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27/04/2009


Olá!
Esta é minha estréia como colaborador do IdeaFixa e sendo o caçula da história, tenho que admitir é um lisonjeio fazer parte da turma. Tenho certeza que a troca será proveitosa. Vamos lá:

(trilha mp3: Whitey – wrap it up )

hoogerbrugge.com – Paranóia, depressão, vertigem, medo, delírio, ansiedade e outras neuroses da vida moderna são o mote dos trabalhos de Hans Hoogerbrugge.
Formado em pintura pela Academia de Artes de Roterdã, começou trabalhando em meios convencionais de pintura, instalação e escultura, mas rapidamente foi influênciado pela era tecnológica.

Hans faz parte da leva de artistas que usam o computador como ferramenta de criação e divulgação de idéias, porém, no caso desse holandês maluco, a arte está na forma de pertubadoras animações interativas que se utiliza de sua própria figura como personagem principal.

A seguir, alguns instigantes trabalhos do sujeito. Basta clicar e usar o mouse para o andamento da brincadeira.

Nails

Os conflitos entre os sentimentos primitivos internos e o mundo exterior. Idiossincrasias e a estranheza ao ver emoções humanas expressas fisicamente.

Flow

As viagens imaginárias de um homem e os autos e baixos do estilo de vida contemporâneo. Uma animação interativa frenética que guarda surpressas a cada clique.

Spin

Trabalho encomendado pela Sony para a divulgação do Playstation 2. Metaforiza uma bizarra trip mental e espiritual numa espécie de 3º dimensão.

Clown Basics


Série de curtinhas animados sobre dois cruéis palhaços e sua piadinhas infames.

Modern Living

As pequenas questões do cotidiano e as batalhas do dia a dia. Ego, workaholics, dores de cabeça, imposições socias, TV, religião e outros temas que envolvem a complexidade da vida moderna.

Hotel

Mini-série sobre a clínica do Dr. Doglin localizada nas dependencias de um estranho hotel. O surrealismo pelos corredores da psique humana em clima de filme de David Lynch.

25/04/2009


A comparação da australiana naturalizada (ela nasceu em Serra Leoa, 1965) com o também australiano Ron Mueck é inevitável. Ambos partem como princípio da linguagem artística o uso de esculturas hiper-realistas em que os instrumentos tradicionais de esculpir dão lugar ao maquinário hi-tech. A grande diferença entre ambos, entretanto, é que o uso de couro animal, cabelos humanos, próteses médicas de olhos, unhas, dentes, etc., é que Patricia Piccinini é quase uma romântica, criando possibilidades de união entre as diferenças (no caso, seres fantásticos “convivendo” pacificamente com os humanos) e brincando com as formas (que tal ver uma motoneta “amamentando” seu filhote recém-nascido?). Mueck trabalha apenas com a figura humana em escalas sub e sobre-humanas em que o medo perante as incertezas e etapas da vida é a tônica das obras.

Arte, design, “anatomia”… vale passear pelo site da artista e conhecer melhor sua obra. Clique na foto.

24/04/2009

Adquiri recentemente o “Arte Brasileira Hoje” (Publifolha, 2002) que apenas me ajudou a cimentar uma idéia que me recorre desde os tempos de faculdade: o que se fala de arte contemporânea é careta, linear e reacionário.
Agnaldo Farias, o autor, simplesmente descarta as produções efetivamente contemporâneas para falar de grandes nomes tarimbados da arte brasileira, sem dúvida, mas filhos do modernismo e do pós-modernismo, como Rosângela Rennó, Cildo Meirelles, etc. Poucos nomes representativos do “sangue novo” contemporâneo, como Vik Muniz, já são figuras badaladas de galerias e exposições. Nenhum new-face configura os 26 nomes listados pelo escritor sob o júdice de que a maioria dos jovens artistas tem um trabalho incipiente e inconsistente. Falar de ponto de partida e substância para a arte contemporânea é realmente uma incongruência. São produções que estão acontecendo e não são poucas. Apresentar ao público (inclusive os aspirantes a artistas, como eu) estes artistas seria mais salutar do que retomar eternamente o ponto anterior de onde paramos e “já sabemos o que aconteceu”.
“Explicar” obras, dissertar sobre o que está acontecendo na imagem, descrever motivações e encontrar simbolismos onde pode não haver é um equívoco que parece ser cometido pela crítica e os historiadores. Tudo o que se pode ver é um bando de senhores empunhando papéis amarelos portando seus escritos arganianos.

Publicado originalmente aqui.

24/04/2009



Nuevo Mundo foi uma publicação de língua espanhola financiada pela Fundação Ford, e era dedicada à nova literatura latino-americana. Foi fundada em 1966 por Emir Rodríguez Monegal em Paris, e distribuída no mundo inteiro.A revista circulou até 1971, e teve 58 edições.

Uma boa alma colecionou todas as capas no Flickr, não preciso dizer que são lindas e coloridas :)

Aqui: http://www.flickr.com/photos/efimera/sets/72157600291514265/

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