que tem seu portifólio de rostinhos conhecidosaqui.
E, com o poderoso e sempre bem-vindo toque feminino, completam o trio de foto-ilustradores [se é que esse termo existe] as artistas Noli Novake Nancy Januzzi.
Desconheço outra publicação que fuja da fotografia/caricatura e que utilize algo semelhante para retratar personalidades, mas se quiser conhecer a técnica, o site da Dow Jones [!!!] disponibiliza esse arquivo em pdf. ensinando a manha dos hedcuts.
Em São Paulo foi aprovada uma lei que bane o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivos, públicos e privados. Entre os locais de proibição estão áreas internas de bares e restaurantes, casas noturnas, ambientes de trabalho, táxis e áreas comuns fechadas de condomínios. Talvez o Estado disponibilize medicamentos e dê assistência médica aos fumantes que queiram largar o cigarro, mas ai é outra história. Eu tenho uma opnião muito particular sobre quem fuma ou não, só pra constar acho que as tem que rolar um respeito entre fumantes e não fumantes, isso é fundamental e todos deveriam saber desse principio básico. Antigamente o cigarro era associado ao cinema, moda, pessoas de alto escalão e “coisas bacanudas” como diria um dos meus avôs. O site Well Medicated fez uma seleção com 40 anúnios antigos de marcas de cigarro, um dos meus preferidos é esse do L&M, não que eu goste de fumar este “cigarrilho” …this…is the “L&M” moment.