(Nota biográfica: ela foi o meu primeiro objeto de “tietagem” no design gráfico, que incluiu uma breve troca de e-mails… nos idos de 1998!)

Numa época em que falta tudo menos ruído, admirar-se é cada vez mais raro. Com gente encarando design gráfico como um hobby, a preocupação em tocar o coração de alguém é esmagada pela vontade de impressionar a qualquer custo (como se design gráfico fosse uma espécie de xamanismo ou sei lá…).
Uma vez li uma frase no primeiro livro do Sagmeister (“Made you look”, Booth-Clibborn, 2001) que é óbvia mas vale repetir sempre: “When our conscience is so wishy-washy, so is our design”. Aliás foi o próprio que usa a expressão “tocado pelo design” e é autor de uma outra peça que me impressiona bastante.

Alguns filmes mexem com você, livros mudam a sua visão sobre a vida e seu humor já foi influenciado por uma série de músicas… mas ser tocado pelo design envolve fatalmente um curto espaço de tempo e isso só torna a tarefa mais difícil.
Em duas semanas começa o OFFF – International Festival for the Post-Digital Creation Culture, em Oeiras, Portugal. Entre os palestrantes estão o próprio Stefan, Neville Brody, Paula Scher, Joshua Davis, PES e um montão de gente. Espero ver muita coisa feita com o coração (soa meigo, mas não!), verdadeira e sincera.





